As coisas boas chegam para quem sabe esperar

As coisas boas chegam para quem sabe esperar

18, abril 2016 em Psicologia 4988 Compartilhados
As coisas boas chegam para quem sabe esperar

As coisas boas chegam para aqueles que sabem esperar, que conhecem o valor da paciência, que tingem os seus frutos de esmero e de resistência. Acontece que tudo aquilo que exige moderação ergue ao nosso redor uma áurea de entusiasmo e esperança.

Adoro essas pessoas que sabem que entre “plantar e colher” existe um tempo de “regar e esperar”. Porque é vital se realinhar frente ao desespero, não se confundir quando topamos com a incerteza de não saber quando chegará tudo aquilo que desejamos.

Lembre-se de que a primavera sempre volta trazendo coisas boas

Lembro-me de um inverno em que meu pai precisava de lenha, então procurou uma árvore morta e cortou. Mas logo, na primavera, com surpresa viu que o tronco murcho dessa árvore tinha brotos como novos galhinhos. Então meu pai disse:

– Eu tinha certeza de que essa árvore estava morta. Tinha perdido todas as folhas no inverno. Fazia tanto frio que os galhos se quebravam e caiam como se o velho tronco não tivesse nem um pingo de vida. Mas agora percebo que aquele tronco ainda tinha vida.

E se virando para mim, me aconselhou:

– Você nunca se esqueça desta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Nunca tome uma decisão negativa em tempos de adversidades. Nunca tome decisões importantes quando estiver no seu pior estado de ânimo. Espere. Seja paciente. A tempestade irá passar. Lembre-se de que a primavera voltará.

disco-e-beija-flores

Tudo passa, tudo chega, tudo se transforma

Toda recompensa chegará, pois o tempo se encarrega de fechar as portas do indesejável, de nos ajudar a combater a angústia e de reavivar as nossas esperanças. Por isso chegará o momento no qual, ao acordar, os nossos desejos terão ganho e chegará o bom a nossas vidas.

Com certeza você já ouviu mais de uma vez esse ditado que diz “não cometa o erro de tomar decisões permanentes por causa de emoções passageiras”. Esta frase carrega o grande valor da paciência, da capacidade de se acalmar e de ganhar perspectiva.

Porque se agirmos sem esperar o melhor momento, provavelmente estaremos jogando pedras no nosso próprio telhado, o que fará com que o nosso teto venha abaixo e custemos a encontrar esperança entre os nossos próprios escombros emocionais.

frasco-com-borboletas

Trabalhar a paciência e conhecer a si mesmo

Saber esperar requer primeiramente a paciência de conhecer a si mesmo, de parar para refletir e se sentir seguro consigo mesmo. Estas são as características que devemos potencializar para contemplar o mundo com melhor entendimento e sensatez.

Assim, a paciência é um dom que requer o conhecimento da impulsividade e da falta de reflexão. Somente através dela alcançaremos aquilo que desejamos sem pagar por isso um alto preço. Mas, o que podemos fazer para cultivar a nossa paciência, nos tornarmos cada vez mais prudentes e sabermos esperar?

Respirar

Respirar de forma profunda sempre é um bom recurso para refletir. Digamos que, de alguma forma, estamos oferecendo uma pausa ao nosso diálogo interior.

Descubra a razão da sua pressa e da sua impaciência

Pense nos motivos que o levam a agir de forma impulsiva e impaciente. Organize o seu tempo e repense as suas prioridades. Isto ajudará você a se conhecer e a se acalmar nos momentos intensos.

Identifique quais coisas ou pessoas intensificam a sua impaciência

Às vezes as pessoas ou as situações do nosso entorno geram em nós um conflito que nos força a agir sem pensar. Pense nisso e procure resolvê-lo ou considerá-lo.

A sua impaciência é útil? É justificada?

Responda a estas duas perguntas de forma totalmente sincera e procure com calma aqueles padrões de comportamento que se repetem e que estão impossibilitando você de fazer a coisa direito.

Tome o seu tempo e espere o inesperado

Existem umas palavras de Jeff Foster que resumem perfeitamente esta questão: “Independentemente de quão ‘ruim’ as coisas fiquem, você sempre está sendo convidado a reduzir o seu ritmo, a respirar, a deixar de tentar resolver tudo, a sair das suas próprias conclusões, a respirar de novo…”

Cultivar o dom da paciência requer moderação como qualquer outro aprendizado. Por isso é preciso praticar a tolerância, a capacidade de ler o livro das nossas vidas, de escrevê-lo e reescrevê-lo e de desfrutar cada borrão e cada sorriso novo.
Compartilhar
Recomendados para você