A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza

A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza

Última atualização: 06 Março, 2016

A depressão e a ansiedade não são sinônimos de fraqueza. Tampouco são consequências de escolhas pessoais. Não podemos decidir se queremos ou não que essas condições nos acompanhem.

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A depressão e a ansiedade não são escolhas pessoais

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Como consequência disso, afundamos em um estado de ânimo ansioso, depressivo ou uma mistura de ambos, a partir do qual passamos a evitar ao máximo sair de casa, não nos sentimos bem fora do lar, nem realizando tarefas ou atividades que antes nos pareciam muito satisfatórias, e nem nos relacionando com as pessoas que nos rodeiam, etc.

Então tudo parece insuperável, mas podemos sair desse lugar. Nesse ponto precisamos de ajuda profissional que nos apóie com explicações que tragam coerência emocional à situação, e nos ajude a superá-la.
O mais importante é dar o primeiro passo do processo: pedir apoio psicológico para equilibrar nosso estado emocional e curar nossos pensamentos.

Os comentários que nos prejudicam

E nesse último ponto está o objetivo do nosso artigo de hoje: nossa relação com nosso entorno e com as pessoas que nos rodeiam muda. Essa não é uma situação cômoda para ninguém e, de fato, pode ser que nesse momento comecem a aparecer críticas e passem a nos invadir com comentários e atitudes repletas de incompreensão.

“Está assim porque quer”, “Anda, levanta e faz algo de útil da sua vida”, “Você é um frouxo ou uma frouxa”, “Você já tem idade para superar essas coisas infantis, “Não chore, não é pra tanto”, “É muita covardia”, “Enfrente a vida de uma vez e deixe de besteira” …

Esses tipos de frases alimentam ainda mais a tristeza, a apatia e a ansiedade no dia a dia. Digamos que esses comentários e atitudes se somam aos pensamentos negativos que contaminam nossa mente e, como consequência, a mente e o mundo da pessoa se tornam ainda mais negros.

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Dito de outra maneira, não podemos deixar que o tempo cure porque corremos o risco de que isso não aconteça e de que, pelo contrário, nossas feridas se abram e se inflamem ainda mais, que a infecção se prolifere e aprofunde o nosso problema.

Quem dera pudéssemos escolher não ter problemas, desfrutar de cada momento e sempre estar bem. Não podemos, no entanto, evitar e, claro, ninguém está livre do perigo.

O quanto antes compreendermos isso, antes aprenderemos a nos cuidar como merecemos e a não colocar mais lenha na fogueira dos problemas, a não incendiar nossa mente com um diálogo interno proveniente das opiniões sociais que desmerecem e menosprezam nossas emoções e os problemas com os quais nos encontramos, quando nos damos conta de que o mundo, na realidade, não é da cor preferida de todo mundo.