Há dias em que tudo está bagunçado: o cabelo, a cama, o coração

Há dias em que tudo está bagunçado: o cabelo, a cama, o coração

agosto 19, 2016 em Emoções 958 Compartilhados
Há dias em que tudo está bagunçado: o cabelo, a cama, o coração

Hoje tudo em mim está bagunçado: o cabelo, a cama, o coração… Já não tenho quem desnude meus medos e abrace minha alma, mas ainda assim, prometo que recolherei cada pedaço perdido, limparei meu vazio e trançarei meu pesar para que nada disso me impeça de voltar a me vestir de sorrisos, com esperança.

Cada um de nós já experimentou alguma vez essas encruzilhadas vitais nas quais, de repente, tudo parece estar desorganizado. Nossas bússolas pessoais já não apontam o norte e, quase sem saber como, chegamos à beira do abismo. Agora, acredite ou não, neste momento só temos duas opções: cair no abismo e tocar o fundo ou sair impulsionados a mudar, para uma nova realização pessoal.

É curioso analisar por um momento o significado etimológico da palavra “crise”. Vem do grego e deriva por sua vez de dois termos muito interessantes: “a ruptura de algo” e a oportunidade de “analisar” isso.

Por isso, quando tudo está tão bagunçado que não sabemos sequer com que pé começar a caminhar, nada melhor do que analisar cada uma de nossas partes quebradas para compreendê-las melhor e depois começar a mudança. Propomos que você reflita sobre isso conosco.

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Um cérebro bagunçado que tenta sobreviver ao caos

Sabemos que esse dado pode surpreender você, mas nosso cérebro não evoluiu apenas para permitir que sejamos cada vez mais felizes. De fato, cada geração segue tendo quase os mesmos problemas emocionais e existenciais que as anteriores. Nossa massa cinzenta não é nenhum guru em matéria de felicidade.

O cérebro apenas tem uma necessidade: garantir nossa sobrevivência. Derivam daí, por exemplo, os medos, esses mecanismos instintivos que foram eficazes para que o homem primitivo se defendesse de possíveis predadores. Pois bem, na atualidade nossos medos são menos concretos e mais intangíveis: temos medo da solidão, do fracasso, de não sermos amados, de não cumprir determinadas expectativas….

A isso se soma a outro aspecto essencial. Segundo um estudo publicado na “Review of General Psychology” as experiências negativas deixam em nosso cérebro uma marca mais profunda do que as positivas. No entanto, sua finalidade é clara: dar-nos uma nova informação para poder sobreviver melhor diante de novas situações vitais.

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Portanto, o cérebro percebe esses instantes de crise e desordem pessoal como “pequenas ameaças” a nossa própria sobrevivência. Daí seu “convite” para que sejamos capazes de nos adaptar melhor a nossos contextos e para isso, em algumas ocasiões, apenas existe um modo: a mudança.

Como lidar com nossas encruzilhadas vitais

Poucas coisas deixam nosso coração tão bagunçado como uma ruptura afetiva. O investimento emocional e pessoal é tão alto nessas situações que após esses adeus não podemos fazer outra coisa mais do que nos esconder no casulo da nossa solidão para escutar o rumor de todos esses sonhos perdidos.

Visto que sabemos que nosso cérebro não tem esse interruptor natural para nos tornar felizes de novo, basta lembrar várias coisas que ele possui: resiliência, a habilidade para enfrentar a adversidade e uma altíssima capacidade criativa para buscar a melhor estratégia com a qual sair de nossas encruzilhadas vitais.

Oferecemos pra você orientações simples que podem lhe servir de ajuda.

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Chaves para restabelecer a ordem e encontrar nosso equilíbrio pessoal

Quando tudo está desorganizado nada melhor que semear nosso dia a dia com pequenos prazeres. Pode parecer uma besteira, mas quando nossa mente sofre um excesso de “passado” e um temor extremo do “futuro” nada melhor do que ancorá-lo ao presente através de atividades simples e prazerosas.

  • Saia para caminhar, desconecte-se da rotina e do que é comum no seu cotidiano. Desse modo você verá as coisas desde outra perspectiva.
  • Entenda que viver é, antes de tudo, tomar decisões. Diante de toda encruzilhada a única coisa que é exigida de nós é sermos responsáveis por nós mesmos.
  • Para tomar decisões é necessária uma adequada calma interior. Pode ser que agora mesmo você apenas sinta a desordem das suas emoções e sentimentos, mas sempre chegará o momento em que você deve se deter e ter consciência de onde está e do que precisa.
  • Avalie as possibilidades. Comece favorecendo pequenas mudanças e note o que acontece. Se você gostar do resultado, dê um passo um pouco maior, uma mudança mais ousada, e então você verá quantas colinas e montanhas é capaz de mover.

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Concluindo, na realidade as pessoas não deveriam temer tanto esses instantes vitais de desordem pessoal. Longe de dar-lhes uma atribuição puramente negativa, é melhor vê-los como o que são: nuvens temporárias que nos obrigam a abrir nossos guarda-chuvas de cores para enfrentar a tempestade.

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