Características dos neurônios e como eles funcionam

Características dos neurônios e como eles funcionam

janeiro 13, 2018 em Psicologia 170 Compartilhados
Características dos neurônios e como eles funcionam

O que você sabe sobre as características dos neurônios? Eles são a unidade funcional fundamental do sistema nervoso. Nosso comportamento e nossa cognição dependem, em última instância, do seu funcionamento e de como cada neurônio é capaz de se relacionar com seus “colegas”. Essas pequenas células nervosas compõem nosso substrato biológico a nível psicológico, e são a base das nossas emoções e dos nossos pensamentos.

Antes de tudo, é essencial saber que todos os neurônios possuem a mesma informação genética que as outras células do corpo e que, além disso, na sua estrutura contam com os mesmos elementos fundamentais (membrana, núcleo, organelas, etc.). O que confere sua diferenciação em relação as outras células é o lugar que ocupam na rede neural. Isso lhes permite realizar os processos básicos de recepcionar, processar e transmitir informações.

Para entender o que é um neurônio, é muito importante saber como é sua estrutura e seu funcionamento sináptico. Ambos os aspectos vão nos ajudar a compreender por que eles se agrupam da forma como o fazem e sua maneira de transmitir informações pelo cérebro. Por isso, neste artigo vamos explicar as características dos neurônios, sua estrutura e a sinapse.

Características dos neurônios

Rede neuronal

Estrutura do neurônio

Apesar de existirem vários tipos de neurônios com estruturas diferentes, é possível encontrar elementos comuns entre elas. A estrutura tipo é aquela que é formada por três partes fundamentais: o soma, os dendritos e o axônio. Essa anatomia permite realizar as funções de conectividade e manejo da informação.

Antes de explicar cada uma das partes, é interessante mencionar a peculiaridade da membrana dos neurônios. A permeabilidade delas é diferente da das outras células do corpo, o que lhes permite responder aos estímulos do meio ao redor. Graças a isso, o impulso elétrico gerado nela pode viajar até outras células ou tecidos.

Partes do neurônio

A parte central do neurônio é o soma, o lugar no qual é realizada toda a atividade metabólica. O soma contém o núcleo celular junto com outras microestruturas e organelas celulares, responsáveis por manter o neurônio com vida.

Os dendritos são ramificações que surgem do soma neuronal e conferem uma aparência arbórea à célula nervosa. Eles constituem a área principal de recepção de informações. A árvore dendrítica possui várias bifurcações que permitem a um neurônio se conectar com os axônios de outros neurônio e, assim, se comunicar com eles. A informação é transmitida graças ao fato de que os dendritos possuem uma série de neuroreceptores ao longo da sua membrana. Apesar de a comunicação ocorrer comumente entre axônios-dendritos, também pode se dar de outras maneiras (axônio-axônio ou axônio-soma).

O axônio vem do soma, a partir de um segmento grosso denominado como axônico. A função dele é integrar toda a informação captada pelo neurônio para, em seguida, transmiti-la aos outros. No final do axônio, estão os chamados botões terminais, que são responsáveis por se conectar com os dendritos dos outros neurônios.

Neurônios

Sinapse ou comunicação neural

Uma vez entendida a estrutura do neurônio, é essencial compreender como os neurônios se comunicam entre si. A comunicação dos neurônios é realizada por meio da sinapse. Esse processo costuma ocorrer através da conexão axônio-dendrito, mas, como já mencionamos anteriormente, é possível ocorrer outros tipos de comunicações.

Ao nível morfofuncional, a comunicação é classificada em sinapse elétrica ou química. E, apesar de ser possível encontrar várias sinapses elétricas, principalmente nas conexões com musculatura lisa, a grande maioria das sinapses no sistema nervoso dos mamíferos são do tipo químico.

Nas sinapses elétricas estão envolvidas estruturas chamadas conexinas, que são canais iônicos que ligam os neurônios e permitem a passagem da corrente elétrica entre elas. A vantagem desse tipo de sinapse em relação à química é a ausência de atraso na transmissão da informação. A desvantagem é que a qualidade e a capacidade da informação é muito menor do que no outro tipo de sinapse.

Nas sinapses químicas, o aspecto essencial é a existência de substâncias chamadas neurotransmissores ou neuromoduladores (como a dopamina). Essas substâncias estão armazenadas no terminal axônico, esperando a ordem para serem liberadas. Assim que se desprendem no espaço intersticial de dois neurônios, esses neurotransmissores se ligam a uma série de receptores que modulam a atividade neuronal. Há inúmeros neurotransmissores, cada um deles com consequências e funcionamentos distintos.

O estudo aprofundado das características dos neurônios nos ajuda a explicar vários processos. Graças às pesquisas em neurociência, conseguimos conhecer com profundidade os mecanismos neurais da aprendizagem, da percepção, das emoções, etc.

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