As frases mais interessantes de George R. R. Martin

12 Abril, 2020
Há muita magia e profundidade nas frases de George R. R. Martin. O criador da história que deu origem a Game of Thrones é um leitor voraz, que exalta a inteligência, a criatividade e os grandes valores humanos.
 

As frases de George R. R. Martin têm aquele toque especial que caracteriza os escritores que se movem entre a dura realidade e a mais mágica das fantasias. Este autor americano criador da trama de Game of Thrones é, definitivamente, um dos mais originais da atualidade.

Ele é um escritor prolífico que teve os primeiros sinais de fama nos anos 60. Mais tarde, começou a combinar a sua escrita tradicional com a criação de roteiros para Hollywood. Por isso, muitas das frases de George R. R. Martin têm um toque de espetacularidade.

“Se você cortar a língua de um homem, não mostrará que ele estava mentindo: demonstrará apenas que não quer que o mundo ouça o que ele pode dizer”.
– George R. R. Martin –

Muitos não sabem que ele foi roteirista da famosa série de televisão A Bela e a Fera. Nos seus roteiros e nas suas histórias fantásticas, já era visível a presença de um dos grandes nomes da literatura de ficção científica. Hoje, compartilharemos algumas das frases mais interessantes de George R. R. Martin.

O leitor

Esta frase é um belo elogio para os leitores. Ele diz: “Um leitor vive mil vidas antes de morrer. Quem nunca lê vive apenas uma”. Com esta metáfora, expressa o significado da leitura: a vivência de um grande número de aventuras e mundos a descobrir.

A leitura é uma forma de viajar no tempo e no espaço. Você pode se deslocar para o passado, para o futuro e visitar qualquer lugar do planeta, ou fora dele. Às vezes, a interação com um livro é tão grande que, literalmente, nos percebemos como parte da história. É uma maneira de viver outras vidas.

 
As frases de George R. R. Martin

Uma das frases de George R. R. Martin sobre o mundo

George R. R. Martin é um escritor dotado de grande imaginação, mas as suas criações não deixam de ter um profundo realismo. Por mais que utilize situações que não existem de forma concreta, os mundos que propõe são governados por uma lógica perfeitamente provável.

Nesta frase, por exemplo, vemos a marca de um dos princípios da teoria do caos. Nela, ele diz: “O mundo não passa de uma grande teia de aranha, e basta tocar um fio para que outros vibrem”. Ele se refere à linha invisível que liga os acontecimentos aparentemente isolados um do outro. Cada fato tem efeitos universais, de um jeito ou de outro.

Os livros

Um dos temas recorrentes nas frases de George R. R. Martin são os livros. Afinal, ele se tornou um leitor apaixonado desde criança. Ele declarou que foram os livros e a leitura que nutriram a sua capacidade de criar as histórias que o tornaram famoso.

Nesta frase, se refere a eles: “Uma mente precisa de livros assim como a espada precisa de uma pedra de afiar para conservar o fio”. Note que ele não fala de aprendizado, nem de informação, mas especificamente da leitura como um alimento da inteligência.

 

O que os deuses fazem

O mundo de George R. R. Martin é povoado por seres fantásticos, às vezes temíveis, às vezes maravilhosos. Além disso, a sua literatura é uma combinação de ficção científica, fantasia e terror. Isso faz com que as suas histórias sempre tenham elementos mágicos que, ao mesmo tempo, nos aproximam do mundo real, como é o caso da boa arte.

Esta frase de George R. R. Martin diz: “Os deuses dão com uma mão e tiram com a outra”. Nela, fala sobre o equilíbrio que há no que chamamos de destino ou sorte. Em geral, quando você obtém algo, perde outra coisa ao mesmo tempo. Este é o trabalho dessa lógica invisível que Martin chama de “deuses” e que corresponde ao equilíbrio que acompanha os fatos.

O mundo da fantasia

Os falsos guerreiros

As histórias de George R. R. Martin geralmente têm um toque épico e heróico. Por isso, obviamente, nunca falta a figura do guerreiro. É aquele ser que enfrenta as adversidades e passa por provas, motivado por um ideal, um objetivo ou uma paixão.

No entanto, há também uma versão prosaica do guerreiro. É o que Martin define na seguinte frase: “O guerreiro que luta por dinheiro é leal apenas ao seu bolso”. Isso corresponde ao mercenário, não necessariamente na guerra, mas em todos os tipos de realidades. Ele é uma mercadoria que pode ser comprada ou vendida.

 

George R. R. Martin faz parte desses novos criadores que utilizam uma linguagem inovadora para abordar o mundo. Além disso, o seu trabalho tem o que todo grande romance apresenta: profundidade e universalidade. Esperamos que ele continue escrevendo e nos surpreendendo com a sua imaginação.

  • Miller, L. (2012). ¡Ponte a escribir, George RR Martin!. VV AA Juego de Tronos. Un libro afilado como el acero Valyrio. Madrid, Errata Naturae, 5-31.