3 chaves para evitar a mentira

· agosto 30, 2016

James Randi, um dos melhores mágicos da história, disse essas palavras em uma das suas entrevistas: “Enganar é muito fácil; eu faço isso há mais de 50 anos e é extremamente fácil se você souber como fazer”. No entanto, contar uma mentira e fazê-la parecer verdade não é uma tarefa fácil, pois a nossa mente pode se sentir desconfortável por trair uma das características que a maioria de nós valoriza muito: a sinceridade.

Por outro lado, quando pegamos alguém mentindo nos sentimos pequenos e vulneráveis. Desconfiamos de todo mundo e criamos um escudo protetor que nos quebra por dentro. Devido a isso, muitas vezes perdemos a oportunidade de desfrutar bons momentos com pessoas interessantes: duvidamos de tudo o que nos falam.

Aprendemos desde cedo que a mentira é uma maneira fácil de obter lucros com pouco esforço e evitar represálias. Mas a mentira pode se voltar contra nós mesmos.

Foi realizado um estudo na Universidade de Los Angeles em 2004 que concluiu que mesmo as pessoas mais honestas mentem várias vezes por dia na realização das suas tarefas cotidianas. Todos nós mentimos e podemos esconder informações, que é uma forma mais sutil e aceita de mentir.

“Uma mentira não teria sentido se a verdade não fosse percebida como perigosa”.

-Alfred Adler-

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Estabelecer consequências sérias impede a mentira

Dentro dos relacionamentos pessoais e da pretensão de criar um ambiente consistente ao nosso redor, onde a mentira não seja a protagonista, os especialistas concordam que a prevenção é uma das chaves. Mas, o que fazer quando nos deparamos com os “mentirosos profissionais”? A única forma de evitar que uma pessoa continue mentindo é estabelecer consequências sérias que façam com que ela desista de seguir enganando.

Antes de estabelecermos as consequências, é preciso descobrir quem está mentindo. Atualmente, muitos estudos sociais dispõem de ferramentas que podemos utilizar para conhecer as características que delatam um mentiroso.

Para começar, destacaremos uma das principais características das pessoas que ocultam informações ou alteram a verdade e estão constantemente na defensiva: elas se mostram receosas em colaborar e dar explicações.

O contato visual

Normalmente, quando tentamos esconder alguma informação nos bloqueamos tanto interna quanto externamente, e os nossos gestos parecem pouco naturais. Dessa forma, as pessoas que nos conhecem, mesmo que não consigam dizer o que é, têm a sensação de que algo está errado. Acabam suspeitando das nossas palavras ou atribuem o nosso desconforto a muitos outros fatores.

Os bons e qualificados mentirosos aprendem a controlar de alguma forma a linguagem corporal ou, se acreditam que são incapazes de se controlar, usam outros meios como um telefonema, um e-mail, um bilhete, para evitar as suspeitas.

No entanto, aqueles que são menos habilidosos demonstram uma expressão forçada e pouco natural, evitam sentar-se na frente da pessoa com a qual estão falando e adotam nos dois casos uma posição defensiva. Na sua mente, imaginam mil maneiras de serem flagrados mentindo e querem estar preparados para que isso não aconteça.

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Esquivando-se de explicações e respostas

Quando mentimos, o uso de palavras imprecisas nos distancia dos fatos reais. Essa falta de detalhes tem o objetivo de dificultar qualquer tipo de investigação. Por outro lado, impede contradições que possam levantar suspeitas; quando não damos muitos detalhes temos menos informações para armazenar na nossa memória.

A verdade é que todos nós, até os mais sinceros, cometemos erros e imprecisões. Mas se alguém nos pede mais explicações a respeito de alguém ou algum fato, não temos nenhum problema com as novas informações. Podemos fazer isso tranquilamente. Por outro lado, a pessoa que está mentindo vai fazer todo o possível para não dar segundas explicações: fica bloqueada e não consegue se lembrar dos fatos corretamente.

“O espírito acredita naturalmente e a vontade ama naturalmente; de modo que na falta de objetos reais, é preciso apegar-se aos falsos”.

-Blaise Pascal-