Parar de usar o Facebook poderia nos fazer mais felizes

Parar de usar o Facebook poderia nos fazer mais felizes

outubro 3, 2016 em Psicologia 3654 Compartilhados
Parar de usar o Facebook poderia nos fazer mais felizes

Podemos nos divertir muito em redes sociais como o Facebook. Elas nos trazem muitas possibilidades que, se forem baseadas em relacionamentos saudáveis, na estima e no respeito mútuo, constituem uma fonte de crescimento e aprendizado.

O problema surge quando o conteúdo dessas redes sociais não gera comportamentos positivos no nosso dia a dia. Tomemos como exemplo o uso do celular. As pessoas perdem muito tempo do seu dia atualizando e visualizando as publicações dos amigos ou as suas páginas favoritas.

Nos tornamos escravos das nossas redes sociais e deixamos de viver as coisas simples da vida, os pequenos milagres do dia a dia como respirar, matar a sede ou cheirar uma rosa, como diria José Luís Sampedro.

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Experimente deixar de usar o Facebook

A ciência confirma que deixar de usar o Facebook seria algo positivo. A forma como deixamos as redes sociais invadirem a nossa vida está deteriorando a sua finalidade original. Nós nos relacionamos com os nossos amigos e vemos como eles atualizam as suas vidas e as suas emoções através de uma tela, enquanto os nossos amigos fazem o mesmo conosco. Algo que certamente nos faz perder a beleza do contato direto.

A maior parte das pessoas acredita que não está perdendo tempo vivendo a vida através das telas, dos aplicativos, dos navegadores e teclados. Antigamente, o hábito mais comum era ler um livro antes de dormir; hoje ficamos visualizando as redes sociais.

Além disso, achamos difícil até mesmo assistir um filme sentados no nosso sofá sem olhar durante duas horas para o celular ou tablet. Isto, obviamente, está afetando o nosso bem-estar.
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Um estudo do Instituto de Pesquisa da Felicidade, sugere que o uso do Facebook nem sempre é positivo para o nosso humor. Essa pesquisa contou com a colaboração de 1.000 pessoas, das quais 500 pararam de utilizar o Facebook por uma semana e 500 continuaram a usá-lo regularmente.

Depois de uma semana, 88% das pessoas que pararam de usar o Facebook relataram que se sentiam bem em comparação com 81% que continuaram atualizando a sua rede social. Apesar desse dado não ser tão relevante, se levarmos em conta a porcentagem das pessoas em abstinência que se declararam satisfeitas com suas vidas constataremos que:

  • Os 20% que não usaram o Facebook por uma semana declararam se sentir bem com a sua vida.
  • Os 12% que usaram o Facebook declararam se sentir bem com a sua vida.

A razão dessa diferença, segundo o estudo, é a inveja e a frustração de não desfrutar tanto a vida, como mostram as versões editadas das vidas alheias que vemos através da tela. Dessa forma, se ficarmos longe das redes sociais, nos tornamos mais entusiasmados, menos preocupados, mais decididos e menos solitários, porque passaremos mais tempo com as pessoas que nos rodeiam do que olhando para uma tela.

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Se é privado, não coloque no Facebook

Outro problema que desenvolvemos ao utilizar as redes sociais é que nos esquecemos da nossa privacidade e da dos outros. Quando não identificamos certas informações, despersonalizamos o destinatário da mensagem (acreditamos que é uma pessoa boa e confiável).

Este fato nos leva a usar o Facebook como um diário ou um confessionário, nos esquecendo de que nem tudo deve ser divulgado. Como resultado, acontecem muitas fofocas e interpretações erradas.

A conclusão que tiramos a partir desses estudos e a realidade que vivemos todos os dias é que o uso de novas tecnologias e das redes sociais deve ser feito com moderação e bom senso. Evite invadir a sua vida pessoal com o irreal e aprecie mais o que pode desfrutar pessoalmente.

Imagem principal de John Holcroft.

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