Como superar a síndrome do ninho vazio

· outubro 27, 2015

O ciclo da vida indica que, a certa idade, o normal é sair de casa.

Os filhos vão crescendo e, em um determinado momento, tomam a decisão de empreender um novo caminho de forma independente. Embora este seja um processo que faz parte da vida, o fato de se mudar do berço paterno e materno muitas vezes provoca o que se conhece como a “síndrome no ninho vazio” nos progenitores.

Mas, o que fazer quando os filhos vão embora de casa? Como conviver com o companheiro outra vez, depois de tanto tempo?  Como evitar se sentir “velho”?  Estas interrogações costumam acompanhar as pessoas que começam a padecer do “ninho vazio”, uma metáfora do que acontece com os pássaros e sua moradia.

Assim, podemos definir a síndrome do ninho vazio como o conjunto de pensamentos e sentimentos negativos e nostálgicos como a sensação de incerteza, a tristeza ou a perda do sentido da vida, por parte dos pais, quando os filhos vão embora de casa. De repente se veem sós, depois de um longo período de tempo cuidando e educando seus filhos.

Contudo, estes sentimentos costumam ser normais e passageiros; o problema é quando se perpetuam e ficam mais crônicos com o passar do tempo, sem que aconteça uma boa adaptação à nova situação familiar. Além disso, também temos que lidar com outros fatores, como ser mais conscientes da chegada da “terceira idade”, a menopausa ou andropausa e as constantes lembranças.

Neste caso, por um lado é importante falar do que acontece com os pais quando os filhos vão embora, e por outro, o que acontece em relação ao seu casamento.

Esta situação não quer dizer que os pais sejam más pessoas e que não estejam felizes porque seus filhos se casaram ou se tornaram independentes, e sim que às vezes é difícil para eles encarar a casa vazia, com menos pessoas morando nela e as mudanças de rotina.

Por outro lado, se definimos como média 30 anos de idade em que os filhos costumam sair de casa para formar uma nova família ou obter a sua independência, isto quer dizer que passaram três décadas desde a última vez que o casal esteve completamente só (no caso de que continuem juntos). De modo que já “passou muita água por baixo dessa ponte” como se diz popularmente.

Então, acontece o redescobrimento do casal, voltando a viver uma época passada que aconteceu há muito tempo e que talvez nem se lembrem ou uma nova etapa na qual navegar. Pode ser a solução ou o incentivo para os sentimentos que aparecem, já que ambos estão muito mais maduros que no começo, quando ainda não tinham seus filhos.

Portanto, começar a ter uma rotina sem filhos é uma tarefa que vale a pena fazer com alegria, não com tristeza, nem nostalgia. É verdade que no início é difícil, mas é a “lei da vida”. Na verdade, os pais em algum momento também foram filhos que saíram de casa para se casar, por exemplo.

O cordão umbilical se corta quando o bebê nasce, mas também há outros laços que nos unem e são mais fortes. O costume de tratar os filhos como se fossem eternas crianças, por exemplo, torna as coisas mais difíceis quando acontece uma mudança.

Como superar a síndrome do ninho vazio?

A seguir, veremos algumas recomendações que poderão ajudá-lo a superar a síndrome do ninho vazio.

– Adote um novo ponto de vista sobre a situação: em vez de focar nos aspectos negativos da situação, procure os positivos. Por exemplo, você pode pensar no bem estar dos seus filhos; se eles estão bem, você também deveria estar.

– Reforce a sua relação com o seu companheiro: é o momento de reforçar o casal através de atividades que talvez tenham postergado, de se redescobrirem e fazerem coisas juntos.

– Expresse o que você sente:  sempre é bom verbalizar como nos sentimos, e inclusive compartilhá-lo com as pessoas queridas. Isso pode nos ajudar a ver que podemos superar o que estamos passando.

– Faça coisas que lhe agradam: às vezes, adiamos coisas que queremos fazer por causa das exigências diárias. Agora pode ser o momento de começá-las. Isto lhe ajudará a pensar em outras coisas e além disso, você perceberá que a vida continua.

– Melhore a sua relação com o seus filhos: talvez o fato de terem saído de casa sirva para ter uma melhor comunicação do que antes, por exemplo.

É importante lembrar que a relação com os filhos não terminará porque eles saíram de casa, e sim que irá se desenvolver de uma forma diferente. Como em qualquer outra relação, para que ela se mantenha, é preciso continuar a construí-la e fomentá-la.