Apaixone-se sem pedir permissão e sem ter medo do amor

Apaixone-se sem pedir permissão e sem ter medo do amor

Maio 17, 2016 em Psicologia 5 Compartilhados
Apaixone-se sem ter medo do amor

Apaixone-se sem pedir permissão. Deixe de ter medos! Você sabe tudo o que pode estar perdendo? Sabe que está deixando escapar alguns dos momentos mais bonitos de sua vida porque o medo te paralisa? O medo do amor faz perder a graça da vida.

Chega de medo e apaixone-se com todas as consequências. Não tenha medo do amor. Seja valente, arrisque um pouco. Esse tempo que está vivendo agora não voltará jamais! Talvez com outro corpo e outra alma, talvez de outra forma, de outra maneira, mas nunca igual. Deixe que seu coração bata com força.
Deixe que o amor te invada como a brisa do mar e do sol radiante. Ria, pule, seja feliz… Seja feliz com esse amor que bateu na sua porta e te deu as boas vindas. Não feche as portas de sua alma e de seu coração, o que te dá tanto medo? Perder o amor? Nessa vida só há uma coisa certa: a morte. Assuma as possíveis perdas que inevitavelmente acontecerão, inclusive perdas amorosas, porque mesmo assim você viverá. Perca o medo do amor!

Entendendo o medo do amor

“O que se passa comigo? Por que o amor me assusta tanto? É algo que não posso evitar… mas quando noto que estou começando a me apaixonar dou dez passos pra trás, acabo com a relação e então de novo me sinto tranquilo. Sinto um pânico que chego a somatizar e sentir enjoos, náuseas e tremores, então não suporto…”

Pode ser que talvez o que esteja ocorrendo é que você tenha filofobia. Mas o que é filofobia? A filofobia é o medo de se apaixonar, o medo exagerado. Quando a pessoa tenta estar numa relação, o pânico toma conta dela e então a maioria dos casos termina com o término do relacionamento. Por vezes a pessoa se dá conta do que está acontecendo, mas em outros casos mil desculpas são dadas, e mil razões buscadas para justificar as decisões de rompimento.

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Uma pessoa filofóbica sente um medo irremediável diante da possibilidade de se apaixonar que a faz se fechar e voltar. Quem gosta de sentir o coração desgovernado, suar, ficar enjoado, sentir-se vulnerável? Por isso, a reação normal de se afastar dessa situação tão desagradável se dá assim que ela se mostra…

Esse medo do amor que inunda a pessoa parece estar relacionado com experiências de relações passadas que deixaram marcas de sofrimento e dor. Porque quando a pessoa identifica que pode acontecer de novo, ou começa a se sentir vulnerável, cria um bloqueio e precisar fugir da relação o quanto antes como uma forma de proteção diante do que supõe que será uma nova decepção.

“Quantas coisas perdemos só por medo de perder.”
-Paulo Coelho-

Como perder o medo de amar?

As fobias têm cura, e a filofobia também. É necessário aceitar o que está acontecendo, e ter motivação para querer se curar, além da ajuda de especialistas. Há alguns tipos de terapia que tratam fobias com sucesso, como:

  • A terapia cognitiva. É a terapia que te ajuda a conhecer o processo mental que te faz sentir o medo, é dizer quais são seus medos e preocupações constantes, seus pensamentos, e então ajudar a substituí-los por outros mais positivos.
  • A terapia de dessensibilização afetiva. É a terapia que consiste na exposição da pessoa ao que causa o pânico, seja o amor ou qualquer outra questão.
  • A hipnoterapia. A hipnose pode ajudar a eliminar associações negativas. Trata-se de buscar traumas psíquicos em pessoas hipnotizadas – um estado de transe induzido. Nesse estado o terapeuta pede ao paciente que abandone seus medos.
  • A programação neurolinguística. Uma terapia controversa que combina este método com a hipnose. Esta terapia afirma que nossos pensamentos estão baseados em palavras, palavras que acabam por criar um programa em nosso cérebro. Devemos conhecer esses programas que instalamos ou que nossos pais e professores instalaram para a gente, e mudá-los.
“Não há nada que eu tenha tanto medo quanto o medo.”
-Michel Eyquem de Montaigne-

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Também podemos tentar enfrentar nosso medo de que o amor chegue a nossa vida. Para isso, temos que estar comprometidos com nosso processo de mudança e sermos conscientes de que em muitos momentos tentaremos dar desculpas para nós mesmos. Além disso podemos também tentar:

  • Não supervalorizar o tema. Em alguns casos, visualizaremos mais consequências e preocupações do que realmente existem ou podem acontecer, por isso devemos estar atentos ao nosso hábito de generalizar e exagerar sobre o que acontece.
  • Ler sobre a filofobia. Juntar informações sobre o que acontece conosco e quais são as características da situação nos ajudará a nos entender e compreender melhor o que se passa. Assim, poderemos adquirir algumas habilidades e estratégias para enfrentes os medos.
  • Entender o porquê de ocorrer isso com você.
  • Aplicar a inteligência emocional. O conhecimento e manejo de nossas emoções, assim como a compreensão das emoções dos outros, pode facilitar e tornar mais fácil lidar com nossos sentimentos e relacionamentos que temos com os outros.
  • Pense no pior que poderia acontecer se por acaso perdesse esse amor. E se me apaixono e então perco a pessoa, o que é o pior que vai acontecer? Nada… a vida continua. Esse pensamento lógico ajuda a enfrentar a filofobia.
  • Fale com seu par sobre o que passa na sua cabeça. Conte a ele quando sentir medo sem vergonha, e desse forma entenderá melhor as reações que tem. Conversar sobre nossos medos fará que os outros nos entendam melhor e possam nos ajudar.

Por que você não se desafia e deixa de ter tanto medo do amor? Não se dá conta de tudo que está perdendo? Todos os seus temores estão só dentro da sua cabeça, não dê trégua a eles… Se não nos enfrentamos na vida, não podemos aproveitá-la e saboreá-la. Se superarmos nossa fobia do amor, nossa autoestima aumentará e construiremos relações mais saudáveis com os outros.

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