7 coisas que uma mulher solteira nos ensinou

· fevereiro 9, 2016

Muitas pessoas dizem que “Não há nada como a juventude”. Tudo é doce, o sol se toma sem proteção, os primeiros beijos duram noites de devaneios sem fim, receber uma mensagem e correr para vê-la é sintoma de que as faturas ainda não estão no seu nome, que o primeiro amor nos eleva a uma sensação celestial única e parece que você é a única pessoa no universo.

Porém, nos lembramos também dos dias inteiros chorando por não receber uma mensagem de volta, os períodos intermináveis de exames, comprar roupas com a permissão da sua mãe, as filosofias mentais sobre quem somos e os limites que são as relações com os outros.

A partir dos 30 a vida não é uma explosão, mas uma arte em movimento.

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Carrie trata de reivindicar em sua famosa série “Sex and the City” que a verdadeira juventude chega aos 30. As suas amigos são aquelas que você escolheu, as outras ficaram pelo caminho, uma mensagem sem resposta é um “é o que tem para hoje meninas” ou “ele quem perde”.  Alguns de seus “ensinamentos transcendentais” colocamos aqui:

1. Não se sai para “ficar”, mas para se divertir, e é aí que podem acontecer coisas interessantes…

Fazer-se de interessante para que algum garoto se aproxime? As mulheres de 30 já sabem quão interessantes são (não é que antes não fossem, mas não acreditavam), então se elas podem tomar a iniciativa, o fazem…. mas de uma forma que não irradie desespero, com vontade de uma boa conversa pois a noite é uma criança.

2. Escrever é terapêutico

Carrie é um pouco neurótica (sua cabeça não para de dar voltas) mas esse redemoinho de ideias parece encontrar sentido quando ela se senta diante do seu computador. Parece uma relação impessoal, o de uma mulher com uma tela, mas é seu momento de reflexão, paz.

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Ela escreve sobre o que acontece tentando se conectar com o leitor que a lê toda semana na sua célebre coluna. Se consegue se conectar com ele, é porque antes o fez com ela mesma nesse momento. Nada parece ser tão caótico escrito um em papel ou em uma tela. Quando feito com sinceridade humana e sem esconder nenhuma ideologia, a identificação que se estabelece com os leitores é automática. Portanto, ela nos ensina que podemos ser frágeis, humanas e estarmos uma bagunça, mas ao mesmo tempo, somos maravilhosas.

3. Não são os saltos que fazem você maravilhosa. É a sua maneira de usá-los

A fascinação de Carrie por “seus manolos” pode parecer puramente superficial e materialista. Mas é muito mais que isso. Carrie tem nos sapatos uma metáfora com a sua vida.

“É um fato: não é fácil para os outros se colocarem na pele de uma mulher solteira. Então, nós solteiras precisamos de sapatos de que gostemos, para que andar neles seja, pelo menos, divertido.”

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Ela nos diz que ser solteira não é fácil, então devemos tentar fazer com que seja divertido, afastar-se do drama. Usar uns bons sapatos é uma boa idéia porque as mulheres solteiras andam longos caminhos sozinhas e devem se sentir bem com elas mesmas.

Mas é inútil gastar uma fortuna em sapatos se você não acredita que são maravilhosos para você e para o momento que você vive.

Então, siga em frente e com força; você pode não ter um homem ao seu lado para apoiá-la se você cair, mas uma mulher solteira deve encontrar suas próprias maneiras de manter-se em pé sem ajuda. Para ela, os “seus manolos” não são só um luxo, são uma forma de acreditar que o caminho pode ser percorrido sozinha e sem esforço. E com muito estilo, é claro.

4. A busca pelo amor é dura. Mas vale a pena

Ela não finge quando está apaixonada, nem quando está devastada. Mas considera que é um preço digno a pagar para levar uma vida plena. Não utiliza estratégias, não busca atalhos, comete erros, é impulsiva, mas acredita na magia do amor, esse que não se escolhe, mas o que se sente e com o qual depois você decide ficar com toda a sua razão e o seu coração.

É uma mulher corajosa, não se conforma com o primeiro homem que se apaixona por ela se acha que não pode correspondê-lo da mesma forma. Para ela é preciso amar sendo ela mesma e sem esperar nada em troca, apenas se sentir completa entregando-se.

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“Busco um amor. Um amor real. Ridículo, inconveniente, que me consuma, um amor desses que fazem você pensar que não pode viver sem o outro”.

5. Com amigas as dificuldades são menores

Muitos estudos dizem isso e os fatos comprovam: os amigos curam, os bons amigos são o reflexo do que nós valorizamos inconscientemente, são o nosso alter ego visto de fora. Às vezes as amigas brigam, se distanciam, mas uma boa amiga é o melhor remédio quando a alma está triste.

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“Dizem que nada dura para sempre: os sonhos mudam, tendências vêm e vão … mas a amizade nunca sai de moda.”

6. Não tente mudar, não diminua a sua paixão para parecer correta para o seu homem

Quando Mr.Big (apelido do grande amor de Carrie na série) vai se casar com outra, Carrie é tomada por dúvidas. Ela e suas amigas começaram a teorizar sobre se ela não é muito complicada, deveria ser outro tipo de garota para casar. Nesse momento, Carrie decide ir até o seu amado para buscar respostas. Não as consegue de forma convincente, mas caminha com seu cabelo loiro e diante dela aparece um cavalo selvagem que parece infeliz em ser domado.

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“Talvez algumas mulheres não sejam feitas para serem domadas, e devem ficar livres até que encontrem alguém tão selvagem quanto elas que as acompanhe.”

7. A relação que tem com os outros é apaixonante, mas a mais apaixonante é a que você tem consigo mesma

No final da série podemos entender todas as temporadas anteriores. Carrie Bradshaw é uma mulher em busca do amor, mas antes de tudo, em busca de si mesma.