5 surpreendentes fatos científicos sobre o amor

23 Setembro, 2020
Existem muitos fatos científicos sobre o amor que podem ir contra aquela visão mágica manifestada por grande parte do cinema e da literatura. Aqui estão alguns deles.

Cada vez mais fatos científicos sobre o amor são conhecidos, e muitos deles são surpreendentes. Pesquisas a esse respeito permitiram constatar que esse sentimento que poetas e cantores declaram tem muito mais a ver com o cérebro e os hormônios do que com sonhos e ilusões.

Os fatos científicos sobre o amor nos lembram que a paixão é física, química e biológica. É claro que não se reduz a isso, porque também adquire um significado dentro da mente e molda percepções sobre a vida e as relações com os outros.

O amor romântico é e será uma fonte de motivação e sonhos. Enriquece a vida, nos deixa mais criativos e mais felizes. Além disso, os fatos científicos sobre o amor explicam que esse sentimento provoca reações fisiológicas interessantes, e que quase ninguém escapa do seu feitiço.

“O verdadeiro amor é como os espíritos: todos falam sobre eles, mas poucos os viram.”
-François de la Rochefoucauld-

Casal apaixonado ao ar livre

Fatos científicos sobre o amor

1. O amor é como uma embriaguez

Quando as pessoas dizem que estão “embriagadas de amor”, talvez essa ideia deva ser entendida literalmente. Um estudo publicado pela revista Neuroscience and Biobehavorial Reviews em 2015 observou que os sentimentos amorosos são sentidos “de maneira similar a uma embriaguez”.

A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Birmingham indicou que, durante a paixão, há uma alta liberação de ocitocina, também conhecida como “o hormônio do amor”. O efeito que essa substância causa no corpo é muito semelhante ao da ingestão excessiva de álcool.

2. Pode modificar o cérebro

Uma equipe de cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hanui publicou um estudo interessante na revista Frontiers of Human Neuroscience. Nele, foi divulgado um experimento realizado com 100 voluntários, entre os quais havia pessoas apaixonadas, pessoas que haviam terminado um relacionamento recentemente e pessoas solitárias.

Os cérebros dessas pessoas foram examinados por meio de ressonâncias magnéticas e foi descoberto que os apaixonados tinham uma maior atividade cerebral nas áreas relacionadas à motivação, à recompensa e às habilidades sociais. Seus cérebros eram nitidamente semelhantes ao cérebro de pessoas viciadas.

3. Não tem nada a ver com chocolate

Existe uma crença de que as tristezas do amor são mais fáceis de esquecer quando se come chocolate. Aparentemente, esse alimento teria alguns componentes que equilibram o efeito químico que a ausência do ser amado provoca no cérebro. Por isso, quem passa por uma decepção não para de comer chocolate em todas as suas formas.

Um dos fatos científicos sobre o amor indica que essa crença é absolutamente falsa. É verdade que o chocolate contém feniletilamina, uma substância que também aparece durante a paixão. No entanto, a questão é que o amor faz com que ela seja produzida naturalmente; quando ingerida pelo trato digestivo, perde todo o seu efeito.

4. Faz sentir borboletas no estômago

Se uma pessoa ama outra, talvez possa dizer que a ama “de todo o coração”. A verdade é que o estômago também deve ser adicionado a essa descrição, conforme revelam alguns fados científicos sobre o amor. O famoso bater de asas das borboletas no estômago existe e é sentido na presença da pessoa amada.

É uma espécie de formigamento, sentido como se fosse um “medo feliz”. A ciência revelou que isso ocorre porque há uma associação entre o cérebro e o sistema digestivo. Se você gosta de uma pessoa, vê-la pode desencadear muitas reações fisiológicas. Entre elas, estão as pulsações leves e rápidas no estômago.

Bolhas de sabão em forma de coração

5. A monogamia em animais

Esse fato científico não tem a ver com o amor, em sentido estrito, e sim com a fidelidade. Como se sabe, existem algumas espécies de animais que escolhem um(a) parceiro(a) e ficam com ele(a) até a morte. Mas por que fazem isso? Na verdade, seus motivos não são especialmente românticos.

Em alguns casos, isso acontece porque existem poucos espécimes. Outras vezes, tem a ver com os filhotes serem muito vulneráveis ​​a um ambiente hostil. Nesse sentido, a vida conjunta aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes. As informações disponíveis indicam que apenas 5% das espécies são monogâmicas e que, em todos os casos, essa monogamia se deve a uma razão prática.

Seja como for, o amor é e continuará sendo um estado fabuloso. Um estado que nos faz sentir intensamente cada sensação. Também faz com que sejamos mais dinâmicos e sensíveis. Seja por razões químicas, físicas, biológicas ou semânticas, o amor sempre vale a pena.

Orizano, A. N. L., & Zacarias, J. M. P. (2017, June). Las Neurociencias del Amor. In 6ta Jornada Científica de estudiantes-FACISAL.