7 chaves para aprender a pensar como Sherlock Holmes

7 chaves para aprender a pensar como Sherlock Holmes

janeiro 20, 2018 em Livros 149 Compartilhados
Como aprender a pensar como Sherlock Holmes

Para aprender a pensar como Sherlock Holmes, nada melhor do que mergulhar na sua mente, uma das mais lúcidas da história da literatura. Conan Doyle dotou o seu personagem de um método de pensamento que requer muita atenção e disciplina, algumas gotas de ceticismo natural, um olhar inquisidor, curioso e enérgico que todos nós podemos treinar efetivamente…

Joseph Bell, o médico forense em quem Doyle se inspirou para criar a sua famosa criatura da Baker Street, disse que qualquer diagnóstico que se possa realizar, seja forense, científico ou em qualquer outro contexto, deve se basear em três etapas básicas: observar cuidadosamente, deduzir com astúcia e confirmar as evidências. O aprendizado dessa estratégia não é alcançado em um dia ou dois, mas através de uma rotina meticulosa para treinar a mente, para aprender a conhecer um pouco melhor os “porões do nosso cérebro”.

“No dia em que Sherlock Holmes se especializou em criminalística, o teatro perdeu um magnífico ator e, a ciência, um pensador perspicaz”.
– John Watson –

Esse médico escocês, a quem Conan Doyle teve a sorte de conhecer, sempre se sentiu muito orgulhoso pelo fato do seu aluno tê-lo tomado como referência para a sua obra. Na verdade, ele prefaciou alguns dos seus livros. Também podemos dizer que ele não se inspirou somente no método analítico do Dr. Bell, mas também se sentiu atraído pela personalidade e raciocínio de outro famoso detetive, C. Auguste Dupin, criado por Edgar Allan Poe em “Os assassinatos da rua Morgue”.

Arthur Conan Doyle sabia muito bem o que queria quando traçou as características da fascinante personalidade do seu personagem. Ele não deveria ser um homem fácil, não queria o herói clássico, precisava ter nuances obscuras e contraditórias, um senso de justiça muito particular e, acima de tudo, deveria ter a mente mais brilhante de todos os tempos. E ele conseguiu, não há dúvida…

Aprender a pensar como Sherlock Holmes está ao nosso alcance se seguirmos as seguintes estratégias…

Estátua de Sherlock Homes

1. Desenvolva o seu ceticismo

Não há nada pior do que parar de questionar as ideias ou pensamentos, do que assumir uma atitude passiva em relação a cada fato, informação ou evento que nos rodeia. Além disso, se não aprendermos a questionar até os nossos próprios pensamentos e atitudes, raramente veremos além de uma cortina de fumaça.

Para aprender a pensar como Sherlock Holmes, é preciso passar por uma fase de preparação destinada a esquecer os preconceitos, próprios e alheios, e não assumir como verdadeiras as opiniões ou raciocínios que os outros defendem, como se fossem verdades universais irrefutáveis. Aprenda a colocar filtros, os nossos filtros; sejamos céticos, curiosos, desafiadores e capazes de enxergar além do nosso próprio nariz, controlando acima de tudo o raciocínio automático que às vezes surge.

2. Pensamento inclusivo

Quando Sherlock Holmes recebe um recado, ele não se limita exclusivamente a ler a mensagem. Na verdade, o texto é o que menos importa. O “método Holmesiano” implica o desenvolvimento de um pensamento inclusivo, onde tudo é válido, onde tudo contribui para a informação. Para pensar como Sherlock Holmes é preciso levar em conta que cada objeto, cada rosto, cada tom de voz, um gesto insignificante ou um cenário aparentemente comum, proporcionam muito mais informações do que imaginamos.

Lembremos, por exemplo, a aventura do “O carbúnculo azul” e, como através de um chapéu velho e um ganso, Holmes conseguiu desvendar habilmente um dos casos mais complexos e originais que Conan Doyle criou.

Sherlock Homes

3. Um compromisso verdadeiro

Quem já leu todos os casos e aventuras de Sherlock Holmes com certeza percebeu um aspecto essencial: o inquilino da Baker Street vai da inatividade e letargia mais profunda à excitação e movimento quando algo atrai o seu interesse. É quando a sua mente se concentra e deixa de vagar, ociosa e triste.

