O direito de decidir é meu

· novembro 5, 2016

Viver é decidir. Desde que acordamos até nos deitarmos passamos por diversas situações nas quais precisamos fazer escolhas. Às vezes a escolha é simples: “O que eu visto hoje? O que preparo para comer?” Mas, em outras situações, decidir entre uma opção ou outra pode causar mudanças importantes nas nossas vidas.

Nossas circunstâncias mudam segundo as opções que escolhemos. Nós mesmos moldamos nossas vidas e nosso jeito de ser em função do que fazemos. Escolher o que estudar, que carreira seguir, onde morar ou com quais pessoas queremos estar são decisões importantes que influenciarão o nosso presente e futuro.

Seríamos as mesmas pessoas se em vez de termos escolhido certa faculdade ou profissão tivéssemos escolhido outra? O que teria acontecido se quando conhecemos uma determinada pessoa a tivéssemos deixado ir embora? Como seriam as nossas vidas se não tivéssemos colocado um ponto final naquilo que já tinha acabado?

Somente eu posso decidir sobre o que me afeta

É óbvio que não podemos decidir sobre todas as coisas que acontecem no mundo. É preciso levar em consideração quem decide e sobre o que decide. Não podemos fazer escolhas sobre aspectos que não temos incumbência, e assim como os outros precisam respeitar nossas opções, nós precisamos respeitar o que outras pessoas escolhem.

Contudo, existem aspectos que nos preocupam diretamente. Escolhas que só nós mesmos precisamos fazer porque afetam somente a nós. Com que pessoa queremos estar ou quem deixamos para trás, o que fazer com o próprio tempo ou o próprio corpo são assuntos sobre os quais cada um de nós pode e precisa decidir.

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Até quando não queremos decidir, estamos decidindo. É o paradoxo do ser humano, constantemente comunicamos nossas intenções mesmo que não queiramos fazê-lo. Não tomar decisões já é em si mesmo uma decisão, a decisão de postergar alguma coisa ou de não fazê-la.

Somente eu conheço as minhas circunstâncias

Às vezes quando fazemos ou dizemos alguma coisa nos sentimos julgados pelos outros. É possível que aquilo que queremos fazer não seja compartilhado por aqueles que nos rodeiam, e isso pode fazer com que as pessoas ao nosso redor opinem sobre o que deveríamos ou não fazer.

Apesar das boas intenções daqueles que nos apreciam, nós precisamos decidir. Podemos pedir a opinião dos outros e ouvi-los pacientemente, mas na hora de escolher a responsabilidade será exclusivamente nossa.

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Somente nós mesmos conhecemos as nossas circunstâncias. Você pode passar os seus sapatos a outra pessoa para que experimente por um momento o que você sente, mas mesmo que possa passar pelas suas sensações, o fará por apenas um instante. Só você sabe o que é andar nos seus próprios sapatos dia após dia, o caminho que você percorreu, onde você chegou e em qual direção você deseja ir.

Certa ou não, será a minha decisão

Quando tomamos decisões importantes, duvidamos. A dúvida quando temos várias opções é praticamente inerente ao ser humano. Não existem certezas absolutas, ninguém pode garantir que aquilo que escolhemos seja uma boa ou uma má decisão, contudo, não há forma de saber se uma decisão é boa ou não se não for tomada.

Uma vez que escolher, talvez você acerte, ou talvez não, mas nunca saberá o que o espera enquanto não se atrever a dar o primeiro passo. As dúvidas e o risco de errar sempre estarão ali. A única forma de não errar é não fazendo nada, não decidindo, não escolhendo, não avançando.

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Temos o direito de decidir por nós mesmos sobre aquilo que nos afeta diretamente. Precisamos respeitar os outros nas suas decisões assim como precisam nos respeitar e, principalmente, seja qual for a decisão, o mais importante é fazermos o que realmente queremos fazer.

“É muito melhor a pessoa errar sendo livre do que acertar acorrentada.”
-Thomas H. Huxley-