Os 10 livros imprescindíveis para Vargas Llosa

Os 10 livros imprescindíveis para Vargas Llosa

9, novembro 2015 em Livros 12 Compartilhados
Os 10 livros imprescindíveis para Vargas Llosa

Como quase todos os escritores, Mario Vargas Llosa é um leitor apaixonado. Passou quase toda a sua vida entre a leitura e a escrita, por isso também é um grande conhecedor da literatura universal. Alguns livros o marcaram a tal ponto que hoje os reconhece como textos que toda pessoa deveria ler antes de morrer. São dez e aqui veremos quais são:

1- A Senhora Dalloway, de Virginia Woolf

Vargas Llosa diz sobre este livro que: “O embelezamento sistemático da vida graças a sua refração em sensibilidades deliciosas, capazes de sugar de todos os objetos e de todas as circunstências a beleza oculta que possuem, é o que dá ao mundo de ‘A Senhora Dalloway’ a sua milagrosa originalidade”.

2- Lolita, de Vladimir Nabokov

A respeito desta obra, o vencedor do Prêmio Nobel afirma: “Humbert Humbert conta esta história com as pausas, suspense, falsas pistas, ironias e ambiguidades de um narrador consumado na arte de reavivar a curiosidade do leitor a cada momento. Sua história é escandalosa mas não pornográfica, nem sequer erótica. Uma piada incessante das instituições, profissões e afazeres, desde a psicanálise – uma das bestas negras de Nabokov – até a educação e a família, permeiam o diálogo de Humbert Humbert”.

3- O Coração das Trevas, de Joseph Conrad

Sobre esta obra, Vargas Llosa indica: “Poucas histórias conseguiram expressar de forma tão sintética e subjugante como esta o mal entendido nas conotações metafísicas individuais e nas suas projeções sociais”. O filme “Apocalipse Now” está baseado nesta maravilhosa obra da literatura universal.

4- Trópico de Câncer, de Henry Miller

Foi um dos livros mais controversos de sua época e ainda hoje continua despertando fortes polêmicas. A seu respeito, Vargas Llosa comenta: “O narrador-personagem de Trópico de Câncer é a grande criação da novela, o êxito supremo de Miller como novelista.”

“Esse “Henry” obsceno e narcisista, depreciativo do mundo, solícito apenas com seu falo e suas tripas, tem, frente a tudo, um verbo inconfundível, uma vitalidade rabelesiana para transmutar em arte o vulgar e o sujo, para espiritualizar com seu grande vozeirão poético as funções fisiológicas, a mesquinharia, o sórdido, para dar dignidade estética à grosseria”.

5- Auto de Fé, Elias Canetti

Esta obra, escrita por outro Prêmio Nobel, é uma das favoritas de Vargas Llosa: “Ao mesmo tempo que os demônios da sua sociedade e de sua época, Canetti se serviu também dos que habitavam somente a ele. Barroco emblema de um mundo a ponto de explodir, a sua novela é ainda assim uma fantasmagórica criação soberana na qual o artista funde suas fobias e apetites mais íntimos com os sobressaltos e crises que fissuram seu mundo”.

6- O Grande Gatsby, de Francis Scott Fiztgerald

Sobre O Grande Gatsby, Vargas Llosa aponta: “A novela toda é um complexo labirinto de muitas portas e qualquer uma delas serve para entrar na sua intimidade. Quem abre esta confissão do autor de O Grande Gatsby se presta a uma história romântica, dessas que faziam chorar”.

7- O Doutor Jivago, de Boris Pasternak

Uma extensa obra até a qual, sem dúvida, muitos chegaram graças ao cinema. Um clássico de clássicos sobre o qual o Premio Nobel Peruano comenta: “Sem essa confusa história que os manipula, atordoa e finalmente despedaça, as vidas dos protagonistas não seriam o que são.”

Este é o tema central da novela, o que reaparece, vez trás outra, ao longo da sua tumultuada peripécia: o desamparo do indivíduo frente à história, sua fragilidade e impotência quando se vê preso no remoinho do “grande acontecimento”.

8- O Leopardo, de Giuseppe Tomasi de Lampedusa

Vargas Llosa é contundente no seu comentário sobre esta obra: “Como em Lezama Lima, como em Alejo Carpentier, narradores barrocos que se assemelham porque também construíram uns mundos literários de beleza escultural, emancipados da corrosão temporal. Em ‘O Leopardo’ a varinha mágica executa aquela trapaça, mediante a qual a ficção adquire fisionomia própria, um tempo soberano diferente do cronológico, é a linguagem”.

9- Opiniões de um Palhaço, Heinrich Böll

“‘Opiniões de um Palhaço’, sua novela mais célebre, é um bom testemunho dessa sensibilidade social escrupulosa maníaca. Trata-se de uma ficção ideológica, ou como diziam ainda na época em que apareceu (1963), ‘comprometida’. A história serve de pretexto para um julgamento religioso muito severo e moralista do catolicismo e da sociedade burguesa na Alemanha Ocidental do pós-guerra”, sentencia o afiado escritor.

Imagem cortesia de dadevoti

Recomendados para você