Holmes rejeita os casos que não são estimulantes ou clientes que não inspiram confiança. A sua mente é seletiva, economizando tempo e energia para se concentrar apenas no que se ajusta aos seus valores, aos seus interesses. Nesse sentido, ele só aceita os casos que o motivam, que acredita que podem ser um verdadeiro desafio para as suas habilidades.

4. Muitas vezes é preciso se afastar para pensar melhor

Para aprender a pensar como Sherlock Holmes, será muito útil aplicar uma das suas técnicas: o pensamento imaginativo. Naqueles momentos em que a sua mente dispunha de muitas informações, peças soltas, testemunhos, sensações imprecisas e imagens contraditórias, Holmes precisava organizá-las para analisá-las e elaborar teorias plausíveis que explicassem o que aconteceu.

Para realizar este processo, ele não hesitava em se isolar do mundo no seu quarto, recorrer a um bom cachimbo, tocar violino e mergulhar no seu palácio mental para ajustar as suas deduções. Às vezes, para pensar melhor, o ideal é se distanciar do problema central; relaxar e trabalhar com as informações que já temos.

Homem tocando violino

5. Podemos ajudar com um diário

Muitas vezes pecamos por excesso de confiança e acreditamos que a nossa mente não esquecerá as informações, um detalhe ou algum dado importante. Mas não é bem assim. Podemos escrever os nossos pensamentos e ideias no papel não só para não esquecermos as informações, mas também para refletir melhor, canalizar mais ideias e comparar os conceitos.

Da mesma forma, não podemos deixar de lado o fato de que o próprio Holmes e o cientista André-Marie de Ampère tinham algo em comum: sempre carregavam um lápis e papel. As ideias são livres, elas vão e vêm nos momentos mais improváveis, portanto, nada melhor do que estar preparado para anotá-las.

6. Para aprender a pensar como Sherlock Holmes, pratique desafios mentais

Há um fato curioso que precisamos levar em conta sobre o personagem de Sherlock Holmes. As suas habilidades dedutivas, a sua capacidade de análise, a sua genialidade para conectar fatos aparentemente divergentes para demonstrar uma teoria, não são aspectos que vieram de “fábrica” ​​na sua mente.

Quem realmente tinha uma inteligência excepcional era o seu irmão Mycroft, a quem todos descreviam como o melhor cérebro da Inglaterra. No entanto, o seu cérebro fabuloso contrastava com a sua atitude passiva. Ele era um homem de rotinas rigorosas e inimigo da ação e das pesquisas de campo. Essas tarefas, ele deixava com prazer para o seu irmão mais novo, para essa mente sempre inquieta e com necessidade de estímulos, desafios e enigmas com os quais se “alimentar” e, por sua vez, treinar a sua mente, as suas habilidades e o seu “faro” como detetive particular.

“Eu sou um cérebro, Watson, o restante é mero apêndice”.
– Sherlock Holmes –

7. Use as suas habilidades para fazer o bem

Um detalhe que o Dr. Watson frequentemente apontava sobre o seu amado companheiro de quarto e aventura é o fato de que Holmes usava as suas esplêndidas habilidades para fazer o bem. Podemos ver esse confronto herói/vilão neste caso criminal extraordinário: o do professor Moriarty.

Tudo isso nos encoraja a refletir sobre uma ideia: o conceito de inteligência, assim como as nossas habilidades cognitivas, também precisa de uma finalidade, de um objetivo motivador que nos ajude a continuar treinando, para sermos mais eficazes nos nossos raciocínios, reflexões e campos de ação.

O pensamento sem motivação e inspiração não serve para nada. Na verdade, o próprio Holmes ficava desanimado quando os dias passavam e não havia casos, quando o tempo passava lentamente como o nevoeiro de Londres sem que a sua mente tivesse algo para resolver, sem que tivesse um propósito.

Assinatura de Sherlock Homes

Aprender a pensar como Sherlock Holmes é, sem dúvida, um excelente propósito que podemos colocar em prática no nosso dia a dia. No entanto, sempre teremos à nossa disposição as histórias de Doyle para nos inspirar, com dezenas de aventuras, onde poderemos aprender um pouco mais sobre os métodos e estratégias de um dos personagens mais queridos e admirados da história da literatura. Além disso, ele foi um dos poucos personagens que foram ressuscitados pela vontade popular mesmo contra os desejos do autor.

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