Frases de Alejandra Pizarnik que vale a pena conhecer

As 5 melhores frases de Alejandra Pizarnik

março 15, 2018 em Psicologia 0 Compartilhados
Frases de Alejandra Pizarnik

As frases de Alejandra Pizarnik mostram uma poetisa dotada de uma impressionante sensibilidade e uma lucidez fora do comum. Essa artista, filha de imigrantes russos e nascida na Argentina, teve uma vida instável e infeliz.

Sua infância e adolescência a marcaram muito. Ela sofria de acne muito forte, asma e sobrepeso. Sua irmã, em contrapartida, era “perfeita” aos olhos dos pais. Alejandra se transformou em uma jovem rebelde e, ao mesmo tempo, introvertida que representava tudo que uma garota não deveria ser. Desde muito cedo, começou a tomar anfetaminas e barbitúricos.

“Cubra a memória do seu rosto com a máscara de quem você será e assuste a menina que você foi”.
-Alejandra Pizarnik-

Depois de fazer terapia, ela encontrou uma estabilidade temporária. Veio uma época de grande produção intelectual. Foi nessa fase que ela produziu seus poemas mais belos e algumas frases inesquecíveis. Ela se suicidou com apenas 36 anos. Veja a seguir algumas das suas afirmações mais lembradas.

O trabalho nas frases de Alejandra Pizarnik

Uma das frases de Alejandra Pizarnik diz o seguinte: “A verdade: trabalhar para viver é mais idiota do que viver. Eu me pergunto quem inventou a expressão ‘ganhar a vida’ como sinônimo de trabalhar. Me pergunto onde está esse idiota”.

Nesse texto fica muito bem refletido seu espírito contestador e crítico. Nessa frase em particular vemos uma Alejandra Pizarnik brava e indignada. Mais do que contra o trabalho, sua objeção aqui reside em equipará-lo com a vida. Em supor que a vida se faz ou se ganha no campo profissional.

Livro aberto com galhos secos

A tarefa do poeta

Muito se falou sobre a função da poesia. Para que existem poetas? Uma das frases de Alejandra Pizarnik resolve esse enigma de uma maneira bonita e elegante. Associa a missão poética com a cura. Outorga à palavra poética o poder de curar, reparar e desintoxicar.

Ela diz da seguinte maneira: “Diz-se que o poeta é um bom terapeuta. Nesse sentido, a missão poética implicaria exorcizar, conjurar e, além disso, reparar. Escrever um poema é reparar a ferida fundamental, o rasgo. Porque todos estamos feridos”.

As dualidades e o ser

Muitas das frases de Alejandra Pizarnik falam sobre as dualidades que habitam em nós. Sobre ser você mesmo e outro ao mesmo tempo. Sobre a identidade flutuante e nunca completamente definida. Nela, ficava claro que havia a menina ferida e a mulher indomável.

Uma das suas frases diz: “Prazer de se perder na imagem pressentida. Eu me levantei do meu cadáver, fui em busca de quem sou. Peregrina de mim, fui até a que dorme em um país ao vento”. Fala sobre o que se foi e já não é mais, mas que sempre continuará sendo. Sobre esse morrer e renascer sendo outro, mas um outro que carrega esse cadáver dentro.

Mulher com cabelos ao vento

A busca e a vertigem

Essa é uma das frases mais bonitas de Alejandra Pizarnik e diz o seguinte: “Buscar. Não é um verbo, mas uma espécie de vertigem. Não indica ação. Não quer dizer ir ao encontro de alguém, mas jazer porque alguém não vem”. A busca à qual ela se refere é aquela que acompanha a expectativa do que está para chegar ou de quem está para chegar.

O intimamente desejado produz essa vertigem na qual não se sabe qual sentimento é mais extremo: o da ausência ou o da presença. Quando se espera que algo desejado chegue, não se está em posição ativa, mas em um tormento para o qual não há palavras. E se demora, o tormento se torna tortura, quase morte.

Olhar com inocência

Olhar com inocência significa para ela olhar sem expectativa, sem preconceito e sem julgamento. É o tipo de olhar que não espera encontrar algo, mas que se satisfaz no simples fato de ver, de contemplar. Na seguinte frase, faz uma associação entre esse olhar inocente e o nada.

Mulher com pássaros dourados na cabeça

A frase é a seguinte: “E principalmente olhar com inocência. Como se não acontecesse nada, o que é verdade”. A esse olhar que não espera nada, soma-se o fato de que efetivamente o que se vê é o nada. Uma bela maneira de expressar esse abandono que existe nos momentos vazios.

Alejandra Pizarnik nunca conseguiu superar completamente a depressão que a mergulhava em certos bloqueios e dolorosos devaneios. Ela ficou várias vezes internada em hospitais psiquiátricos. Os últimos versos que escreveu, pouco antes de morrer, dizem: “Não quero ir /nada além/ do que até o fundo”.

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