Ted Bundy: o psicopata perfeito

Assassino confesso de mais de 30 mulheres (o número total de vítimas nunca foi determinado), ele era conhecido por seu sadismo, crueldade e maldade.
Ted Bundy: o psicopata perfeito

Última atualização: 23 Maio, 2021

Com uma tipóia para falsear um braço quebrado, ele pediu a ajuda de uma mulher para ajudá-lo a carregar um objeto até o seu carro. Ted Bundy, psicopata que, mais tarde, se tornou conhecido em todo o mundo, aparentava ser um homem em estado vulnerável, muito simpático e amigável, então por que não confiar nele? A verdade é que as mulheres que caíram em sua armadilha, e que concordaram gentilmente em ajudá-lo, desapareceram até serem encontradas mortas.

Ted Bundy era um psicopata, um lobo em pele de cordeiro, e ninguém jamais suspeitava dele. Mas essas ocorrências se repetiram muitas vezes em um curto período de tempo, levando-o a ser conhecido como um dos maiores assassinos em série dos Estados Unidos.

A infância do psicopata Ted Bundy

Theodore Robert Cowell nasceu em Burlington, uma cidade americana localizada em Vermont, em 24 de novembro de 1946. Filho de uma mãe adolescente, Eleanor Cowell, e de um pai desconhecido, a vida de Ted foi difícil desde o seu nascimento, que era um motivo de vergonha para a família.

Ele foi criado pelos avós, que o levaram a acreditar que sua mãe era, na verdade, sua irmã, uma mentira que Ted jamais superaria. De acordo com as declarações de Ted, ele cresceu em um ambiente violento, pois seu avô maltratava sua avó.

Em 1950, mudou-se com a mãe para Washington. Um ano depois, ela se casou com John Bundy, que adotou o pequeno Ted oferecendo-lhe o sobrenome pelo qual seria conhecido em todo o mundo. Apesar de suas tentativas, Ted confessou que nunca conseguiu manter um bom vínculo com seu pai adotivo.

Além de uma infância complicada, marcada pela rejeição contínua e contexto violento e instável, Ted Bundy desenvolveu uma personalidade retraída e antissocial. Da mesma forma, nessa idade ele manifestou características do que hoje chamamos de transtorno de conduta (DSM-V), que em muitos casos é um indicador de um futuro transtorno de personalidade antissocial (coloquialmente conhecido como “psicopatia”).

Vida adulta

Ted Bundy começou a estudar psicologia na Universidade de Puget Sound. Naquela época (1967), ele se apaixonou por uma colega, Stephanie Brooks, que decidiu encerrar o relacionamento dois anos depois, apontando como principais motivos a imaturidade de Ted e a ausência de objetivos claros na vida. Ted não superou o término e ficou obcecado por ela, mandando cartas frequentes no intuito de reconquistá-la.

Em 1973, ingressou na Universidade de Washington, onde iniciou seus estudos de direito. Definido como um aluno brilhante, nessa época ele também passou a participar ativamente da política, fazendo trabalhos comunitários no mesmo período (tornou-se voluntário em uma linha telefônica que ajudava mulheres vítimas de violência sexual).

Serial killer à solta

Embora não haja evidências que confirmem esta hipótese, acredita-se que Ted Bundy tenha começado a matar muito antes de 1974, época em que era visto como um cidadão exemplar e cuja vida poderia ser descrita como um sucesso.

Em 1974, seus primeiros crimes foram registrados após ele bater com um cano e agredir sexualmente Joni Lenz, sua primeira vítima, que sobreviveu com lesão cerebral permanente.

Pouco depois, ele realizaria os mesmos atos contra Lynda Ann Healy, que não sobreviveu e se tornou sua primeira vítima conhecida. A partir desse assassinato, o perfil de vítimas de Bundy estava bem definido e muitas jovens começaram a desaparecer.

Ted Bundy começou a mudar seu modus operandi. Se ele agiu pela primeira vez na escuridão da noite, logo descobriu que as mulheres confiavam nele e, então, começou a cometer assassinatos a qualquer hora do dia.

Em 1975, um carro da polícia parou Ted Bundy, encontrando com ele elementos suspeitos como pés de cabra, algemas e fita adesiva, utilizados para imobilizar as vítimas. Ele acabou sendo preso e identificado por Carol DaRonch como autor de um sequestro fracassado.

Julgamentos e fugas

O julgamento contra Ted Bundy começou em 1976, no qual foi condenado a 15 anos de prisão. Este não foi, entretanto, o único julgamento pelo qual passou, uma vez que foram encontrados no seu carro os restos mortais de outras mulheres assassinadas.

No segundo julgamento, Ted Bundy decidiu se representar como advogado, o que lhe permitiu visitar a biblioteca para preparar a sua defesa. Ele utilizou essa situação para fugir, embora tenha sido capturado seis dias depois.

No ano seguinte, ele fugiu novamente. Nesta ocasião, ele agrediu três jovens de uma fraternidade universitária, das quais apenas uma conseguiu sobreviver. Posteriormente, outra jovem também foi atacada.

Ele também sequestrou e assassinou uma menina de 12 anos, Kimberly Leach, sua última vítima. Finalmente, ele foi detido num hotel na Flórida, depois que a placa do seu carro foi identificada.

Em 24 de julho de 1979, após seis horas e meia de deliberação, o júri o considerou culpado e o juiz o condenou à pena de morte na cadeira elétrica pelos assassinatos das duas jovens da fraternidade universitária. Depois, se seguiu outra pena de morte pelo assassinato de Kimberly Leach.

Fim da linha para o psicopata Ted Bundy

Ted Bundy, o autor confesso das mortes de mais de 30 mulheres entre 1974 e 1978, lutou até o último dia de vida tentando atrasar ao máximo a data da sua execução. Ele fez isso ao confessar assassinatos, fornecer pistas, colaborar em investigações, etc.

Ele recebeu inúmeras cartas de fãs que afirmavam amá-lo e se casou com uma delas, Carole Ann Boone, que acreditava em sua inocência e com quem teve uma filha. Finalmente, ele foi executado numa cadeira elétrica na Flórida, em 24 de janeiro de 1989.

Queremos acreditar que podemos identificar pessoas perigosas, mas o mais assustador é que não podemos. As pessoas não percebem que estão vivendo com assassinos em potencial”. Essas palavras foram ditas não pelos investigadores da polícia ou do FBI, mas pelo próprio Ted Bundy.

Se quiser saber mais sobre a mente deste serial killer, há um documentário na plataforma Netflix chamado “Conversando com um serial killer: Ted Bundy”, em que gravações extraídas de mais de 100 horas de entrevistas são ouvidas pela primeira vez, com Ted Bundy no corredor da morte.

Pode interessar a você...
Os 10 tipos de psicopatas, segundo Kurt Schneider
A mente é maravilhosa
Leia em A mente é maravilhosa
Os 10 tipos de psicopatas, segundo Kurt Schneider

Os tipos de psicopatas descritos por Kurt Schneider são clássicos da criminologia. Sua descrição foi muito precisa e baseada em evidências.