A autoestima vem depois do trabalho bem feito

julho 12, 2019
Um dos pilares que influenciam nossa dinâmica de comportamento é a autoestima. Assim, a forma como nos sentimos em relação à nossa imagem, ou seja, à imagem que temos de nós mesmos, condiciona as metas que escolhemos, as relações das quais cuidamos ou a intensidade das nossas emoções.

A autoestima vem depois do trabalho bem feito. Não é uma loteria na qual se ganha um dia. É, na verdade, o fruto de uma disposição pessoal. Quando buscamos um resultado, temos que entender que conquistá-lo envolve um processo.

Um dos pilares que compõem a personalidade humana é a autoestima. Abraham Maslow, em 2009, afirmou que precisamos da estima e do respeito que nascem de nós mesmos, em forma de autoestima, e dos que vêm dos outros, em forma de status, reconhecimento ou sucesso social.

A falta que a autoestima faz

Quando nos falta autoestima, nós nos sentimos inferiores, indefesos e desanimados. Além disso, não confiamos muito em nossa capacidade para lidar com as coisas.

Temos a tendência de desperdiçar nossos esforços ao dirigir a atenção a comparações externas, concentrando nossos pensamentos e nossas ações para nos nivelar.

Considerada uma atitude (García, Cermeño e Fernández, 1991), a autoestima é a forma habitual de perceber a nós mesmos, de pensar, de sentir e de nos comportar conosco. Está muito relacionada com como enfrentamos a nós mesmos e avaliamos nossa própria identidade.

Em primeiro lugar, falar do componente cognitivo na autoestima é fazer uma distinção entre o que se entende por autoestima e o que se entende por autoconceito. O autoconceito é definido como a imagem que temos de nós mesmos nas dimensões cognitivas, perceptivas e afetivas.

O autoconceito estaria associado à representação que as pessoas têm de si mesmas. A autoestima, em contrapartida, é entendida como a avaliação positiva ou negativa que a pessoa faz de seu autoconceito, incluindo as emoções que associa a ele e as atitudes que tem em relação a si mesma.

 “A realização pessoal não se limita ao prazer”.

Fortalecer a autoestima

Amar a si mesmo vem depois

Ter objetivos a perseguir, estabelecer metas e lutar por elas são ações intimamente relacionadas ao bem-estar e à saúde mental.

Estabelecer objetivos repercute de maneira positiva em outras áreas da nossa vida e nos permite controlar aspectos psicológicos importantes, como a atenção, a autoconfiança e a motivação.

Um dos principais motivos ou sintomas de uma depressão é a perda de esperança e interesse por objetivos vitais. O Dr. Ellis afirma que os problemas de autoestima nascem de certas formas de pensar, sejam elas irracionais, ilógicas ou autodestrutivas.

Às vezes, nossa forma de pensar contém frases ilógicas que prejudicam a autoestima. Algumas dessas crenças genéricas e irracionais são:

  • Acreditar que devemos ser competentes e eficazes em tudo.
  • Temos que ser amados e receber a aprovação de todas as pessoas que consideramos importantes.
  • As coisas que aconteceram no passado são determinantes em nossa conduta atual e futura porque sempre vão nos influenciar de maneira definitiva e voltarão a acontecer conosco.
  • É mais fácil evitar do que enfrentar as responsabilidades e os problemas da vida.
  • As infelicidades humanas se originam por causas externas e não podemos fazer nada ou quase nada para evitar ou controlar a dor e o sofrimento que elas nos fazem sentir.

A intervenção sobre a autoestima não é simples. Ao nosso lado, temos sua natureza dinâmica e sensível. Portanto, modificá-la a nosso favor se torna um exercício de precisão. Ao mesmo tempo, é o resultado de uma série de ações, hábitos e aptidões e, portanto, é adquirida.

 “A autoestima é a reputação que assumimos de nós mesmos”.
-Nathaniel Branden-

A autoestima

Ter autoestima baixa é como dirigir pela vida com o freio de mão puxado

O que está à frente ou atrás de nós não é mais importante do que aquilo que carregamos dentro e a forma como vemos o que carregamos dentro.

A qualidade de vida é influenciada pela autoestima. Isto é, a forma como cada pessoa percebe a si mesma e se valoriza tem importância, pois molda, consequentemente, seu comportamento a nível familiar, social e individual.

Um baixo ou alto nível de autoestima afeta nossa relação com os outros e se refletirá na dimensão social e nas habilidades que mobilizamos para enfrentar diferentes desafios.

Em conclusão, ter um nível baixo de autoestima faz com que nos sintamos incapazes. Dessa forma, acabamos entrando em uma espiral negativa através de mecanismos autodestrutivos, como sentimentos negativos, ideias obsessivas e equivocadas que interpretam o pensar e o sentir dos outros.

Em última análise, faz com que nos sintamos menos funcionais e precisos.

 “Você, tanto quanto qualquer outra pessoa no universo todo, merece seu amor e seu afeto”.

  • García, N., Cermeño, F., & Fernández, M. T. (1991). La tutoría en las Enseñanzas Medias. Madrid: Publicaciones ICCE.
  • Gracia, J. C. L. (1995). Autoestima.
  • Maslow, A. H., & Răsuceanu, A. (2009). Motivaţie şi personalitate. Editura Trei.