3 efeitos psicológicos da Black Friday

· dezembro 5, 2018

A grande maioria sabe no que consiste a Black Friday, ou a última sexta de novembro: descontos e ofertas em praticamente todos os comércios físicos e, logicamente, em todas as plataformas de venda online.

Provavelmente levaremos várias semanas pensando em quais compras podemos fazer para aproveitar os descontos desse dia. No entanto, sabemos realmente quais são os fenômenos psicológicos que estas estratégias de marketing usam? 

A Black Friday existe com uma finalidade muito definida: aumentar e promover o consumo. Se ao longo do ano a publicidade tenta nos criar necessidades, neste dia o esforço aumenta com uma queda de preços (somente aparente em muitas ocasiões). É como se nos dissessem: “Se você quer, agora é o momento”.

A verdade é que as grandes empresas utilizam conhecimentos da psicologia social para aumentar seu volume de vendas. Em muitos casos o fazem de maneira discreta e dissimulada, em outros de maneira descarada, mas o que não deixa dúvidas é que adotamos e indicamos este dia como dedicado ao consumo em nosso calendário particular, e existe quem o espera com uma certa ansiedade para se dar alguns caprichos que tinha em mente. Neste artigo vamos tentar expor um esquema de como as empresas tentam fazer com que nos sintamos especialmente motivados para comprar neste dia.

Os principais efeitos psicológicos da Black Friday

Compras na Black Friday

1. Despertar em você os conceitos de urgência e necessidade 

O fato de que as ofertas e descontos tenham uma data de vencimento anunciada e próxima é de onde surge a urgência de comprar um produto do qual não precisamos. Sim, poderíamos deixar este artigo para lá, mas como vamos deixar escapar essa oportunidade?

Além disso, outra das causas do sucesso da Black Friday reside na proximidade das festas de Natal, o que aumenta o conceito de urgência exponencialmente. Isso nos faz pensar que seríamos loucos por deixar escapar a oportunidade de comprar algo em promoção neste momento… para ter que comprá-lo mais caro algumas semanas depois.

É evidente a loucura que isso cria nos consumidores pelo fato de estarem diante de promoções de artigos exclusivos. Além disso, recebemos diversas sugestões da publicidade durante as semanas anteriores, que geram a sensação de um grande acontecimento. Estes anúncios são muito diversos, de modo que possam se encaixar em pessoas de diferentes estilos de vida.

Casal surpreso olhando o computador

2. Vender um produto em troca da felicidade 

Nossas emoções, ao contrário do que alguns possam pensar, têm uma grande influência sobre as decisões financeiras que tomamos, incluídas as relacionadas ao consumo. Como mencionamos, ao contrário do que pensamos, nosso gasto não é tão dirigido às necessidade reais, mas às necessidades percebidas.

Durante este período prévio ao grande dia, no qual recebemos muita publicidade, temos tempo de sobra para fantasiar sobre aquilo que queremos comprar. Algo que não podemos nos permitir em um dia qualquer, mas que acreditamos que, na Black Friday, terá um bom desconto e por fim será nosso.

Além disso, o processo lhe dá tempo para imaginar como a vida será melhor com aquele artigo e para se convencer de que você realmente precisa dele. Agora, você não quer se desfazer dessa imagem e dos sentimentos positivos que imaginou, e não restará outra opção a não ser esperar pela Black Friday. Afinal, seríamos loucos se deixássemos passar esta oportunidade, certo?

Casal fazendo compras

3. Adormecer seu pensamento crítico na hora de avaliar o preço 

Adquirir produtos em promoção produz um prazer que pode chegar a anular nosso pensamento crítico, ou seja, nossa capacidade de raciocínio. Os especialistas sabem que o cérebro das pessoas se coloca em “modo compra” assim que entramos em uma loja. A partir desse momento, é função dos vendedores fazer com que tomemos a decisão de comprar.

As estratégias de marketing das grandes empresas buscam ganhar clientes e conseguir vender o que eles querem no preço que decidiram. Provavelmente este preço segue sendo alto, mas a estratégia consiste em fazer com que o consumidor veja que o preço inicial era muito mais alto, e é aí que a publicidade tenta gerar de novo a urgência de comprar um produto do qual não precisamos.

Provavelmente você acabará comprando, em algum momento, mais do que precisava. Certamente eu também vou fazer isso, mas ao menos, conhecendo estas informações, o faremos de forma consciente e teremos tudo isso em mente toda vez que estivermos em uma loja para que as “pechinchas” da Black Friday não acabem abrindo um buraco em nossas economias.