Os limites só existem na sua mente - A Mente é Maravilhosa

Os limites só existem na sua mente

12, abril 2016 em Psicologia 6 Compartilhados
Os limites estão apenas em nossa mente

Os limites que impomos a nós mesmos na realidade não existem. São apenas crenças que fomos adquirindo desde que éramos crianças. São fronteiras que estabelecemos, fundamentalmente, com os ensinamentos dos nossos pais e professores, sem atingir o precipício que elas supostamente marcam.

Começar a superar o que nos limita é essencial para sentir a ideia acima, para que ela passe da cabeça para o coração. Existem disciplinas, como o acompanhamento ou a PNL (programação neurolinguística), que tratam precisamente de nos fazer ver onde estão estes limites e como superá-los.

“Todas as crianças nascem artistas. O desafio é que continuem a ser artistas depois que crescem.”
-Pablo Picasso-

Como e onde os nossos limites são gerados

Todos nascemos com uma genética que nos ajuda a fazer algumas tarefas melhor do que outras, mas isso não quer dizer que tenhamos que desistir das atividades em que somos piores. Portanto, a genética é a origem primária dos nossos limites.

O ambiente no qual nos movemos, a nossa família, os nossos amigos e a nossa educação são fatores essenciais que fazem aflorar muitos dos limites que impomos a nós mesmos, sem passar nenhum tipo de filtro reflexivo por eles. Todos estes fatores também influenciam a forma como descobrimos os nossos talentos e a forma como encontramos atividades que amamos.

Cabeça de arbusto presa em uma gaiola

No que diz respeito à educação, é importante destacar que, se observarmos as crianças, veremos que elas não têm nenhuma limitação em termos de tentar qualquer coisa que querem fazer, porque elas acreditam que são capazes de fazer tudo. Ken Robinson, educador e escritor britânico, diz que à medida que vamos crescendo, o sistema educacional vai nos preparando para o “mundo real”. Mas o que é o mundo real? É claro que não é a mesma coisa agora do que a anos atrás.

O problema é que o sistema educacional atual foi criado na época da industrialização: um período no qual eram necessários muitos especialistas em determinadas disciplinas relacionadas à produção material. O preço por incentivar estas matérias foi pago pela criatividade em áreas como a música, a escrita, o esporte, a dança, etc.

Paradoxalmente, atualmente vivemos em uma sociedade completamente diferente, mas a educação continua sendo a da época da industrialização. Assim, graças à estática do sistema educacional que temos, o que nos ensinam nas escolas é mais um dos fatores que nos impõem os limites mentais que assumimos.

“Toda criança é uma artista, porque toda criança acredita cegamente no seu próprio talento. A razão é que elas não têm medo de estarem erradas. Até que o sistema lhes vá ensinando pouco a pouco que o erro existe e que elas devem se envergonhar dele.”
-Ken Robinson-

O que devemos aprender para superar os nossos limites?

As crianças não têm medo de experimentar, de pensar de forma distinta, por isso é importante recuperar essa criatividade e aprender, ou reaprender, a pensar como uma criança, a criar sem medo, a não colocarmos limites a nós mesmos e a fazermos tudo o que amamos. Mas o que devemos aprender para eliminar os nossos limites?

Recuperar uma enorme capacidade de aprender

As crianças têm uma curiosidade inata pelas coisas que as rodeiam, olham tudo, tocam tudo e exploram tudo. Elas não deixam de se interessar por todo o tipo de coisas e, graças a isso, a sua capacidade de aprendizagem é imensa.

Superar o medo de errar

As crianças não têm medo de errar, elas vão adquirindo esse medo aos poucos, porque a sociedade vai transmitindo que isso é algo ruim. Também é necessário voltar a aprender que o erro nos pode proporcionar uma experiência muito valiosa, que um erro pode ser um sucesso em si.

Fazer as coisas com paixão

Desenvolver o que nós amamos fazer e colocar emoção nas coisas que fazemos vai melhorar muito os resultados que obtivermos. Se não amamos o trabalho que temos, talvez seja hora de mudar, de desfrutar realmente o que gostamos de verdade e trabalhar com isso.

Brincar

Criança brincando de voar

Uma criança aprende a brincar com qualquer coisa, desde uma simples caixa de papelão até um celular sofisticado; elas não deixam de explorar e experimentar. No entanto, nós adultos perdemos essa capacidade de desfrutar e de brincar para dizermos coisas a nós mesmos que nos limitam, como “não posso” ou “não sou capaz de fazer isso”.

“Não importa quantas vezes você erra ou com que lentidão progride, você continua estando muito à frente dos que nem sequer tentam.”
-Anthony Robbins-
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