Cérebro e vitamina D: uma relação que devemos conhecer

· junho 13, 2018

Cérebro e vitamina D têm uma relação que nem todo mundo conhece, ou que pelo menos não é tão popular quanto algumas outras. Sabe-se que um déficit desta vitamina impacta nossa cognição e nosso envelhecimento neuronal. Estamos, portanto, diante de um neuroprotetor que vai muito além de seu papel na qualidade de nossos ossos ou em nossa capacidade de sintetizar inúmeros minerais.

São muitas as pessoas que sofrem de um déficit de vitamina D sem saber. De fato, estima-se que quase 60% das pessoas entre 50 e 60 anos experimentam uma falta deste tipo de esteroide. A população idosa, por sua vez, tem um índice de 80%. Isso se deve principalmente a duas razões.

Níveis baixos de vitamina D estão associados à deterioração cognitiva e ao envelhecimento precoce.

A primeira é que à medida que amadurecemos e ficamos mais velhos, deixamos de sintetizá-la com tanta facilidade. A segunda se deve, principalmente, aos nossos hábitos de vida. A vitamina D é sintetizada através da pele e graças à luz do sol. Também podemos obtê-la através da dieta, em especial com os laticínios.

Infelizmente, devido às nossas jornadas de trabalho, saímos menos de casa e deixamos de entrar em contato com a luz solar. O baixo consumo de laticínios e de determinados peixes também fará com que acumulemos cada vez menos vitamina D, até que pouco a pouco evidenciaremos uma sintomatologia clara.

Vejamos todos os dados a seguir.

Vitaminas importantes para o cérebro

Cérebro e vitamina D: a qualidade dos nossos processos cognitivos

Dificuldade para nos concentrarmos, perda de memória, dificuldade para raciocinar, para tirar conclusões, para reter informação nova… Todos eles são processos que podem ser afetados pelo déficit da vitamina D. São sintomas neurológicos que às vezes são deixados de lado e que nem sempre são relacionados a esta carência.

Em geral, cada vez que se fala desta vitamina, a relacionamos com o cálcio, a resistência de nossos ossos e o surgimento da osteoporose caso não mantenhamos níveis ótimos.

A relação entre cérebro e vitamina D é conhecida há décadas, quando se descobriu, por exemplo, a grande quantidade de processos que esse elemento tão essencial para o nosso bem-estar regula.

  • Sabe-se, por exemplo, que a vitamina D ativa e desativa as enzimas no cérebro e do líquido cefalorraquidiano que participam na síntese de neurotransmissores e no crescimento nervoso.
  • Esta vitamina protege os neurônios e reduz a inflamação.
  • Um estudo realizado pelo neurocientista David Llewellyn na Universidade de Cambridge demonstrou que pessoas com níveis mais baixos de vitamina D mostravam resultados piores em provas de agilidade e desempenho mental.
  • A habilidade para processar informação se torna mais lenta e difícil.

Sintomas de um déficit de vitamina D

Se nos falta vitamina D, o mais provável é que não notemos os sintomas em um primeiro momento. E mais, em algumas ocasiões atribuímos a falta desta vitamina a outros transtornos e problemas, e inclusive ao simples envelhecimento. Agora, um de nossos objetivos pessoais deveria ser precisamente investir em um bom envelhecimento, em uma boa qualidade de vida para cuidar de nossos processos cognitivos, da saúde do cérebro que, como um músculo fabuloso, pode chegar a idades avançadas em boa forma.

Vitamina D

Vejamos agora quais possíveis sintomas estão associados ao déficit de D:

  • Cansaço.
  • Fraqueza muscular.
  • Dor nos quadris e costas.
  • Problemas de concentração.
  • Perda de memória.
  • Problemas para reter informação nova.

Como podemos cobrir nosso déficit de vitamina D?

Vejamos outras fontes com as quais podemos contar para ter sempre bons níveis de vitamina D:

  • Tomar sol todos os dias durante meia hora (evitando os horários de pico nos quais os raios solares são prejudiciais);
  • Salmão;
  • Enguia;
  • Atum;
  • Sardinha;
  • Ostra;
  • Cogumelo;
  • Cogumelo shiitake;
  • Queijo;
  • Leite;
  • Ovos;
  • Grão de bico;
  • Amêndoas;
  • Brócolis;
  • Algas agar.

Para concluir, tendo em vista que a relação entre cérebro e vitamina D é evidente, não hesite em consultar seu médico para averiguar se você tem algum déficit. Antes de recorrer aos suplementos vitamínicos por conta própria, sempre será recomendável contar com o conselho de bons profissionais e incluir em nossa dieta alguns alimentos que a contenham em sua forma natural.

Ter bons níveis deste elemento nos permitirá, inclusive, ter uma resposta imunológica mais forte e um bom estado de humor para enfrentar as dificuldades e o estresse cotidiano. Portanto, não descuidemos da importância de uma alimentação equilibrada.

Como vimos, às vezes algo tão simples quanto sofrer um déficit vitamínico impacta de forma direta a nossa saúde cerebral. As indústrias farmacêutica e alimentar, conscientes dessa relação entre o cérebro e a vitamina D, lançam no mercado produtos enriquecidos com esta fonte dietética. Assim, é comum encontrar leites, iogurtes ou inclusive cereais em que a vitamina D já esteja presente.