Greta Thunberg, a jovem ativista que quer fazer o mundo despertar

novembro 17, 2019
Greta Thunberg é a jovem que iniciou o movimento estudantil Fridays for future. Atualmente, ela surge como um símbolo inspirador que tenta desfiar os grandes líderes que olham para o outro lado diante da mudança climática.

É possível que a jovem ativista Greta Thunberg não salve o mundo do iminente desastre climático. No entanto, essa menina de 16 anos pode conseguir despertar toda uma geração e se erguer como uma figura capaz de desafiar os “homens ricos de terno”.

Talvez não vejamos resultados em breve, mas pode ser que no futuro esse inspirador movimento decorrente das Fridays for Future represente uma melhora em nosso planeta e ecossistema.

Às vezes, a nossa sociedade precisa de figuras midiáticas como Greta Thunberg. De algum modo, a maioria de nós não gosta dos líderes, mas tem predileção pelos símbolos. Essa jovem ativista sueca está moldando, com cada uma de suas atuações e audiências, um fenômeno que chega e transcende.

É a ‘menina verde’, é a jovem que quer mudar o mundo e a voz que está captando o humor vivido por milhares de pessoas.

Ela, obviamente, não está falando nada de novo, nada que a maioria de nós já não saibamos. A mudança climática é real, está acontecendo e as consequências podem ser irreversíveis. No entanto, a ativista Greta Thunberg está fazendo a mensagem chegar de outro modo.

Chamam atenção sua juventude, a contundência de seus discursos, sua postura séria e desafiadora e, sobretudo, o compromisso férreo que, segundo ela mesma, se deve à sua condição de Asperger.

Seja como for, essa jovem se tornou em um verdadeiro ícone, conseguindo fazer com que a mudança climática seja uma das principais preocupações dos estudantes.

 “Quero que entrem em pânico. Quero que sintam o medo que eu sinto todos os dias. E quero que ajam. Quero que ajam como fariam em uma crise. Quero que reajam como se nossa casa estivesse em chamas… porque está”.

A ativista Greta Thunberg

Quem é a ativista Greta Thunberg?

Greta Thunberg nasceu na Suécia em 3 de janeiro de 2003. Sua família é bastante conhecida no mundo das artes. Sua mãe, Malena Ernman, é cantora de ópera, e seu pai, Svante Thunberg, é um conhecido ator, assim como seu avô, Olof Thunberg.

Tudo isso nos levaria a pensar, sem dúvida, que, em vista do papel midiático de seu ambiente mais próximo, Greta poderia ser o resultado orquestrado de uma estratégia bem planejada.

No entanto, assim como seus pais já explicaram mais de uma vez, a filha sempre foi muito consciente em relação ao meio ambiente. A isso, acrescenta-se a síndrome de Asperger, que costuma fazer com que cada hobby, interesse ou preocupação se torne, frequentemente, uma verdadeira obsessão. Esse foi o caso de Greta Thunberg.

Foi ela que convenceu seus pais a se tornarem vegetarianos. Com 11 anos de idade, teve uma depressão profunda por causa da mudança climática. Ela se sentia abatida ao ver como os principais países do mundo continuavam com as mesmas políticas abusivas e prejudiciais em relação ao meio ambiente.

Quando estava no nono ano, negou-se a ir à escola. Queria que o governo sueco reduzisse as emissões de carbono com base no que foi estabelecido no Acordo de Paris.

Paralelamente, Greta também sofreu episódios de mutismo seletivo, padece de um transtorno obsessivo-compulsivo e não consegue evitar que o planeta, seu equilíbrio, defesa e bem-estar sejam sua máxima preocupação.

Greta Thunberg

Ninguém é pequeno demais para mudar o mundo

Neste ano, Greta publicou o livro No One is Too Small to Make a Difference (Nossa casa está em chamas: Ninguém é pequeno demais para fazer a diferença, editora Best Seller). 

Paralelamente, a jovem cruzou o Atlântico em um veleiro para comparecer à conferência sobre a mudança climática de Nova York, tentando aumentar a conscientização sobre a necessidade de reduzir nossas viagens de avião para evitar as emissões de CO2.

Mais uma vez, ela conquistou a atenção da mídia do mundo todo e criou hashtags. Despertou consciências ao falar de novo sobre os homens ricos com dinheiro que não se preocupam com as próximas gerações porque – de acordo com a própria Greta – estarão mortos antes que o planeta desabe.

Vale destacar, além disso, que é ela mesma quem escreve seus discursos, e foi ela quem iniciou sozinha essas greves na escola todas as sextas-feiras, até que pouco a pouco seus colegas de classe também passassem a fazer parte do movimento.

Ao longo dos meses, as Fridays for Future em defesa do clima cruzaram as fronteiras da Suécia para chegar ao mundo inteiro.

Novos tempos, novos líderes

Para concluir, um fato do qual estamos sendo testemunhas é que os novos símbolos transformadores não se parecem muito com os Luther Kings ou os Gandhis de antigamente. Hoje em dia, são as gerações mais jovens que mandam, como, por exemplo, Malala e a própria Greta Thunberg.

O alerta pela crise climática merece pessoas como ela, meninas e meninos comprometidos com seu discurso e seu objetivo.

Esperemos, portanto, que sua mensagem chegue e que nossos jovens sejam, no futuro, essa mudança que os adultos de hoje não iniciam, ao virarem o rosto para o outro lado.