Diga-me como falas e te direi como és (8 tipos de personalidade)

· julho 31, 2015

“Ouço e esqueço. Vejo e me lembro. Faço e compreendo.”

Provérbio chinês

É de conhecimento geral que nossa personalidade tem uma influência direta na maneira como nos comunicamos.  Dado que somos animais de tendências, é preciso que conheçamos as opções mais comuns para saber como agir com cada tipo de pessoa.

Assim, torna-se verdadeiramente útil e interessante saber como podemos nos comportar frente a comunicadores tóxicos que só querem discutir ou que sempre querem ser os donos da razão. Como veremos a seguir, a paciência, a assertividade e a empatia  são aspectos comuns que sempre devemos manter.

Tipos de personalidade

1. O indeciso

Costumam ter muitas dúvidas e serem inseguros, de modo que requerem muita atenção e dedicação para que nos interpretem de forma correta. São pessoas que buscam ter muitas opções na hora de agir, para evitar o arrependimento. Por exemplo, comparam muitos produtos no supermercado antes de decidir qual comprar.

Pode ser complicado relacionar-se com eles. Não é ideal impor um ponto de vista adequado ou mostrar segurança excessiva, pois se prenderão a isso e impedirão seu desenvolvimento. O melhor é fomentar a traquilidade e a confiança com palavras que favoreçam a cooperação e a empatia.

É preciso evitar fazer o indeciso se sentir diferente demais por sua indecisão.  Não devemos ser muito concretos nem polir demais o comentário que quisermos fazer, já que é provável que ele se concentre nos aspectos que não são muito relevantes.

2. O silencioso

Esse tipo de pessoa não nos oferece informação sobre suas emoções, nem positivas nem negativas. Guardam-nas para elas mesmas, da mesma forma como fazem com suas opiniões. Costumam refletir muito sobre a situação em que vivem, nos observam e analisam quais são nossas características principais.

A atitude que mais facilitará nossa relação com eles é uma disposição empática e amável. A melhor forma para que percebam que nos interessamos por eles e para que se sintam confortáveis é que façamos perguntas fechadas… ou seja, que favoreçam respostas do tipo SIM ou NÃO.

O fato de serem pessoas que falam pouco ou nada, faz com que pensemos que não nos escutam e, por isso, acabamos elevando a voz. Isso é bastante incômodo e devemos evitar agir dessa forma. Além disso, caso se animem a fazer algum comentário, é melhor que não os interrompamos.

3. O egocêntrico

Trata-se de uma pessoa que acha que sabe de tudo e que nos faz acreditar que tem uma opinião firme e fundada sobre qualquer tema do qual falemos. Mostra-se superior, não aceita conselhos e sempre tenta controlar a situação.

Trata-se de um tipo de personalidade tóxica para si mesmo, em primeiro lugar. As únicas coisas que os agradam são os elogios e, a todo momento, fazem alusão a seus grandes conhecimentos sobre o quer que estejamos falando, menosprezando o que os demais dizem.

Para nos relacionarmos com eles e não “morrermos’ na tentativa, devemos ser muito objetivos e concretos, provando nosso conhecimento com informações concretas. O segredo é mostrar assertividade, ser empático e ouvi-los, para facilitar uma boa interação.

Se considerarmos que a pessoa egocêntrica é superior às nossas forças, devemos nos retirar de forma sutil. Devemos evitar interromper de forma radical uma conversa, discutir, mostrar impaciência ou desconhecimento.

Conheça mais sobre seu tipo de personalidade

4. O reflexivo

Esse tipo de pessoa tende a procurar uma grande quantidade de informação sobre o tema em questão. Ao nos relacionarmos com eles, é preciso que sejamos pacientes e disponibilizemos a informação que temos de forma objetiva e completa.

É importante que deixemos que eles pensem e nos adaptemos ao seu ritmo, caso queiramos ter uma conversa fluída. Devemos evitar a pressa, pois ela é uma má conselheira, além de ser inadequado obrigar estas pessoas a falar, pois podemos deixá-las nervosas.

5. O conversador

Esse tipo de pessoa gosta de falar sobre qualquer coisa; tanto faz o assunto a ser tratado. Podem saltar de um tema a outro de forma constante, por isso requerem muita atenção.

Sempre se interessam e levam em conta o que os demais têm a dizer. Por esse motivo, ao nos relacionarmos com eles, é importante que sejamos concretos. É preciso manter o entusiasmo e não devemos nos mostrar cansados ou abatidos.

6. O discutidor

Estamos outra vez diante de um tipo de personalidade que pode nos afogar. Esse tipo de pessoa, em sua louca vontade de contrastar e discutir sobre tudo, pode acabar sendo chato, nos fazendo sentir dúvidas e responsabilidades.

Essas pessoas são rodeadas de uma nuvem tóxica, com ares de superioridade e de grandeza, que podem colocar um limite em nossa paciência.

É importante nos manter firmes e demonstrar dados que reforcem nossa opinião, para que estas não sejam engolidas pelo ego do discutidor. Não é aconselhável entrar em discussões ou mostrar fraqueza, assim como também não é adequado deixar-se impressionar pelos sarcasmos ou críticas pessoais.

7. O tímido

As pessoas reservadas não costumam nos olhar nos olhos e impõem grandes distâncias entre elas e os demais. A postura que mantêm costuma ser encurvada e sugerem certa insegurança. Têm muita dificuldade em perguntar por medo de fazer papel de ridículos e por se sentirem temerosos ou ansiosos.

Podemos aumentar a segurança dessas pessoas propondo e reforçando o positivo, dando conselhos e oferecendo ajuda para que se sintam cômodas e livres.

O segredo é propor um contexto tranquilo e favorecer o contato visual progressivo, assim como uma comunicação não verbal, que não invada a intimidade do outro. O olhar fixo não é aconselhável, pois pode prejudicar a possibilidade da pessoa se abrir conosco.

8. O incrédulo

De novo, topamos com pessoas que “vampirizam” a comunicação. Elas mantêm uma atitude defensiva constante, maximizam o negativo e minimizam o positivo.

Costumam estar predispostos a não mudar de opinião, por isso não têm interesse em discutir e tendem a fazer alusão a uma tentativa de manipulação por parte do interlocutor.

É importante que sejamos muito objetivos na hora de falar com eles, para não darmos opção de má interpretação; dada sua tendência de fazer uma montanha com um grão de areia, devemos ser cautelosos, assertivos, empáticos e confiantes.

A paciência é a mãe da ciência, por isso devemos manifestar tranquilidade e não devemos deixá-los sós, pois isso poderia reforçar a ideia que têm sobre a falta de atenção.

Créditos da imagem: nuvolanevicata