Expectativas muito altas nos impedem de desfrutar as pequenas coisas

Expectativas muito altas nos impedem de desfrutar as pequenas coisas

13, outubro 2016 em Emoções 3 Compartilhados
Ter expectativas muito altas nos impede de desfrutar as pequenas coisas

Na vida costumamos querer sempre mais, e isso até certo ponto é um estímulo para conseguir o que desejamos. As expectativas são subjetivas e parciais, e não podemos confundir o fato de sermos ambiciosos no que concerne aos nossos objetivos com o de esperar mais de algo que é alheio a nós. Pouco a pouco vamos nos dando conta de que algumas coisas não são como esperávamos e como idealizamos nas nossas amizades, relações e projetos.

Um estudo recente relaciona a personalidade esquiva com a pouca habilidade de desfrutar da vida. Uma das características destas pessoas é a capacidade de distorcer com facilidade os estímulos neutros e identificá-los de forma negativa, além de precisarem de uma constante aprovação por parte dos outros.

As expectativas são uma faca de dois gumes que temos que saber manejar da forma que mais nos convém. Por vezes elas são o incentivo necessário para nos ajudar a avançar, e em outras são o caminho mais rápido em direção à decepção pessoal. Manter as expectativas positivas em relação a algo equivale a nos sentirmos esperançosos, antecipando o desfecho satisfatório de determinada situação. O perigo surge quando pecamos de um excesso de otimismo, embora seria mais apropriado chamar de ilusão.

Humildade, a receita contra as expectativas irreais

A humildade pode ser definida como sendo o conhecimento sobre as nossas próprias fraquezas e limitações e agir em conformidade com elas. Podemos sentir orgulho de nós próprios e reconhecer os nossos sucessos ou melhorias sem que isto nos faça sentir superiores em relação aos demais seres humanos. Todos deveríamos nos esforçar diariamente para “cultivar” a nossa humildade.

Cultivar a humildade irá nos afastar do orgulho desmedido. Uma pessoa arrogante ou muito orgulhosa esconde a sua falta de conhecimento para lidar com determinadas situações. A arrogância implica a satisfação excessiva para contemplação própria, o ser arrogante se sente melhor e mais importante do que os outros, e por isso as suas metas deverão ser sempre mais e melhores que a dos demais, chegando por vezes a definir metas pouco coerentes com as suas capacidades superestimadas.

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As pessoas humildes são autênticas, sem complexos e com autoestima alta. São pessoas tão seguras de si mesmas que não precisam gritar o quão grandes são a todo mundo, a toda a hora. São pessoas que se envolvem, que contagiam esperança e paixão, e que desfrutam do seu dia a dia.

Praticar a gratidão irá nos ajudar a valorizar as pequenas coisas

Praticar a gratidão é uma das atitudes mais importantes que podemos adquirir e uma grande fonte de bem-estar. Além dos nos fazer sentir bem e fazer os outros se sentirem bem, ela nos permite abordar a mudança e o desenvolvimento com consciência e serenidade, nos afastando das urgências.

Existem pessoas que parecem capazes de agradecer por tudo o que a vida lhes coloca no caminho sem grande esforço, e no entanto há outras a quem custa imensamente fazer isso, pois nunca aprenderam como fazê-lo. As atitudes de queixa e insatisfação permanentes nos levam a não nos sentirmos realizados ou contentes com o que temos. 

Por mais coisas que consigamos alcançar ou adquirir, se apenas nos fixarmos no que não temos em vez de agradecer pelo que temos, estamos condenados à infelicidade. A gratidão é uma atitude que nasce da humildade, portanto para ser uma pessoa grata é preciso ser primeiramente humilde, qualidade essa que as pessoas permanentemente insatisfeitas não costumam ter.

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Expressar gratidão a partir de um simples sorriso ou “obrigado” faz com que a outra pessoa saiba que a sua presença, as suas palavras, os seus atos são importantes e que, de alguma maneira, ela nos ajuda com o que faz. Trata-se de demonstrar respeito e de valorizar o que os outros fazem por nós, independentemente de qual seja a sua motivação para fazer isso.

Se esperamos acordar todas as manhãs, é pouco provável que nos sintamos agradecidos por estar vivos.
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