Os melhores filmes psicológicos do século XXI

junho 15, 2019
O cinema psicológico que nos leva a pensar foi brilhantemente refletido no século XXI nestes filmes de altíssima qualidade.

Neste artigo apresentaremos uma pequena seleção cuidadosa e fiel de filmes relacionados à psicologia. Destacamos que selecionamos os melhores filmes psicológicos recentes, especificamente os que foram exibidos nas telonas no século XXI.

O fato de nos referirmos a filmes psicológicos não simplifica o nosso trabalho em nada. Este século vem sendo muito prolífico no que diz respeito ao cinema de qualidade que, de uma forma ou de outra, envolve o espectador, o faz pensar e quase a participar da história.

Os melhores filmes psicológicos do século XXI

Nesta lista de filmes psicológicos não nos concentraremos apenas naqueles que retratam o tema, mas naqueles que deixam pontas soltas, espaços em que o espectador pensa, reflete e se vê imerso na trama como um protagonista a mais.

Dito isso, temos certeza de que vocês vão opinar com muitos filmes psicológicos nos comentários ao final da página. Além disso, nos concentramos na qualidade da obra do filme, e não apenas em seu conteúdo relacionado à psicologia.

A Origem, de Christopher Nolan (2010)

A Origem é um filme do diretor britânico Christopher Nolan que nos introduz com maestria aos sonhos de alguns de seus protagonistas. É protagonizado por Leonardo DiCaprio e Ellen Page, entre outros.

Sua principal virtude psicológica não reside unicamente em sua inserção no mundo dos sonhos. Também inclui histórias que nos convidam a refletir sobre o que motiva uma pessoa a fazer o que faz ou a complexidade envolvida em um processo de luto.

Os melhores filmes psicológicos do século XXI

Cidade dos Sonhos, de David Lynch (2001)

É difícil avaliar um filme de David Lynch. Neste caso, Cidade dos Sonhos nos introduz a um Hollywood de pesadelo com uma questão principal: o que acontece quando o sonho se transforma em horror?

Além disso, este longa estrelado por Naomi Watts e Laura Elena Harring conta com todos os elementos psicológicos de David Lynch.

O diretor não oferece uma história linear, mas procura “despertar” o espectador, mantendo-o em suspense; o filme introduz e alterna sentimentos de inquietude, tristeza, medo, pânico ou surpresa através de imagens, sons, músicas, diálogos, etc. É como se quisesse brincar com a mente do espectador.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Michel Gondry (2004)

Protagonizado magistralmente por Jim Carrey e Kate Winslet, é um filme duro e emocional que propõe um jogo cerebral muito interessante.

A tecnologia pode nos fazer esquecer para não sofrermos após o fim de uma relação amorosa? É possível superar essa fase de luto sem sentir dor? Não há uma resposta para esta pergunta.

No entanto, o longa não deixa de apontar uma possibilidade que soa desumana. Afinal, não podemos esquecer que muitas dores ou feridas, juntamente com o processo de cura, melhoram nossa adaptação.

Boyhood: Da Infância à Juventude, de Richard Linklater (2014)

Richard Linklater conseguiu criar uma obra-prima única com este filme. Como filmar a vida de um menino durante 12 anos? O diretor e sua equipe o fizeram filmando um dia por ano da vida de um menino, da infância à adolescência, durante mais de uma década.

No filme, observamos a evolução de uma criança que avança na vida em um momento complexo: a passagem da infância para a adolescência. Ao longo do caminho, amores, decepções, amizades, mudanças…

O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson (2014)

Talvez você se surpreenda ao ver este filme nesta lista, mas não há dúvida de que Wes Anderson é um diretor brilhante que sabe trabalhar com os personagens de uma forma magistral. Prova disso é o filme O Grande Hotel Budapeste.

Sob a capa de uma comédia maluca que acontece em um hotel de montanha no início do século XX, Anderson nos mostra as misérias e grandezas de cada ser humanoAmizade, lealdade, ambição, amor, solidariedade, mesquinhez… não há um único sentimento que não se seja refletido neste filme.

Encontros e Desencontros, de Sophia Coppola (2003)

Este grande filme de Sophia Coppola foi brilhantemente interpretado por Bill Murray e Scarlett Johansson. O que acontece quando duas almas solitárias e tristes se perdem em um lugar distante de sua casa, onde nada as prende e ninguém as entende?

Um amor intergeracional difícil de compreender, que vai da paixão à proteção e à amizade.

“Todos nós queremos ser encontrados”.
-Encontros e Desencontros-

Cena do filme 'Encontros e Desencontros'

Amnésia, de Christopher Nolan (2000)

Começamos com Christopher Nolan e acabamos com ele. Este filme rodado ao contrário, ou seja, do final para o começo, conta a história de um homem que quer vingar a morte de sua esposa.

No entanto, devido a um acidente, perdeu a memória de curto prazo e, por isso, esqueceu tudo que aconteceu na sua vida. Assim, ele anota tudo o que pode e até mesmo se tatua para alcançar seu objetivo.

Estes filmes psicológicos, embora não retratem a psicologia por si própria, vão fazer você pensar, buscar lugares comuns, vão causar inquietação e vão brincar com o seu cérebro.