O Anel: um conto sobre o valor das coisas

03 Agosto, 2020
O Anel é um conto que tem uma lição muito importante sobre o valor das coisas: nem todo mundo sabe o valor de algo. À primeira vista, o valor de um objeto geralmente passa despercebido. Portanto, você não deve dar tanto crédito aos julgamentos daqueles que enxergam apenas as aparências.
 

O Anel é uma história sobre o valor das coisas. No entanto, sua lição também pode ser aplicada ao valor de uma pessoa.

A história começa com um homem sábio, a quem todos chamavam de “Professor”. Muitas pessoas o procuravam em busca de conselhos, que sempre eram sábios e úteis.

O Professor também era um artesão muito hábil que fazia belos objetos, muito desejados por todos. Certa manhã, um jovem bastante triste apareceu em sua oficina. Ele disse ao Professor que estava muito infeliz. “Todo mundo diz que sou muito burro e que não tenho habilidade nenhuma”“Como posso mudar? O que preciso fazer para me tornar alguém com valor?”, perguntou o menino.

O Professor nem sequer olhou para ele, disse que também tinha seu próprio problema e que precisava resolvê-lo antes de ajudar outra pessoa a resolver os dela. A história conta que o jovem ficou surpreso com sua resposta.

“As coisas só valem o que nós queremos que valham”.

-Molière-

Um acordo interessante

O Professor esperou um momento e depois disse: “Se eu resolver meu problema, ficarei feliz em ajudá-lo. Talvez se você me ajudar, eu poderei ajudá-lo mais rapidamente. Os olhos do jovem se iluminaram e ele sorriu pela primeira vez desde que chegara. “Claro! Me diga o que posso fazer por você”, disse. No entanto, no fundo, ele se sentiu decepcionado por ter que adiar suas próprias necessidades mais uma vez.

A história conta que após chegarem a um acordo, o Professor tirou um anel que usava no dedo mindinho. Ele o mostrou ao jovem e disse que precisava vendê-lo com urgência. O Professor estava endividado, e esse era o único objeto de valor que possuía.

 

Ele pediu ao jovem que o ajudasse a vender o anel. Também disse que o objetivo era obter o valor mais alto possível por ele. “Não aceite menos que uma moeda de ouro”, avisou ao jovem. Depois, apontou para um cavalo no estábulo e lhe disse para pegá-lo e ir o mais rápido possível para o mercado mais próximo. Assim que ele voltasse, o Professor o ajudaria a resolver seu problema.

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Uma venda difícil

A história conta que o jovem partiu rapidamente, na intenção de vender o anel o mais rápido possível. Ao chegar ao mercado, começou a anunciá-lo. Alguns comerciantes se mostravam interessados, mas quando o menino lhes dizia o preço, eles começavam a rir ou davam as costas.

Finalmente, um homem mais velho disse que ele estava pedindo um preço muito alto por um anel tão pequeno. Ninguém pagaria o que ele estava pedindo. O velho ofereceu uma moeda de prata e um pedaço de cobre pela joia, mas o jovem não aceitou.

Ele passou o dia inteiro tentando vender o anel sem sucesso, embora tenha oferecido a mais de 100 comerciantes. Decepcionado, montou no cavalo e retornou à oficina do Professor. Ele havia fracassado.

 

A moral da história

O jovem falou para o Professor: “Acho que esse anel vale no máximo algumas moedas de prata. Eu não queria enganar as pessoas sobre seu valor”. O Professor ficou feliz e o parabenizou por seu esforço e atitude. No entanto, disse ao jovem que nem sabia ao certo quanto o anel valia. O melhor então seria levá-lo a um especialista para que o avaliasse.

O Anel é uma história sobre o verdadeiro valor das coisas. No entanto, sua lição também pode ser aplicada ao valor de uma pessoa

Após isso, o jovem foi a uma das mais prestigiadas joalherias da cidade. Depois de se apresentar, pediu ao joalheiro que lhe dissesse o quanto estaria disposto a pagar pela joia. A história conta que o joalheiro examinou o anel com muito cuidado. Então, disse: “Não posso lhe dar mais que 58 moedas de ouro por esse anel”. O garoto ficou surpreso e, sem hesitar, rapidamente retornou à oficina do Professor.

Ao chegar, disse entusiasmado ao Professor o que havia acontecido. Então o professor lhe disse: “Você é como esse anel. Uma joia valiosa e única. Mas lembre-se de que ninguém sabe o verdadeiro valor das coisas à primeira vista. É você quem deve conhecer o seu valor, antes de dar crédito ao que os outros dizem. Com isso, o Professor colocou o anel de volta no dedo mindinho.

 
  • García, M. A. (2000). Moraleja, moralina y reflexión ética en las adaptaciones de cuentos folclóricos del siglo XIX. Revista Hispánica Moderna, 53(2), 293-304.