Você já pensou que não se valoriza o suficiente? - A Mente é Maravilhosa

Você já pensou que não se valoriza o suficiente?

janeiro 3, 2017 em Psicologia 2117 Compartilhados
Você já pensou que não se valoriza o suficiente?

Se você não se valoriza o suficiente, talvez seja porque não conhece as consequências negativas desse exercício de injustiça, no qual você é o avaliador e ao mesmo tempo o avaliado. Esta situação pode ser terrível, porque como disse sabiamente Laura Restrepo, “nunca se deve subestimar a lealdade com a qual cada um guarda as suas velhas dores”.

Lembre-se de que as consequências de subestimar-se não afetam somente você, mas todas as pessoas que estão ao seu redor, começando com seus filhos, parceiro, família, amigos e colegas; todos sofrem pela sua falta de autoestima. Dessa forma, o fato de você não se valorizar o suficiente fará com que se olhe no espelho e se veja pequeno, quando na verdade possui muitas qualidades que ignora.

Como saber se você se valoriza o suficiente

É difícil ter uma imagem realista das nossas próprias capacidades, colocar um limite que separe de forma realista os desafios que podemos alcançar com o nosso esforço e os desafios que estão além das nossas possibilidades. Às vezes fracassamos e às vezes temos sucesso, o que afeta como estamos nos sentindo no momento presente e que muitas vezes nos faz perder a medida do nosso verdadeiro valor.

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Quando você não se valoriza o suficiente, tende a adquirir uma série de automatismos que irão traí-lo. Avaliar se esses automatismos estão presentes na sua vida ou não pode lhe dar uma visão realista de como você se valoriza e se está sendo justo nessa avaliação de si mesmo. Mas vamos entregá-los nas mãos do psicólogo social Xavier Molina, que nos guiará através destes mares tempestuosos!

Automatismos que indicam que você não se valoriza o suficiente

– Excesso de modéstia

Uma das características das pessoas que se subestimam é o excesso de modéstia. Isto quer dizer que é ruim ser humilde? Não, isso significa que as conotações negativas aparecem quando a pessoa se excede e demonstram a sua insegurança.

O que você pode fazer se está neste grupo? Aceite os elogios. Se alguém o elogia, é porque você merece esse tratamento. A humildade é uma grande virtude, mas em excesso pode ser um problema de autoestima; receba os elogios com alegria, você merece.

– A supervalorização da opinião dos outros

Não se esqueça de que todo mundo gosta de opinar sobre tudo. Mas, muitas vezes, essas opiniões não surgem de um processo de pensamento rigoroso e bem analisado. Isso não significa que elas não podem machucar ou ser confiáveis, mas nem sempre merecem uma valorização excessiva.

Se a opinião do outro é muito importante para nós, talvez estejamos nos subestimando. As pessoas inseguras valorizam demais as opiniões dos outros. Portanto, não se deixe abalar pelo que os outros dizem: os seus comentários não são mais válidos do que a sua opinião.

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– Colocar o bem-estar dos outros em primeiro lugar

Não é errado pensar no bem-estar dos outros. Antepor o bem-estar do outro ao seu próprio pode ser uma atitude valiosa e altruísta. No entanto, agir constantemente dessa maneira é um sintoma claro de subestimação. Por que você acha que a felicidade dos outros é mais importante do que a sua?

Você realmente acredita que fazer os outros felizes às custas da sua própria felicidade faz sentido? Se você não é uma pessoa completa, como pode acreditar que os outros sejam? Você não sabe o que é se sentir bem, porque não se sente assim, então você só pode transmitir infelicidade e insatisfação. Se a outra pessoa não quer vê-lo feliz, talvez seja o momento de repensar esse relacionamento.

“Não há dever que subestimemos mais do que o dever de ser feliz”.
-Robert Louis Stevenson

– Você se sente “alvo de gozações”

Uma pessoa insegura sempre se sentirá o alvo da zombaria dos outros. Qualquer comentário, olhar ou gesto pode ser mal interpretado, causando ansiedade.

Não acredite que as pessoas ao seu redor estão sempre pensando em você. Para uma pessoa segura, não importa se essas atitudes existem ou são imaginárias. Não precisamos agradar aos outros, mas a nós mesmos.

– Duvida das suas capacidades

Se você é uma daquelas pessoas que acreditam que não podem fazer alguma coisa, é porque realmente não pode fazer. O seu pensamento é o seu principal inimigo, ou seja, você mesmo é o seu inimigo. Você não está consciente das muitas possibilidades e capacidades que realmente tem.

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Não seja derrotista. Você tem um enorme potencial, muita capacidade e pode realizar tudo o que se propuser a fazer. É claro que é preciso ter os “pés no chão”: você pode abrir a sua própria empresa, por exemplo, mas não pode fazer os cavalos voarem. Seja realista, esteja consciente do quanto você pode realizar se colocar isto na sua mente.

– Evita sair da sua zona de conforto

A zona de conforto é realmente muito cômoda. Nessa existência cinza, rotineira e repetitiva, muitas pessoas se sentem seguras. Evitam sair de lá a qualquer custo com medo do que poderia acontecer. Pensam sempre de forma negativa, acreditando que qualquer mudança será pior.

Isso é falta de autoestima. Se nos agarrarmos a essa zona de conforto e nos convencermos de que é o melhor para nós, acabaremos acreditando que realmente é. Mas existem outras maneiras de nos valorizarmos mais se nos atrevermos a empreender novas aventuras além de tudo o que já conhecemos.

“Existe um princípio que resiste a qualquer informação, que resiste a toda investigação, que nunca deixa de manter o homem em uma ignorância perene… É o princípio de rejeitar o que não foi investigado.”
-Herbert Spencer-

Então, agora você já sabe que, se não se valorizar o suficiente, estará perdendo muitas oportunidades. A segurança e a realização pessoal devem ser os nossos objetivos; a partir deles poderemos ser felizes e fazer os outros felizes também.

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