Autoestima e ego: com qual ficamos?

· abril 1, 2015

A falsa autoestima

Algumas pessoas parecem ter um alto grau de autoestima e falam o tempo todo de suas conquistas e realizações. Quando as coisas dão errado sempre encontram justificativas externas e não reconhecem sua responsabilidade. Sabem tudo e não se permitem aprender com os outros. Na realidade, elas têm uma baixa autoestima e egocentrismo. São pessoas inseguras que tentam esconder seus medos.

Pensam que vulnerabilidade é o mesmo que fraqueza e se esquecem de que todos nós cometemos erros. Isso não é motivo para sentir-se mal ou preocupado com o que os outros possam pensar de nós. Não assumir a responsabilidade pelos erros cometidos nos impede de fazer uma autocrítica saudável, ser maleável e pedir desculpas quando necessário.

Pessoas com autoestima elevada e saudável

As pessoas com autoestima elevada  não falam muito de si mesmas e de suas conquistas, mas ouvem e se alegram com as realizações dos outros. Aprendem com eles, com humildade e sem alarde. Os erros e acertos são dois lados da mesma moeda. Quando erram sabem pedir desculpas. Não se justificam, mas aceitam e aprendem com os erros. Isso os fortalece e os torna pessoas melhores.

De vez em quando, é bom parar e refletir sobre nós mesmos: como estamos procedendo e como queremos proceder. Reconhecer que não somos perfeitos é o primeiro passo para alcançar uma autoestima elevada. Quando erramos, aprendemos com os erros e seguimos em frente. Mantenha um diálogo interno e se responsabilize por suas escolhas.

É importante registrar como nos sentimos quando alcançamos um objetivo. As conquistas elevam nossa autoestima. Nesse momento, nos sentimos felizes e orgulhosos, mas que seja um orgulho saudável. Não se sinta onipotente e nem o centro do universo. Se acreditamos ser mais do que somos, podemos cair nas armadilhas do ego.

No filme “O guerreiro pacífico”, o sábio Sócrates diz ao jovem Dan algo que devemos nos lembrar sempre: “Você não é melhor do que ninguém, nem pior”. Isso mostra uma autoestima elevada e saudável. Não somos melhores e nem piores que os outros, somos diferentes. Temos talentos diversos que podem ser desenvolvidos e nos ajudam a elevar nossa autoestima, construir relacionamentos saudáveis e uma vida mais feliz. É preciso exercitar a autoestima, olhando o mundo com positividade e entusiasmo.