Você é responsável por si mesmo, e isso te faz livre!

01 Novembro, 2020
Ninguém além de você mesmo responde pelas suas decisões. Certas ou erradas, elas serão parte do seu destino, e isso o transforma em uma pessoa livre e madura para ir aprendendo ao longo da jornada da vida. Saiba como desenvolver essa competência tão necessária!

Você é responsável por si mesmo. Você responde pelos seus atos, assume as consequências das suas ações, das suas palavras e decisões a todo momento. Nada além da sua mente e do seu coração podem lhe dizer o que fazer. Por isso, torne-se uma pessoa livre, alguém capaz de construir o seu próprio destino.

Viktor Frankl dizia que a liberdade não é possível sem o senso de responsabilidade, e essa é uma verdade evidente que sempre esquecemos. Muitos de nós nos consideramos pessoas maduras e autorrealizadas, homens e mulheres com capacidade suficiente para alcançar as metas que nos propomos. No entanto, algo acontece com muita frequência.

Continuamos culpando os outros pelos nossos fracassos, sofrimentos e incômodos. Às vezes, nossa infelicidade é resultado dessa relação dependente e prejudicial (da qual não nos atrevemos a sair). Por exemplo: “Minha insegurança e meus medos devem-se à educação autoritária que meus pais me deram (educação esta que ainda não enfrentei, nem me esforcei para me tornar a pessoa que quero ser)”.

Culpamos os demais pelas coisas que deveríamos enfrentar com responsabilidade. Como dizia o psicoterapeuta Albert Ellis, os melhores anos da nossa vida são aqueles nos quais finalmente assumimos que os problemas são apenas nossos. Nada é culpa da nossa mãe, do meio ambiente ou da política. Quando uma pessoa finalmente percebe isso, assume o controle do seu próprio destino.

Homem observando o pôr do sol

Quando você descobre que é responsável por si mesmo, a sua vida muda

A responsabilidade é uma competência psicológica de grande valia. Confere segurança a quem a utiliza diariamente, define as pessoas comprometidas consigo mesmas que agem de acordo com seus valores, que tomam plena consciência dos seus erros e os corrigem para aprender, para continuar avançando em seu desenvolvimento.

Há quem assuma este princípio muito cedo graças à educação ou personalidade. Entretanto, também é comum ver pessoas que ainda não reconheceram essa competência vital. De fato, esse é um aspecto frequentemente explorado na terapia.

Um exemplo: se há algo verdadeiramente complicado é fazer o paciente perceber que é necessário deixar de focar tanto no que as pessoas ao seu redor fazem ou deixam de fazer, para se concentrar mais em si mesmo.

“Como fazer isso?”, insistem. “Meu chefe está me estressando toda hora, lá vem meu sogro também, aquela amiga narcisista e meu filho adolescente que não para de me pedir dinheiro e não faz nada em casa”. Como podemos supor, às vezes é mais fácil focar no exterior, em projetar a culpa pela nossa infelicidade sobre figuras alheias.

No entanto, o que fazemos para lidar com todos esses conflitos? Será que o nosso papel é apenas o de vítima passiva? Evidentemente, não.

Você é responsável por si mesmo e é obrigado a responder por tudo o que acontece com você

A palavra responsabilidade vem do latim “responsum” e significa “responder diante de algo ou alguém”. Da mesma forma, a partir de um ponto de vista psicológico, essa competência está diretamente vinculada a uma esfera decisiva: o comprometimento.

Portanto, ser responsável por si mesmo implica aprender a tomar decisões que permitam alcançar o bem-estar e a realização pessoal, e, por sua vez, assumir as consequências das ações e saber reagir diante do que acontece ao seu redor sem a necessidade de culpar os outros.

Você também não deve esperar que os demais resolvam os seus problemas. Portanto, se há uma finalidade essencial em toda terapia psicológica, é conseguir fazer com que a pessoa se comprometa com a própria mudança e que se responsabilize por si mesma, sabendo agir sem medo. É um processo complexo, sem dúvidas, mas algo acontece quando conseguimos concluí-lo: nos sentimos livres.

Mulher em floresta de bambus

A responsabilidade pessoal nos torna livres para criar a vida que desejamos

Abraham Maslow estabeleceu o senso de responsabilidade como uma dimensão essencial dentro da pirâmide de necessidades humanas. De fato, em seu livro O homem autorrealizado, ele estabeleceu que, se você desenvolver uma boa responsabilidade pessoal, será capaz de cumprir seus objetivos e atingir a autorrealização. Ou seja, atingirá aquele pico no qual você pode se sentir bem com quem você é, com o que o cerca e o que você está alcançando.

Para fazer isso, para viajar com sucesso por esse caminho, devemos levar alguns aspectos em consideração:

  • Você é livre para escolher o tipo de vida que deseja. No entanto, para alcançar esta vida, deve concentrar todos os recursos, energias e esperanças em si mesmo. Ninguém é obrigado a te ajudar nem a facilitar nada. A responsabilidade é somente sua.
  • Estabeleça metas cotidianas e conquiste-as. Você deve demonstrar diariamente a si mesmo que é capaz de trabalhar pelo seu bem-estar e pelas pessoas que você ama.
  • Se algo te incomoda, tira a sua calma e te atrapalha, resolva. Faça isso o mais rápido possível! Não deixe o tempo passar nem espere que os outros resolvam isso por você.
  • Seja honesto a todo momento: consigo mesmo e com os demais também.
  • Aceite e aprenda com os seus erros.
  • Comprometa-se diariamente em melhorar para ser mais autônomo. Tenha coragem para enfrentar o que teme. Seja assertivo para se defender, humilde para ser capaz de aprender, respeitoso para ser amável consigo mesmo e com quem estiver ao seu redor, mesmo que, às vezes, essas pessoas não ajam como você deseja.

Para concluir, aprender a ser responsável por si mesmo leva tempo e exige um compromisso constante. No entanto, uma vez que conseguimos, a sensação de liberdade é absoluta. E aí, vamos focar nisso?

  • Maslow A. (1966) El hombre autorrealizado. Kairós