Se você não amar a si mesmo, ninguém mais o fará

Se você não amar a si mesmo, ninguém mais o fará

abril 11, 2017 em Psicologia 3604 Compartilhados
Se você não amar a si mesmo, ninguém mais o fará

Amar a nós mesmos é o ponto de partida de todo o bem-estar emocional, mas é também o que nos permite ser confortáveis com os outros e que os outros sejam conosco. É impossível amar alguém de verdade se antes não passarmos por um processo de aceitação e abandonarmos o hábito de dissociar as partes de nossas vidas de que nós não gostamos. Pense que se você não amar a si mesmo, ninguém mais o fará.

Uma pessoa com autoestima saudável sabe que outra pessoa, ou ela mesma, é muito mais do que seus defeitos. Além disso, é consciente de que estamos constantemente mudando e que podem nos colocar muito poucos rótulos que acompanham o verbo ser, porque agimos de várias maneiras em épocas e contextos diferentes. Podemos, por exemplo, dizer que alguém agiu de forma negativa ou ruim, mas não podemos concluir que pessoa é má.

Se usarmos esse sistema de rotulagem com os outros, também é provável que o utilizemos com nós mesmos. Assim, costumamos ser muito duros com nós mesmos quando não agimos na direção que gostaríamos, o que poderá nos colocar em um estado de tristeza. Quando isso acontecer com você, pense que se você não amar a si mesmo, ninguém vai fazer isso por você.

O problema surge quando tentamos cobrir a falta de amor próprio com o amor dos outros. Quando, por causa das nossas próprias recriminações, não somos capazes de ver as coisas boas que temos e só reagimos quando os outros apontam. Assim, estarmos ou não satisfeitos com um resultado depende do reconhecimento que recebemos de outras pessoas; um reconhecimento que dificilmente vem, porque se você não se amar, ninguém vai fazer isso por você.

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A falta de amor por si mesmo e as relações

Por que a falta de amor próprio vai fazer com que ninguém me ame? É algo que poderíamos nos perguntar. Pois bem, a resposta não é muito complexa. Quando uma pessoa não ama a si mesma ou se valoriza de maneira positiva apenas quando age corretamente, sem falhar, tende a dar o mesmo tratamento a outras pessoas ao seu redor.

Portanto, quando este é o nosso caso e escolhemos um parceiro para cobrir essa necessidade de amor que temos e que não sabemos cobrir com a nossa estima, surge a dependência. A dependência é o apego a algo ou alguém, porque você acha que “essa pessoa me fará feliz”, “essa pessoa irá completar a minha vida”, “essa pessoa é essencial para o meu bem-estar”, etc.

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A dependência e o apego emocional levam a pessoa a se comportar com o seu parceiro de uma forma extremista. Como pensa que precisa dela em sua vida e que também é “pouco” para ela, inicia todos os tipos de comportamentos extremos que, finalmente, levam a perdê-la. Justamente aquilo que não queria. Pense que se você não se amar, é muito difícil que alguma pessoa vá cobrir esse vazio.

Como começar a amar a si mesmo?

A chave fundamental para alcançar este objetivo é a aceitação incondicional. Parece fácil, mas não é. Aceitar-se incondicionalmente significa amar o nosso ser independentemente de tudo que é externo a ele. O trabalho, o sucesso, os relacionamentos, a beleza ou o dinheiro são elementos externos.

Para aumentar o amor por nós mesmos é bom pensar, de maneira totalmente real, que a perfeição é um conceito concebido pelo homem, mas que não existe e nunca existirá. Nós não somos perfeitos, temos falhas e até demais, mas também temos virtudes.

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Além disso, é muito difícil que todas as nossas áreas vitais estejam completas para sempre. Às vezes teremos um parceiro, mas não um trabalho; outras teremos saúde, mas não dinheiro. Tente fazer com que aquilo que lhe falta não apague a alegria por aquilo que você tem.

É impossível medir um ser humano. Simplesmente, as pessoas são seres, cada um com as suas competências, habilidades ou qualidades, mas ninguém superior ou inferior a ninguém. Somos válidos – para não dizer valiosos – para algumas coisas ou outras, e temos argumentos suficientes para nos amar, e até mesmo temos a capacidade em nossas mãos de gerar ainda mais.

Se você for capaz de fazer isso, de amar a si mesmo, apesar dos seus defeitos ou das suas discordâncias, não vai precisar do amor “extra” que outra pessoa possa proporcionar. Você irá escolher, com liberdade, porque quer estar com ela, porque a vida ao seu lado é melhor e soma. Se você se amar, irá agradecer pelo amor dos outros, mas não precisará dele.

Você não irá escolher seu parceiro com base em uma necessidade que corresponde a cobrir a sua. Por sua vez, isso fará com que, inevitavelmente, essa pessoa se sinta confortável com você, e o relacionamento vai se tornar uma fonte extra de bem-estar.

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