Lorax: o que é e quais são seus efeitos? - A Mente é Maravilhosa

Lorax: o que é e quais são seus efeitos?

dezembro 19, 2017 em Psicologia 0 Compartilhados

O lorax é um dos medicamentos mais vendidos atualmente, quase tanto quanto a aspirina. O fato de ter se tornado um dos medicamentos mais prescritos para tratar a ansiedade e a insônia se deve a uma razão: ele consegue nos relaxar sem interferir em nossas atividades diárias. No entanto, cuidado, estamos diante de um tipo de benzodiazepina que, portanto, pode gerar dependência.

A maioria de nós conhece alguém que inclui em sua vida diária esse pequeno ritual: tomar um pequeno e quase insignificante comprimido, o lorazepam. Pode até ser que nós mesmos tenhamos o incluído em nossas prescrições médicas ou, ainda mais, entre os medicamentos que estamos consumindo há muito tempo. No entanto… estamos conscientes de que a administração deste medicamento não deve exceder 12 semanas?

O lorax é um dos medicamentos psicotrópicos mais prescritos, cujo princípio ativo é Lorazepam. O restante são componentes tais como a lactose, a celulose, a amberlite e o estearato de magnésio.
Compartilhar

Pode ser que saibamos disso, que tenhamos lido ou ouvido. No entanto, as coisas são como são, a vida é muito exigente, os problemas caóticos e as noites muito longas. Por isso, é comum que os médicos de cuidados primários já estejam mais do que acostumados ​​a prescrever o lorax mês após mês, ao ponto de termos uma boa parte da população (especialmente os idosos) já incapazes de funcionar em seu dia a dia sem esse pequeno comprimido.

É eficaz, sem dúvida, cumpre seus propósitos: tratar a ansiedade e a insônia. No entanto, algo que não podemos esquecer é que o lorax é uma droga psicotrópica que tem efeitos colaterais e gera dependência.

Homem dormindo sob o efeito de medicamentos

Lorax, o que é e para que serve?

O lorax contém um princípio ativo que deve nos dar sono, o Lorazepam. Estamos, portanto, diante de um tipo de fármaco da família de benzodiazepinas e que funciona atuando sobre os receptores GABA do nosso cérebro. O que significa isto? Basicamente, que seu mecanismo de ação potencializa cinco estados muito específicos: reduz a ansiedade, é amnésico, é sedativo e hipnótico, anticonvulsivo e relaxante muscular.

Portanto, é comum que especialistas e médicos de atenção primária o prescrevam para os seguintes propósitos:

  • Tratamento a curto prazo de estados de ansiedade e tensão.
  • Para tratar distúrbios do sono.
  • O lorax geralmente é prescrito juntamente com outros medicamentos psicotrópicos para o tratamento da depressão.
  • Também é eficaz para pessoas com epilepsia.
  • Geralmente é administrado como um tratamento para a síndrome de abstinência.

O que devemos saber antes de tomar lorax?

Há pessoas que recorrem aos seus centros de atenção primária tendo em mente muito claro o que elas querem: a receita de lorax para poder dormir melhor, querem o mesmo tratamento que seu colega de trabalho, sua irmã ou seu professor de ioga. Devemos ter muito cuidado com essas questões, com o mundo da psicofarmacologia e especialmente com nossa saúde.

Não devemos esquecer que cada pessoa é diferente, cada corpo responde de uma certa forma e cada organismo irá se adaptar melhor a algumas estratégias e a outras não. O lorax é efetivo, é útil e irá nos servir de ajuda, não podemos negar isso. No entanto, sempre podemos começar com outro tipo de estratégias para gerenciar a ansiedade ou tratar a insônia antes de recorrer à farmácia.

Portanto, nunca é demais ter em mente uma série de considerações anteriores:

  • O lorax contém 1 mg de Lorazepam, um tipo de benzodiazepina e, portanto, gera dependência após várias semanas.
  • A duração do tratamento deve ser, portanto, a mais curta quanto possível.
  • O tratamento deve ser acompanhado por um profissional de saúde.
  • Deve sempre ser tomado antes de irmos para a cama. Não devemos consumi-lo se devemos realizar qualquer atividade que exija nossa atenção, como dirigir.
  • Nunca devemos exceder as doses recomendadas.
  • Recomenda-se não tomar lorax se tiver problemas respiratórios, apnéia do sono, bem como doenças hepáticas ou renais.
  • Está contraindicado durante a gravidez e a amamentação.

Lorax

Efeitos associados ao Lorax

Já assinalamos em repetidas ocasiões que todos os tratamentos com benzodiazepinas mantidos por mais de 12 semanas geram dependência física e mental. Portanto, durante este período de tratamento, também devemos programar a retirada do mesmo, para que a supressão definitiva desse medicamento não seja traumática para o nosso organismo.

Fazer isso de forma brusca, ou seja, deixar o lorax de hoje para amanhã, fará com que experimentemos uma grande variedade de sintomas tão irritantes quanto debilitantes, tais como dores de cabeça, aumento da ansiedade, confusão, dores musculares… Você deve fazer isso corretamente e deve realizar de acordo com as diretrizes dos médicos.

Por outro lado, também não podemos ignorar os efeitos colaterais associados ao consumo desse tipo de droga psicotrópica. Embora seja verdade que estamos diante de um medicamento relativamente “leve” e que não altera a nossa vida diária, o problema vem quando o nosso organismo desenvolve a tolerância por um lado, e a dependência por outro, de seus princípios ativos. Vamos ver seus efeitos.

  • Fadiga.
  • Fraqueza muscular.
  • Visão turva.
  • Boca seca ou angioedema (inflamação da língua).
  • Quedas de pressão.
  • Hipersensibilidade da pele.
  • Astenia (apatia, mau humor, falta de motivação).
  • Problemas para se concentrar, falhas de memória.
  • Impotência sexual ou falta de desejo.

Para concluir, mesmo que o lorax esteja tão normalizado e o vejamos nos bolsos, nos armários e nas mesas de cabeceira de muitos dos nossos amigos e familiares, devemos nos lembrar de que seu uso deve ser limitado no tempo e controlado por um médico. Os problemas da vida podem ser resolvidos de várias maneiras e, embora os medicamentos sejam de grande ajuda, não são a única nem a melhor estratégia a longo prazo.

Referências bibliográficas

Mencías Rodriguez, E. Mayero Franco, L. M. (2000). Manual de Toxicologia Básica. Ediciones Díaz de Santos, S. A. (99-109).

Flórez, J., Armijo. J.A., Mediavilla, A (2008). Farmacologia humana Masson S.A. 5ª Edição. (543-566)

Recomendados para você