Vou viver até morrer - A Mente é Maravilhosa

Vou viver até morrer

outubro 22, 2015 em Emoções 2 Compartilhados
Vou viver até morrer

“A próxima vez que você tiver que decidir sobre a sua própria vida, que tiver que fazer uma escolha pessoal, faça-se uma pergunta muito importante: “Por quanto tempo estarei morto?” Frente a essa perspectiva eterna, você pode decidir agora o que você prefere, o que vai escolher, e deixar para os que sempre estarão vivos os temores, as preocupações, a questão de se você pode ou não se permitir, e a culpa.

Se você não começar a agir dessa forma, pode ir colocando na sua cabeça a ideia de viver toda a sua vida do jeito que os outros acham que ela deveria ser. Certamente, se a sua estadia na terra é tão curta, deveria pelo menos ser agradável. Em poucas palavras, trata-se da sua vida; faça dela o que você quiser”.

(Wayne Dyer)

O que estas palavras sugerem? Utopia? Idealismo? Algo pouco factível na prática?

Pareçam o que for, estas palavras tratam de você, mais especificamente da sua vida, essa que às vezes, ou sempre, você acaba amargando sozinho.

Sem invocar a agentes externos ou pessoas alheias, vamos procurar acalmar o seu estado interior para que você possa contemplar mais e começar a perceber que o maior desafio não está nas circunstâncias, e sim em você mesmo.

Partindo desse texto maravilhoso, vamos separar as ideias que parecem tão idealistas, vamos sinalizá-las e finalmente daremos um conselho para que você possa levá-las a cabo.

Faremos tudo isto porque no fundo, mesmo com os ânimos no chão, sabemos que a vida é um presente, a sua existência é um fato e vale a pena vivê-la, sem que a sua cabeça faça deste caminho um trauma. É apenas um passeio, um passeio que merece ser caminhado e respeitado, como disse Frank Sinatra: “Vou viver a vida até morrer”.

Primeira reflexão:

Pendure as suas penas sem solução numa corda, coloque também as suas preocupações que jamais poderão ser resolvidas. Pendure-as, olhe-as, e pense: O que eu posso fazer com tudo isto?

Se você não puder fazer nada, deixe-as penduradas. Se você acha que uma preocupação é saudável para poder avançar, pegue-a. Depois veremos se de verdade você pode arcar com ela. O resto, deixe-o aí.

Não é questão de que apodreçam, mas deixe-as ao vento, à terra, ao sol, à chuva.  Talvez esses agentes sobrenaturais possam fazer algo com eles, mas a sua cabeça já não pode mais. Não há uma solução, não há uma causa pela qual apareceram na sua vida, ainda que você tenha passado anos pensando no que foi que aconteceu para ter chegado a isto.

Você fez tudo o que podia para encontrar uma resposta e fazer com que tudo isso se integrasse a você. Mas não encontram a forma de moldar-se à sua cabeça sem fazer você sofrer. Portanto, deixe-as ir. Estão em um lugar mais amplo e sábio. Talvez elas também quisessem sair para outra realidade porque a sua mente as asfixiava. Dê a volta por cima. Você se sente mais leve?

Segunda reflexão:

Existem coisas mais duras do que as preocupações e a insegurança. Existem traumas, lutos, perdas, doenças. É mais difícil tirá-los da sua cabeça, mas você pode colocá-los nas suas mãos, sustentando-os, sem tirar o valor da experiência que teve na sua vida.

Então sustente todas estas coisas durante um tempo, o que for necessário. Fique com a lição que lhe deram ou que ainda estão lhe dando, mas dessas lições que o ajudam a continuar em frente se tornando melhor do que já era anteriormente.

E não fique nesse sofrimento, entregue-o ao universo com as suas mãos, diga que faça o que puder com ele e que você, em troca, continuará em frente. O universo agradecerá.

Vou viver até morrer

Terceira reflexão:

Caminhe levemente. Agora é o momento de recuperar a magia que você perdeu algum dia. Seja intuitivo. Contemple a natureza. Sorria. Faça tudo aquilo que fazia, mas sem o seu lastro mental.

Lembre-se de que não importa o que você pensar, e sim o que você fizer… Atreva-se!

Vou viver até morrer

Se você estiver nervoso, triste, confuso, ansioso… são emoções, trate-as como tal. Não as evite, são parte de você. São a sua mochila, mas elas não são o interruptor que conduz você. É você. Não são elas que o diferenciam, e sim o que você faz com elas, ou o que você faz mesmo que elas estejam presentes sem você querer.

Aceite o desafio de viver a vida ainda que não se sinta preparado para tudo. Se você soubesse tudo que lhe espera, seria muito sem graça!

Quarta reflexão:

Passemos a uma fase mais “complicada”. É hora de escolher. Todos iremos morrer; que os outros deixem você viver como você decidir.

O que você se permite neste ponto? Você não acha que chegou a hora de buscar reforços? De procurar as coisas que lhe fazem se sentir bem na vida?

Deixando tanta dor para trás, talvez você se sinta esquisito. É normal, a tristeza é um vício. A sua mente lhe diz coisas tristes e você age segundo o que ela lhe diz, sempre foi assim.

Para mudar essa rotina que tanto o entretinha, não espere que a sua mente diga JÁ! A nossa mente evoluiu para nos alertar dos perigos e é muito pouco compassiva. É hora de fazer as coisas que a sua alma e instinto lhe dizem, mas que você nunca parou para ouvir.

Dar um telefonema, ler, comprar uma passagem e fazer uma viagem, passear ou simplesmente dar um abraço, são atividades que farão você se sentir bem. Sente-se e contemple. Quando você deixa de lutar contra sentimentos destrutivos, tudo começa a parecer diferente.

Quinta reflexão:

Escolha. Escolha o que você quer ser. Como uma alma neste imenso universo, ele lhe pedirá poucas explicações. Escolha não por conveniência, não pelo que indica o seu gênero, escolha o que você quer fazer com o seu tempo.

Escolha o que você vê. Escolha as pessoas próximas a você. Escolha o que você lê. Desligue a TV. Jogue fora, sem ser brusco.

Construa uma vida que seja coerente com os seus valores, ainda que a maioria não concorde.

É verdade que as vezes a vida é dura, mas talvez a morte esteja lhe provocando medo, em vez de mostrar que a vida é curta e que você deve aproveitá-la.

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