Química sexual: cheiro e sensibilidade

Química sexual: cheiro e sensibilidade

15, julho 2015 em Psicologia 5 Compartilhados
Química sexual

A química sexual é mais do que apenas uma maneira de falar sobre a atração. A sutileza de determinadas chaves químicas ajuda a determinar por quem nos apaixonamos. A má notícia é que o nosso estilo de vida pode estar prejudicando a nossa atração sexual natural.

As psicólogos Rachel Herz e Estelle Campenni estavam conversando, trocando histórias sobre sua vida enquanto tomavam um café, quando Herz confessou algo inesperado: ela foi a prova viva de um amor a primeiro cheiro.

“Sabia que ia me casar com meu marido no momento em que senti seu cheiro”, disse Herz. “Seu cheiro fez com que eu me sentisse segura e ao mesmo tempo ativa, e estou falando sobre o seu cheiro corporal real, não colônia ou sabão. Nunca tinha me sentido assim com o cheiro de um homem. Estamos casados há oito anos e temos três filhos, e o seu cheiro é sempre muito sexy para mim”.

Os casais sempre testemunharam como o cheiro afeta seus relacionamentos. Uma das coisas mais comuns que as mulheres dizem aos conselheiros matrimoniais é: eu não suporto o seu cheiro, diz Herz.

A atração sexual ainda é um dos maiores mistérios da vida. Alguns pesquisadores acreditam que o cheiro poderia ser a constante cosmológica oculta no universo sexual, o fator que falta para explicar porque escolhemos nosso parceiro. Pode até mesmo explicar porque sentimos “química”, “faíscas” ou “eletricidade” com uma pessoa e não com outra.

Assim, a própria atração física poderia estar baseada no olfato. Muitas vezes descartamos a importância da comunicação através do cheiro, porque funciona em um nível muito sutil. Isso não é algo que se note, como o cheiro de uma boa carne de churrasco, diz Randy Thornhill, psicólogo evolucionista da Universidade do Novo México. Mas a capacidade do cheiro está aí e não é surpreendente encontrar o poder do cheiro no contexto do comportamento sexual

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Como resultado, podemos ser atraídos por qualquer desconhecido em uma situação cotidiana, mas não ter nem ideia do porquê, ou ao contrário, sentir-nos decepcionados em um encontro com alguém que parecia prometer mas não nos sentir atraídos por essa pessoa, apesar de tudo parecer perfeito.

Embora possamos permanecer parcialmente alheios aos sinais olfativos que estamos enviando e recebendo, uma nova pesquisa sugere que não somente estamos preparados para escolher um parceiro cujo cheiro nos é agradável, mas esta decisão tem profundas implicações biológicas.

Nos complexos rituais de acasalamento, muitos deles profundamente instalados em nosso cérebro, os sinais a base de perfumes nos ajudam a nos concentrar nas qualidades positivas do outro.

À primeira vista, a ideia da atração baseada no cheiro pode parecer hipotética e efêmera, mas quando, inconscientemente, ela interfere na transmissão das mensagens olfativas sutis que operam abaixo do nível da consciência, os resultados podem ser concretos e devastadores ao mesmo tempo.

Quando deixamos de lado o que nossos narizes nos dizem, podemos nos encontrar submersos nas associações que alimentam o descontentamento sexual e a infertilidade, entre outros.

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