Fará parte da minha vida quem me mostrar que me faz bem

Fará parte da minha vida quem me mostrar que me faz bem

Última atualização: 04 maio, 2022

“Devem fazer parte de minha vida aquelas pessoas que somam, contribuem e têm a intenção de me fazer bem”. Esta é uma das mensagens que devemos transmitir para nós mesmos quando nos sentirmos decepcionados.

Em nossas relações, nem tudo é cor-de-rosa e, às vezes, os conflitos que temos com os outros nos machucam e nos subjugam. Isso pode ser algo perfeitamente normal, desde que consigamos resolver a situação adequadamente.

No entanto, às vezes, a falta de reciprocidade, as más ações e a negatividade nos fazem pensar que talvez tenhamos que tomar decisões e seguir caminhos separados.

O difícil momento da separação

Algumas separações são vitais para o nosso crescimento. No entanto, dizer adeus é muito difícil, ainda mais quando nessa despedida também temos que deixar para trás uma parte importante da nossa essência.

Nesse sentido, quando nos soltamos e tomamos a decisão de colocar um ponto final, devemos primeiramente agradecer pelo que aprendemos e desaprendemos dando voltas e voltas por algo que não nos fez bem. Assim, outra maneira de dar sentido às separações é entender que tudo, absolutamente tudo, faz com que possamos aprender e nos mostra algo que não vemos.

“A vida é potencialmente significativa até o último momento, até o último suspiro, graças ao fato de que se pode extrair significado até mesmo do sofrimento.”

-Viktor Frankl-

Quando o desamor nos machuca

Ser uma pessoa que não é amada gera em nós duas feridas graves, a do abandono e a da humilhação. A segunda é mais difícil de reconhecer porque envolve trazer o sofrimento à luz e tornar nosso o que consideramos um fracasso, mas que, na verdade, é algo que nos torna pessoas.

Que alguém por quem colecionávamos motivos e por quem éramos artífices de histórias maravilhosas não nos faça bem e não nos ame supõe uma ruptura em nossos padrões afetivos.

Isso nos desorienta e, durante um tempo, só conseguimos ouvir o eco de um rufar de tambores que nos frustra e que não sabemos fazer parar porque não conseguimos adivinhar de onde vem ou como nos comunicar com eles.

Por mais que amemos a nós mesmos, por mais que nos conheçamos e por mais determinados que sejamos com nossas decisões, tomar a decisão de dizer adeus sempre é algo tremendamente doloroso.

Mulher olhando para um coração e pensando em sua vida

“Sempre é preciso saber quando acaba uma etapa da vida. Se você insistir em permanecer nela mais tempo do que necessário, perderá a alegria e o sentido do resto. Fechando ciclos, ou fechando portas, capítulos, como quiser chamar.

O importante é poder fechá-los e deixar ir momentos da vida que vão se enclausurando.

Não podemos estar no presente ansiando o passado. Nem sequer nos perguntando o porquê. O que aconteceu, aconteceu, e é preciso soltá-lo, se desprender. Não podemos ser eternas crianças, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.

Fatos acontecem e você tem que deixá-los ir!”

-Paulo Coelho-

Não voltamos a ser os mesmos depois de um adeus

Nas despedidas, sempre há algo que se quebra dentro de nós, que estilhaça as nossas ilusões, as nossas esperanças e os nossos sentimentos. Essa parte nunca mais será a mesma, nunca mais será reconstruída ou amanhecerá conosco todos os dias.

Isso nos faz sentir nostalgia e uma tristeza profunda, gerando fantasias sobre o que poderia ter sido e não foi, além de um tremendo medo da separação que nos empurra a nos agarrar ao impossível.

feridas

Afinal, fechar as portas da nossa vida para alguém constitui um luto e um processo que vivenciamos como tal. Porém, esse tipo de despedida é necessário para nos reencontrarmos e realocarmos a nossa afetividade e nosso ser emocional.

As pessoas mudam e, juntamente com elas, também mudam as nossas relações no mundo. Isso acontece ainda que todos os nossos esforços se voltem para evitar que isso aconteça. No entanto, dizer adeus a esses relacionamentos que não são bons para nós e que não têm remédio é nosso salva-vidas.

Por isso, quando percebemos que algo não vai bem e que os bons sentimentos se destacam pela ausência sem motivo, é importante repetirmos para nós mesmos que temos a capacidade de escolher quem queremos na nossa vida e quem deve deixá-la.

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