Sinais de que alguém está ultrapassando os nossos limites

Sinais de que alguém está ultrapassando os nossos limites

14, julho 2015 em Emoções 4 Compartilhados

Alguém ultrapassar nossos limites psicológicos pode ser comparado a uma gota de água que vai caindo sobre uma grande pedra. São necessários milhões de anos para que o gotejar faça uma erosão notável na rocha dura. No caso das pessoas, não é preciso tanto tempo, mas às vezes é difícil nos darmos conta do que está acontecendo.

Isso se deve ao fato de que a manipulação é sutil e difícil de ser detectada. Infelizmente, não percebemos que alguém está passando do limite, podendo até colocar em perigo a nossa integridade, por exemplo.

Entretanto, o problema principal é que quase todos nós não somos realmente conscientes dos limites que devemos impor, de quando começa e quando termina o nosso plano emocional. Isso pode ser complexo e quase ninguém pensa nisso.

Assim, é mais fácil determinar se alguém se fez de “esperto” (em qualquer sentido). Para poder evitar qualquer inconveniente, deixamos passar, achamos que foi algo “isolado”. Isso é sinônimo de estender os nossos limites de maneira inconsciente, mas há vezes em que deixamos passar além do recomendável e tudo se torna mais complicado. Fica mais difícil voltar a recuperar o território que nos corresponde.

É bom saber que o fato de estender seus limites de vez em quando ou com certas pessoas não é uma decisão pouco acertada ou negativa em si. Na realidade, está comprovado que as pessoas mais inteligentes, criativas e sensíveis são aquelas que contam com limites flexíveis. Mas cuidado: mantenha uma flexibilidade sensível e assertiva.

Há certas ocasiões, entretanto, nas quais devemos nos fazer valer, demonstrar que nossos direitos são inalteráveis. do contrário, estaremos mais expostos ao que nos submetam. O primeiro passo é aprender a detectar o momento preciso em que alguém está ultrapassando os nossos limites, uma vez que já temos determinado quais são e para que nos servem.

Sinais de que alguém está ultrapassando nossos limites

1. Justificar o mau comportamento do outro: essas desculpas que podemos dar quando alguém nos trata de uma maneira pouco afetiva, quando nos deprecia ou desrespeita. Isso é muito habitual em relações amorosas, quando um dos dois é violento e, o outro, vítima. A justificativa ou desculpa mais frequente é “ele é muito bom comigo, mas está nervoso porque está com problemas no trabalho” Ou “ele nunca se comportou assim antes, com certeza é porque está sem dinheiro”.

Uma forma de ultrapassar nossos limites é quando deixamos as más atitudes passarem porque, no fundo, sabemos que a pessoa nos ama. Ainda que estejamos 100% seguros desse amor, a violência nunca é permitida, assim como outros tipos de comportamentos que causam dano. É preciso estar muito atento porque há somente um passo entre compreender e submeter-se. Quando quiser compreender por que o outro lhe trata de uma maneira, não lhe justifique e nem minta para si mesmo, somente para evitar uma discussão ou enfrentar a realidade.

2. Culpar-se se alguma coisa der errado: se, com frequência, você se culpa quando algo não acontece como esperava, seja no trabalho, em casa, na faculdade, etc., é porque alguém do seu ambiente está ultrapassando seus limites. Assumir a responsabilidade pelas nossas ações está correto, mas não carregar os deveres e as obrigações dos outros, assim como nos culpar por coisas que vão além de nós.

Dessa forma, será impossível resolver o problema e levará mais tempo para conseguir bons resultados. Se o seu colega de equipe “roubou” seu esforço e a sua parte em um projeto, não ache que você não soube defendê-lo naquele momento. Talvez haja outro inconveniente no fundo, como ter medo de gerar um conflito no trabalho, não saber falar em público, ter vergonha de abordar certos temas, etc. Não se culpe, mas lute por aquilo que você sabe que é seu.

3. Duvidar da própria decisão ao escutar outra opinião: uma vez que pensou muito sobre um tema e tomou uma decisão, vem alguém e, só com o esboço da sua ideia, começa a lhe fazer duvidar. É possível que essa pessoa comece a “aproveitar” essa vantagem. Não quer dizer que sempre será assim, mas tenha cuidado.

É válido consultar os demais quando não sabemos o que dizer ou fazer em nossas vidas, mas o que não é aceitável é que cada vez que falamos com uma pessoa “X”, depois acabamos fazendo tudo ao contrário do que já havíamos planejado ou decidido. Em algumas ocasiões, os pontos de vista dos demais podem nos deixar “tontos” ou nos “ajudar”, tudo depende de com quem falamos.

Como estava dizendo anteriormente, há uma linha muito tênue entre a manipulação e a cooperação. Por exemplo, isso acontece quando os pais dizem que apoiam a decisão do seu filho de maneira incondicional, mas depois o questionam por isso.

Quando tiver certeza de que alguém está quebrando os seus limites, não hesite em expor o caso com clareza. Expresse o que sente, o que pensa, deixe bem claro qual é a sua posição sobre isso, para que isso não volte a acontecer. Nada de fazer um drama ou se irritar com o outro, mas sempre respeitar o tom relaxado e decidido na voz. Transmita que, em certos aspectos, não está disposto a ceder.

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