As duas regras do poder pessoal, segundo as filosofias orientais

novembro 30, 2019
Para algumas filosofias orientais, há basicamente duas regras de poder pessoal. Se elas forem seguidas, tanto a vida da pessoa quanto de quem a rodeia se tornará uma realidade com experiências positivas e plenas.

Os orientais têm uma visão muito particular de como os acontecimentos da vida ocorrem, tanto em relação às causas quanto às consequências. Afirmam que o pensamento cria o mundo no qual cada um se desenvolve, e que as regras do poder pessoal decidem o que vai acontecer e o que não vai.

As regras do poder pessoal são fórmulas ou padrões que, teoricamente, determinam ou condicionam os acontecimentos. Elas nascem de um exercício mental perseverante e atraem certas situações.

Ao mesmo tempo, fazem com que outras se afastem, tudo por obra de um equilíbrio do universo. Os orientais partem da ideia de que existe esse equilíbrio no universo e de que devemos, simplesmente, seguir o fluxo.

Nesse sentido, o poder pessoal é a força que nasce – ou não nasce – dos pensamentos com os quais carregamos a nossa mente. As regras do poder pessoal, por sua vez, são basicamente duas e incluem o tipo de pensamento que, segundo a teoria, devemos cultivar para que tudo ocorra de uma maneira construtiva e positiva para nós.

“Mais do que qualquer outra coisa, creio que são as nossas decisões, e não as condições da vida, que determinam o nosso destino”.
-Tony Robbins-

Contorno de mulher com imagem do sol se pondo no mar

O poder pessoal

Algumas filosofias orientais dizem que o pensamento tem um poder ilimitado. O que pensarmos, será. Segundo essa lógica, se você deixa que o medo se apodere da sua vida, com frequência você viverá experiências ameaçadoras.

Se, ao contrário, você enfrentar os seus medos com coragem, os caminhos irão se abrindo pouco a pouco para que você consiga concluir cada caminhada.

Não se trata de um mecanismo de pensamento mágico ou esotérico. É um fato que a mente simplesmente foca sua atenção naquilo a que alguém resolve dar importância. Por isso, o medo faz com que vejamos muito mais ameaças do que o normal.

Se um cachorro agressivo sente que estamos com medo, provavelmente vai latir para nós, ou até nos atacar. O medo diz para os outros que há algo de errado, algo a temer.

Do mesmo modo, uma mente serena, calma e que procura soluções, conseguirá até mesmo fazer com que as experiências potencialmente negativas se transformem em algo bonito e construtivo. Um incêndio pode nos levar a salvar uma vida. Tudo depende dos nossos pensamentos.

Perseverar em ser um fator positivo, uma das regras do poder pessoal

Tomando como referência esses critérios, os orientais afirmam que a primeira das regras do poder pessoal é esta: perseverar em ser o fator positivo, em qualquer situação.

Algumas filosofias orientais dizem que basta que uma só pessoa decida ser esse fator positivo para que as calamidades e as experiências ruins simplesmente não possam se desenvolver.

O mestre Jan Anguita disse uma vez que duas pessoas com pensamentos incompatíveis nunca vão se encontrar, e muito menos vão viver experiências conjuntas. É um conceito similar à ideia de sincronicidade que Carl Jung cunhou. A realidade se coloca de tal modo que junta o que é análogo e separa aquilo que se repele.

Por isso, quando uma pessoa decide ser um fator positivo em todas as circunstâncias, encontrará pessoas que têm esse mesmo objetivo e situações que se direcionem para esse fim.

Por ser uma das regras do poder pessoal, tudo isso acontecerá simplesmente pelo propósito que está fixado na mente da pessoa e no qual se deve perseverar sem descanso.

Mão tentando pegar o sol no horizonte

Convencer-se de que o amor sempre vence

A segunda das regras do poder pessoal diz que, não importa qual for a situação, o amor sempre vence. Os orientais explicam que a falta de amor cria um poder muito fraco. Por ser uma força sem potencial, não consegue se projetar com verdadeira potência no mundo. O amor, ao contrário, exerce uma grande influência sobre tudo aquilo que existe.

O mestre Jan Anguita explica essa regra com uma metáfora muito bonita. Pode ser que 100 pessoas estejam reunidas em um cômodo escuro. No entanto, é suficiente que só uma pessoa decida ser o fator positivo e acenda uma vela para que todos tenham luz. Assim, o amor poderia ser a vela. Uma pessoa cheia de amor brilha com sua própria luz e também faz com que todos ao seu redor sejam iluminados.

As regras do poder pessoal têm tanta influência que, no julgamento dos orientais, basta uma só pessoa que tenha decidido ser o fator positivo e esteja cheia de amor para evitar a destruição em qualquer circunstância. Não importa o que os demais proponham.

Assim como na metáfora, uma vez que o cômodo estiver iluminado, ele estará assim para todos. E se alguém quiser continuar na escuridão, terá que ir para outro lugar.

Obiols, J. C. (2008). Zen coaching: un nuevo método que funde la cultura oriental y occidental para potenciar al máximo tu vida profesional y personal. Ediciones Diaz de santos.