Não há idade para ser adolescente - A Mente é Maravilhosa

Não há idade para ser adolescente

Bia Cantanti fevereiro 11, 2017 em Emoções 0 Compartilhados
Não há idade para ser adolescente

Existem os perfumes da minha adolescência, como Taty e Giovanna Baby. O seu aroma me lembra dos sonhos e das conversas que tive. Dos meninos de que gostei. Das risadas insubstituíveis. De como era gostoso viver, e nada mais. Sem roupas de marca, sem bebida, sem celular, sem carro. Apenas com um bom aparelho de som, amigos, festas no quintal, muita alegria e disposição. Simples assim!

Me lembro das aventuras ao som de Guns N’ Roses. Com Nirvana, Bon Jovi, Skank ou Marisa Monte. Das armações amorosas, e dos estudos que me preocupavam tanto. Quando a moda era usar polainas e batons berrantes e, mais tarde, mini blusas e calças bags.

Se a adolescência é um estado de espírito, ainda estou nela, pois ainda sinto que o mundo é cor de rosa, apesar da bagagem emocional, das loucuras deste mundo que vemos todos os dias diante de nossos olhos, e das decepções e mágoas que, eventualmente, nos mostram a sua cara.

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Ainda sou adolescente

Sou adolescente porque ainda gosto de Guns e Giovanna Baby. Ainda gosto do cheiro e do ritmo daquela época, gosto de filmes água com açúcar que nem se fazem mais (à exceção de Nicolas Sparks, que, convenhamos, adora nos fazer chorar).

Eu ainda escuto rock quando estou fora do eixo e canto todas as letras das músicas que dançava, e ainda toco, dentro de mim, a música da menina simples e descomplicada, que quer só viver algumas aventuras. Viver livre, leve e solta. Que quer ser bem-sucedida, ouvida, querida e viajar pelo mundo. Acrescente-se a isso, hoje, estabilidade e um pouco menos de trabalho.

Ainda lembro dos olhares que mudaram a minha vida, dos beijos inesquecíveis ao som de “Take my breath away”, dos amigos que me ajudaram, tanto na diversão, quanto a me encontrar.

A adolescência nos faz ingênuos, inconsequentes, com o espírito leve. Faz dançar até de madrugada, fazer bagunça com as amigas e ficar sem dormir, falando horas a fio do cara que você gosta, ou dos problemas que enfrenta e acha que são os piores do mundo.

lembranças de adolescente

Ela nos faz rir à toa, tomar chuva sem sentir frio, rir das besteiras, chorar para caramba por quase nada, mas arriscar-se como nunca mais se arriscará, em toda a sua vida, nem se mostrará, como se mostra, nesta época da vida, em que não temos papéis e mais papéis a desempenhar. Nunca mais haverá outro amor como aquele (que dói até o infinito), e nunca mais aquela amizade tão quente quanto doida. Amizades para tudo o que der e vier, de enforcar aula e dar o ombro para a amiga morrer de chorar. Daquelas que te levam até o fim do mundo, em situações inesperadas e deliciosas.

A adolescência é um casamento que se faz com a liberdade. Com a juventude. Só que esse casamento tem prazo de validade, porque logo nos divorciamos e casamos com a seriedade. Com o compromisso, com o estresse, com a falta de tudo que antes nos dava o maior prazer. Claro, é natural amadurecer. Só não é natural perder a essência Giovanna Baby existente em nós. Ou se esquecer da sua música favorita. Imperdoável também é deixar na adolescência os seus melhores anos. Seus melhores amigos, momentos, amores, sonhos.

Não há idade para ser adolescente. Não tem a ver com juventude. Tem a ver com ser jovem de espírito. Ter a mente aberta e o coração limpo, cheio de sonhos e de espaços em branco para preencher e se esbaldar na vida.

A vida é a maior balada de todas, e o seu casamento é com ela

Seja adulto, mas mantenha a adolescência em seu espírito. Somente com ela você poderá amar sem medo, chorar sem segredo, e rir de tudo, nem que seja por dentro.

Bia Cantanti

Graduada em Letras, atua como Secretária. Escritora, possui um blog e uma fanpage (http://muitomaisbiacantanti.blogspot.com.br/ https://www.facebook.com/letraemflor). Autora do eBook "Um Estranho Conhecido", sua primeira obra, uma história romântica e espiritual.

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