A sua vida é sua e de mais ninguém - A Mente é Maravilhosa

A sua vida é sua e de mais ninguém

Abril 12, 2017 em Psicologia 0 Compartilhados
A sua vida é sua e de mais ninguém

Sim… por mais óbvio que pareça… a sua vida é sua e de mais ninguém. A frase por si só pode parecer redundante, mas é uma realidade que temos que voltar a saborear e degustar. É uma realidade que temos que emoldurar. Da mesma forma que emolduramos as fotografias que são importantes para nós, é fundamental que não deixemos de dar atenção a essa afirmação e nem a deixemos em segundo plano.

Pense que as decisões que tomamos formam a nossa vida. Tanto as que nós tomamos por vontade própria quanto as que tomamos “por influência dos outros”. Toda decisão vai sendo guardada na nossa mochila da vida. Cada decisão tem um peso, mais ou menos leviano, mas um peso com o qual temos que caminhar. Um peso que vai definindo e dando forma à nossa vida.

A nossa vida é formada pelas decisões que vamos tomando. Absolutamente todas as decisões que tomamos, influenciadas ou não em certa medida por outras pessoas, são nossas e nós somos os únicos responsáveis por elas.
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A sua vida é sua e é você quem toma as decisões

Muitas vezes vamos nos pegar querendo tomar uma decisão que os outros não aprovam. Decisões que, em muitas ocasiões, são tachadas de inocentes ou de precipitadas… ou simplesmente são decisões que os outros não podem compreender. As pessoas que nos amam podem temer as consequências de tomar essas decisões em nossa vida e para o nosso futuro.

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No entanto, se você dedicou um tempo para refletir, se sentiu que há mudanças que deve fazer (drásticas ou menos drásticas, mais ou menos ancoradas à “realidade”), não fazer isso por causa do que os outros podem dizer ou por como você pode “preocupar” as pessoas que te amam é depositar a sua liberdade longe do lugar adequado.

A vida, no final das contas, é de quem a vive. É claro que há decisões que devem ser bem pensadas para sabermos qual é o contexto que nos faz tomá-las. Às vezes tomamos decisões quando estamos muito irritados ou muito eufóricos, quando talvez seria melhor pensar sobre elas quando estivéssemos em um estado mais calmo para identificar os nossos verdadeiros desejos.

Às vezes culpamos os outros pelas nossas decisões

Mas essa tarefa é nossa. Pertence a nós. Raciocinar sobre as nossas decisões, sobre as mudanças que queremos na nossa vida, e os nossos desejos é totalmente legítimo se o sentirmos como tal. Não podemos nos deixar manipular por esse “medo” que os outros têm perante as decisões que queremos tomar.

As pessoas que nos amam entenderão que o desenho do nosso caminho é uma tarefa própria, com nossos valores e emoções, com nossos pensamentos e com nossas vivências… com a nossa própria e original visão da vida. Temos que pensar se queremos a vida que os outros querem para nós. Seria ir contra a nossa natureza. Estaríamos condenados a uma sensação surda e constante de infelicidade e de inadequação.

Acabaríamos culpando os outros como consequência da nossa falta de valentia e coragem. A culpa foi sua! Foi você que me disse para eu não fazer isso!… Ninguém mais do que nós é responsável pela nossa vida. Culpar o outro é evitar tomar consciência de que a vida é nossa, e de que nós somos responsáveis por cada uma das decisões que tomamos nela.

Os outros não tomam decisões por nós. Nós mesmos as tomamos. Com o medo ou com a covardia, com a maturidade ou com a responsabilidade, com a criança dentro de nós…

A aprendizagem de vida nasce dos nossos erros e dos nossos acertos

Todos esses contextos são lícitos e há margens de erro imprescindíveis. Como a vida seria chata se só tomássemos decisões perfeitamente pensadas, “realistas” e bem enquadradas no modelo de vida ideal que muitas vezes nos sentimos obrigados a cumprir!

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Você escolhe a sua vida, as suas nuances e as suas cores. Você pode errar? Pode tomar algumas decisões erradas? Mas é claro! Nós vamos errar muitas vezes, mas isso jamais significará um erro por si só, precisamente porque a aprendizagem vem das “más” e das boas decisões que tomamos na nossa vida.

Na verdade, pense: quais experiências você viveu que o fizeram amadurecer profundamente e saber o que deseja na sua vida e o que não deseja? Pense nisso e viva a sua vida como você quer construí-la. Leve o tempo que for necessário e não se martirize demais por decepcionar as pessoas que te amam. Elas vão entender que só você pode decidir o que quer e o que não quer na sua vida. E só você poderá perceber isso.

Ânimo neste caminho!

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