O amor pelos bebês é o melhor estímulo para criar vínculos afetivos

· abril 5, 2017

Em janeiro, em fevereiro, em março, em abril… não importa em que mês tiver nascido. Mas quem tiver nascido entre beijos fique de pé, erga a taça dos afetos e cuidados e a proteja até o fim. Porque este presente é uma grande fortuna que poucas vezes valorizamos: quando o recebemos estamos muito longe de entender a imensa sorte de ter passado nossos primeiros anos, quando éramos bebês, em um entorno cheio de amor no qual pudemos criar vínculos afetivos seguros.

Os recém-nascidos são capazes de cheirar o amor, a bondade, a rejeição… é por isso que já no primeiro ano de vida preferem estar acompanhados de certas pessoas e de outras não. Mesmo antes de dar seus primeiros passos, o pequeno já começa a se relacionar com as emoções e a colocar os primeiros pilares do que será o seu desenvolvimento emocional: um processo fascinante no qual se verá envolvido por toda a sua vida. Um dos primeiros marcos do desenvolvimento será criar os primeiros vínculos afetivos.

Se pararmos para pensar, provavelmente iremos notar que bebês e adultos não são tão diferentes na hora de escolher suas pessoas favoritas e criar vínculos afetivos com elas. A explicação parece simples: aprendemos a discriminar entre aqueles que nos tratam bem e nos proporcionam bem-estar e aqueles de quem não podemos esperar nada.

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Por que os vínculos afetivos no recém-nascido são tão importantes?

Várias pesquisas sustentam que os vínculos afetivos são fundamentais para um bebê. Por exemplo, a experiência de Harlow mostra que a privação de respostas maternas provoca problemas no processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Estes problemas vão desde dificuldades no crescimento dos pequenos a problemas emocionais.

Este laço se constrói quando os pais dão à criança uma série de cuidados duradouros que vão mais além de satisfazer as necessidades básicas, como cobrir uma alimentação ou proporcionar um teto. Falamos de apoio, proteção, bem-estar, contato físico, carinho, amparo em situações de mal-estar, etc.

Não se deve subestimar a acuidade emocional dos bebês, pois é durante seus primeiros anos de vida que começam a organizar minuciosamente todas as suas experiências sociais; digo minuciosamente porque nenhum detalhe lhes escapa de tudo que observam ao seu redor, absorvendo todas as diferenças que encontram e manifestando preferências diante destas.

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Que habilidades os bebês têm para criar este vínculo?

O bebê se desenvolve no mundo através dos seus sentidos: o tato, o olfato, o paladar, a visão e a audição são suas armas vitais de aprendizagem e que lhe servem para se relacionar com papai e mamãe e com todo o seu entorno. Seus canais de pensamento complexo ainda não estão abertos e seu jeito de interagir tem muito a ver com os impulsos.

De forma inata, os bebês têm preferência pela voz humana. Então, cada vez que ouvir a voz das suas figuras de apego, várias partes do seu cérebro se ativarão e ativarão milhares de conexões necessárias para o processo de desenvolvimento.

Por outro lado, os bebês respondem rapidamente ao contato pele com pele e ao contato visual. Os dois agem como relaxantes naturais para eles, ao mesmo tempo em que favorecem o crescimento físico e o desenvolvimento ótimo geral do recém-nascido.

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Como se estabelecem os vínculos afetivos?

Qualquer momento é uma oportunidade perfeita para mimar e aconchegar o seu bebê. Contudo, não é menos verdade que existem certos momentos que são mais sensíveis e propícios para a criação do vínculo. Falamos de lugares temporais que, embora muitas vezes possam parecer óbvios, costumam ser ignorados.

O primeiro de todos, obviamente, é quando a mãe pega o bebê imediatamente depois do parto para amamentá-lo, já que nesse momento o recém-nascido é especialmente receptivo. Infelizmente existem partos onde existem complicações, e assim que nasce o bebê precisa de tratamento; contudo, não é menos verdade que sempre que possível será bom a mãe aproveitar este momento.

Os próximos momentos de amamentação continuam sendo momentos perfeitos para continuar com o vínculo. Tanto se receber o peito ou se for mamadeira, é uma perfeita oportunidade para aproveitar, para olhar nos olhos do bebê e falar com ele. Logo cedo os bebês têm o habito de imitar as expressões faciais, os gestos, e os sons das suas figuras de referência.

Tomar banho com os bebês, imitar seus movimentos, dar mensagens infantis, ou só o fato de se levantar no meio da noite para lhe dar a mamadeira ou o peito e trocar o fralda do pequeno são pequenos momentos que ajudam a estabelecer o vínculo de apego com o bebê.

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Dando carinho

A formação do vínculo com os filhos é uma experiência única e pessoal, e extremamente enriquecedora; em resumo, estamos falando de um dos maiores privilégios que acompanha o títulos de “pais“. Não existe nenhuma fórmula mágica que diga como se deve realizar porque não existem passos que sirvam na hora de dar carinho e amor pelos quatro cantos. É um processo natural ao qual somente os pais têm de se entregar.

O lapso de tempo em que as crianças são pequenas é muito efêmero, mas nele se criam as bases sólidas sobre as quais a criança constrói os laços afetivos que as unem a suas pessoas de confiança e à personalidade que a acompanhará durante o resto da sua vida. Lembre-se de que o que os pais conseguirem lhe transmitir nesses momentos será carregado sempre consigo.

A você, papai e mamãe que não conheço (ou sim), os primeiros anos de vida passam muito rápido, por isso aproveite o seu bebê sem limites de beijos, abraços e carícias, aproveite esse abrir e fechar de olhos cheio de emoções e experiências inesquecíveis. Em resumo, dê a ele o seu melhor e deixe que ele o ame.