A maldade humana – A mente é maravilhosa

A maldade humana

Abril 11, 2015 em Psicologia 0 Compartilhados

Você aceitaria? E se para salvar a vida de um ente querido tivesse que aceitar o transplante de coração de um assassino em série? Antes de responder, reflita: um assassino em série “tem coração”?

Do ponto de vista médico e científico, isso não tem nada a ver. As doações são anônimas e você não sabe quem foi o doador, e a família do falecido não sabe quem é o receptor. O que realmente queremos saber é o que leva uma pessoa a prejudicar os outros, sem nenhum motivo aparente.

Somos produtos do mal?

O Catarismo foi um movimento religioso que surgiu no século XII, se espalhou pelo sul da França e se baseava em antigas crenças pagãs. Tinha o bem e o mal como doutrina principal e o homem como um produto do mal. Eles estavam tão convencidos disso que condenavam a procriação, porque entendiam que ter filhos era trazer mais maldade para o mundo.

Você pode achar que é loucura dizer que somos produto do mal, mas basta olhar o mundo lá fora, ler o jornal ou ouvir o rádio para comprovar a maldade humana. A humanidade é propensa ao mal e se nos deixarmos guiar pelos nossos instintos, as consequências serão desastrosas.

A sociedade harmoniza os nossos instintos agressivos

A sociedade é formada por todos nós. É uma máquina que segue um padrão de conduta para que tudo funcione corretamente. Dependemos do vizinho ao lado, queremos que ele “se comporte bem” e não nos incomode à noite com música alta para que não haja discussões. Meu colega de trabalho espera que eu responda ao seu “bom dia” para que isso não afete o seu humor, caso sua saudação não seja respondida. Algo tão simples pode aumentar sua testosterona, é provável que me insulte, comente com os colegas e isso se transforme numa corrente negativa. A serotonina acalma os piores instintos humanos, enquanto a testosterona leva muitos homens a cometer os piores crimes. Basta uma faísca. Não sejamos nós essa faísca.

A luta contra a besta interior

Não podemos esquecer que temos sangue nas veias e às vezes agimos sem pensar. Um insulto, um ataque contra a nossa integridade física, uma discussão, podem nos levar a perder a paciência em algum momento da nossa vida. Pode ser que nós mesmos, querendo ou não, façamos algo considerado inadequado para uma vida em sociedade.

Um estudo recente da universidade chinesa de Beihang, descobriu que a raiva é a emoção que recebe mais apoio nas redes sociais, enquanto que os textos que relatam alegria e felicidade passam despercebidos. Por isso devemos ser um exemplo para nossos vizinhos e nunca esquecer que somos guiados pelo nosso maior inimigo, que somos nós mesmos. Pode ser terrível a besta que alguns carregam dentro de si. Vencer nosso inimigo interior é uma luta diária. Existem momentos em que nos sentimos derrotados: sentimos raiva, falamos mal dos outros, olhamos com maldade e nos deixamos levar pelos nossos instintos. Isso prejudica a nossa relação com os outros, o nosso desejo de felicidade e a vontade de viver.

Portanto, aqueles que carregam uma besta dentro de si devem ser mais cautelosos, cuidadosos, pacientes, doces e às vezes condescendentes, para não entrar em conflito com as pessoas que encontrarem pela frente.

Seria ótimo se ninguém tivesse uma besta interior. Temos que tomar consciência de quem somos, das nossas limitações e defeitos, e tudo de positivo que temos para compartilhar. Ernest Hemingway disse que “todo mal sempre começa com algo inocente”. Martin Luther King Jr nos lembrou que “o homem deve encontrar uma solução para qualquer conflito humano, rejeitando a vingança, a agressão e a retaliação; a base dessa solução é o amor”.

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