A linguagem corporal das pessoas controladoras

As pessoas controladoras têm uma linguagem verbal muito característica associada à impaciência e à ansiedade. Essa tensão geralmente é transmitida por meio de expressões corporais inconscientes. Explicamos a seguir.
A linguagem corporal das pessoas controladoras

Última atualização: 09 Junho, 2021

A linguagem corporal de pessoas controladoras às vezes é muito óbvia, mas outras vezes passa despercebida. A verdade é que, sejamos nós controladores ou não, dedicamos boa parte do nosso tempo à comunicação com os outros, sendo muitas vezes pouco cientes do nosso corpo no processo.

O principal meio de comunicação é o corpo. Como não temos consciência de boa parte do nosso mimetismo, ele geralmente transmite mensagens mais genuínas sobre nossos verdadeiros pensamentos e sentimentos.

Cada gesto e cada postura diz algo sobre o que temos em mente. Portanto, podemos saber muito mais sobre uma pessoa examinando o que ela diz com seu corpo do que ouvindo o que ela expressa com suas palavras. No caso da linguagem corporal das pessoas controladoras, seu desejo de dominar se manifesta em comportamentos associados à ansiedade em situações em que sua percepção de controle é baixa.

Quais são esses gestos e posturas que marcam a linguagem corporal das pessoas controladoras? Como sempre, é necessário examinar seus rostos, como mexem suas mãos, sua postura corporal e até a sua respiração. Essas são algumas das suas características mais distintas.

Cuidado com o homem que fala em colocar as coisas em ordem. Colocar em ordem significa sempre colocar as coisas sob o seu controle”.
-Denis Diderot-

O rosto na linguagem corporal das pessoas controladoras

Existem vários aspectos do rosto que caracterizam a linguagem corporal das pessoas controladoras. Quando uma pessoa é espontânea e sincera, ela tende a gesticular ao falar. Seus músculos parecem relaxados e suas palavras são, de alguma forma, acompanhadas por expressões consistentes em seus olhos, seu sorriso e seu rosto em geral.

Homem apontando o dedo

Na linguagem corporal das pessoas controladoras, o rosto permanece rígido. Há algo de impessoal na maneira de gesticular, se é que os gestos ocorrem. Em geral, é claro que o objetivo da pessoa é manter a comunicação sob controle (outra questão é se isso é alcançado com mais ou menos sucesso).

Também é comum que as pessoas dominantes olhem com uma fixação excessiva. Eles encaram o outro e às vezes nem piscam. Isso, de uma forma ou de outra, intimida seu interlocutor. Esse olhar é uma forma de exercer poder e também de desafiar. Às vezes, aparecem gestos como inclinar a boca para baixo ou ter expressões de arrogância, como levantar o queixo.

A assimetria nas posturas

Outra característica distintiva da linguagem corporal das pessoas controladoras é a postura dos seus corpos. Em geral, tendem a se colocar de forma a projetar uma superioridade sobre os demais. É comum esse tipo de pessoa erguer os ombros e expandir o peito, justamente porque quer parecer mais imponente na frente do outro.

Também é comum que eles tentem ficar em uma posição vertical em frente ao seu interlocutor, de modo que este fique em um nível inferior. Eles se levantam para falar, por exemplo, enquanto o outro permanece sentado. Ver o outro de cima lhes dá uma sensação de poder maior.

O melhor exemplo disso são os interrogatórios policiais. Nestes, o acusado permanece sentado, enquanto o policial permanece em pé. Este último também anda ou se move, enquanto o outro é limitado em seus movimentos. Tudo isso fortalece o controle.

Casal hipster conversando

Os braços, as mãos e outros aspectos

Pessoas que buscam exercer domínio ou controle sobre os outros costumam fazer movimentos rápidos e imprecisos com as mãos. É comum que movam as mãos para cima e para baixo para dar mais ênfase ao que estão dizendo. Também o fazem para mostrar mais energia e contundência.

Outro gesto frequente na linguagem corporal de pessoas controladoras é o dedo indicador apontando para o outro. É um gesto que, em princípio, é um sinal de advertência. No entanto, também é implicitamente um alerta e até mesmo uma acusação. Isso, é claro, influencia o estado emocional da pessoa que está sendo advertida. O controle fica com quem exerce o gesto, saindo do interlocutor.

Por outro lado, as pessoas dominantes costumam usar seus braços para aumentar o espaço que ocupam. Elas colocam as mãos nos quadris em uma atitude de reivindicação, ou cruzam os braços. Se estiverem de pé e o outro sentado, também é comum que fechem os punhos e os apoiem sobre a mesa.

Todos esses elementos da linguagem corporal das pessoas controladoras também podem ser usados ​​a nosso favor. Segundo especialistas no assunto, adotar esses gestos e posturas nos momentos em que nos sentimos intimidados ou vulneráveis nos ajuda a recuperar o senso de controle.

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  • Rebel, G. (2002). El lenguaje corporal: lo que expresan las actitudes, las posturas, los gestos y su interpretación. Edaf.