5 Dicas para educar sobre sexualidade

· maio 20, 2015

Estamos acostumados a transmitir aos nossos filhos carinho, afeto, e uma educação com base em conhecimentos e conselhos. Mas é muito importante que eles recebam conhecimento sobre o mundo a sua volta e também sobre esse universo mais privado, essa dimensão dos sentimentos, das emoções e expressões do próprio corpo, onde tanto o amor quanto o sexo são indispensáveis também para a formação da pessoa íntegra e feliz. Educação sexual é também uma forma de apreciar a vida, onde é indispensável saber entender, analisar e cuidar dos nossos corpos e das nossas relações.

Educar para prevenir, educar para ser feliz

Como pais, orientadores ou professores, sabemos que educar os adolescentes em matéria de sexualidade tem várias finalidades. As principais são evitar gravidez indesejada, prevenir doenças e formar nossos jovens com valores e sentimentos positivos sobre  o sexo, uma expressão que implica no entendimento de duas pessoas, que envolve compreensão e respeito. Para educar os nossos adolescentes sobre esse tema, muitas vezes é preciso revisar e valorizar as nossas próprias ideias, para, dessa forma, nos aproximarmos deles de forma simples e acessível, onde não existam barreiras, mas sim confiança. Como conseguir?

Conselhos para educar sobre sexualidade

1. A educação sexual não deverá ser iniciada exclusivamente aos 11 ou 12 anos, ou seja, nas idades em que aparece, por exemplo, a primeira menstruação, nos momentos que vemos que os nossos jovens começam a se abrir para o mundo e a requerer mais independência. Educação sexual requer ter confiança com os nossos filhos, liberdade para que eles possam se expressar, perguntar ou comentar. A confiança deve começar a ser conquistada desde quando ainda são pequenos, mediante um estilo de educação democrático, no qual as perguntas sempre sejam cômodas, onde as normas se dialoguem, onde não se limite unicamente para impor e se favoreça a comunicação e a escuta. A sexualidade não deve ser um tabu na família nem uma palavra proibida. Se for assim, podemos ter problemas com nossos jovens;  jamais teremos a sua confiança e ainda seremos evitados.

2. Não menosprezar os sentimentos dos adolescentes. Às vezes, nossos adolescentes sofrem frustrações amorosas. Eles são cada vez mais precoces, e é possível que tenhamos filhos com 11 ou 12 anos que já saibam o que é se apaixonar e ser rejeitado ou abandonado. A última coisa que devemos fazer é menosprezar essa experiência e fazer comentários como “isso não é nada, é uma besteira”. Jamais devemos cometer esses erros, pois seus sentimentos estão a for da pele e as primeiras experiências nunca são esquecidas, são muito importantes. Devemos nos importar e apoiá-los em todos os momentos, dando-lhes compreensão sem julgar, dando estratégias e oferecendo apoio.

3. Os adolescentes passam por várias etapas antes de se iniciar no sexo. Em primeiro lugar, atravessam um período de introspecção em direção ao seu próprio interior, em busca da sua própria identidade, dos seus sentimentos, do seu autoconceito, da sua identidade sexual…um processo em que, pouco a pouco, vão se abrindo aos seus amigos, colegas de classe, etc. Como pais, precisamos ser conscientes das suas relações e das suas necessidades; temos que apoiá-los diante de cada dúvida e de cada pergunta. Devemos tentar, na medida do possível, não deixar que o adolescente se feche em seu quarto o dia todo, preso no computador ou nas redes sociais. Deve sempre haver um momento do dia para conversar e valorizar o cotidiano, até aparecerem os comentários sobre seus amigos, suas relações… assim podemos intuir seu amadurecimento.

4. Educar para a amizade e para o amor é essencial para um desenvolvimento correto na sexualidade. É sempre recomendável associar o amor e a afetividade ao sexo, a uma expressão de sentimentos, onde haja compreensão e respeito. A introdução ao mundo dos contraceptivos deve ser feita de modo natural, e as primeiras relações sexuais costumam acontecer entre os 14 e 17 anos. Por isso, é recomendável oferecer com naturalidade algum contraceptivo, explicando o funcionamento correto e transmitindo confiança para que apareçam perguntas. Mais que isso, os especialistas recomendam que compartilhemos experiências pessoais de quando éramos adolescentes, para fazer com que vejam que as dúvidas são sempre normais e até necessárias.

5. Devemos levar em consideração que os colégios não oferecem toda a informação, nem toda a educação. Os pais também são indispensáveis. Também é importante considerar que os “adolescentes não sabem tudo”; ter acesso à internet não vai solucionar todas as suas dúvidas, de forma alguma. Os jovens precisam de apoio e confiança para que possam fazer perguntas. As crianças obtêm muita informação por muitos canais: televisão, amigos, redes sociais. Mas devemos lembrar que 70% dessa informação não é útil.

O segredo da verdadeira proteção, saúde e compreensão da sexualidade é o próprio conhecimento, e nós podemos facilitá-lo se tivermos a confiança de nossos filhos.