Pensamentos circulares: se eu não os quero, por que eles aparecem?

Pensamentos circulares: se eu não os quero, por que eles aparecem?

fevereiro 11, 2018 em Psicologia 300 Compartilhados
Mulher lidando com pensamentos circulares

Em primeiro lugar, para entender bem o que são os pensamentos circulares, vamos defini-los. Esse tipo de pensamento são ideias que aparecem na nossa mente que não levam à solução alguma, mas que permanecem dando voltas ao redor de um mesmo tema e recorrendo às mesmas ideias sem acrescentar nada. São armadilhas mentais.

Os pensamentos circulares nos impedem de liberar espaço para criar novas soluções ou indagar outros pontos de vista. Apenas giram e giram enquanto nos submergem em uma espiral de sofrimento. São pensamentos disfuncionais porque não ajudam e, além disso, geram emoções negativas.

Muitos deles são precedidos pelo famoso “E se…”. E se eu não me sair bem? E se eu falhar ou não for para mim? E se essa não for minha vez? E se eu estiver me precipitando? E se não for a pessoa ideal para mim? E se eu não conseguir? Perguntas que apenas bloqueiam a geração de novas alternativas, não acrescentam nada e, além disso, ocupam um espaço importante da nossa mente e do nosso tempo.

Por que nossa mente se empenha tanto em dar voltas e voltas no mesmo assunto várias vezes? Às vezes a razão está nos nossos medos e ansiedades, outras nas rotinas mentais que criamos, ou simplesmente porque nosso cérebro precisa estar ativo. Ao invés de tentar fazer com que os pensamentos circulares desapareçam, o ideal é buscar novas saídas e soluções. Vejamos como fazer isso.

Mulher triste pensando em seus problemas

Tempo lixo para os pensamentos circulares

O “tempo lixo” é uma técnica psicológica utilizada para lidar com esse tipo de pensamento. Antes de tudo, para começar a aplicá-la, é necessário que saibamos distinguir os pensamentos que nos ajudam e oferecem soluções, ou seja, os pensamentos funcionais, daqueles que aparecem de forma involuntária e só nos fazem perder tempo e energia, os pensamentos disfuncionais. Os primeiros devem ser potencializados, e os demais, descartados.

Uma vez que tenhamos a habilidade de identificar nossos pensamentos, devemos dedicar um tempo específico todos os dias para pensar em tudo aquilo que não nos acrescenta nada. Dessa forma, cada vez que um pensamento circular aparecer, devemos desviar nossa atenção e deixá-lo passar, para depois direcionarmos nosso foco a ele durante o tempo lixo que tenhamos planejado (por exemplo, 15 minutos depois de comer). Durante esse período repetiremos várias vezes esse pensamento até conseguir fazer com que ele perca força ou encontrarmos sua inutilidade.

Com essa técnica conseguiremos evitar pensar no que não queremos pensar e desviar nossa atenção para algo produtivo.

Às vezes os pensamentos aparecem de forma involuntária, mas nós temos o poder de dar a importância que eles merecem e decidir o que fazer com eles.
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Mulher feliz em meio à natureza

Direcionar a mente para o que queremos

Somos donos do que pensamos, e ainda que às vezes os pensamentos apareçam sem nos darmos conta, temos o poder de decidir o que fazer com eles. A questão é ser consciente e aprender a identificar que pensamentos fazem com que nos sintamos bem e, de forma contrária, quais nos levam a uma espiral de sofrimento e mal-estar. Somos os responsáveis por dar poder a eles e também por tirar esse poder, assim como somos nós que decidimos quando escutá-los.

Como vimos, os pensamentos circulares evitam que encontremos novas soluções, por isso ao reduzirmos o seu tempo de importância, eles vão perdendo força e são reduzidos ao mínimo. O tempo lixo nos permite desviar a atenção para o que queremos conseguir, e não para aquilo que pensamos e que não gera bons resultados e, além disso, nos paralisa.

Os pensamentos circulares não são bons companheiros de viagem, por isso devemos tentar reduzi-los e fazer com que eles percam a importância. É fundamental não esquecer que somos nós que decidimos o que fazer com a nossa mente, somos donos do valor que damos ao que pensamos, somos donos do nosso tempo e da nossa mente. Somos donos dos nossos pensamentos.

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