3 perguntas para responder antes de morar junto com alguém

Antes de morar junto, é importante avaliar se existem condições para que a convivência seja harmoniosa e o vínculo seja estável. Para isso, nada melhor do que chegar a acordos sobre aspectos que são cruciais.
3 perguntas para responder antes de morar junto com alguém

Última atualização: 19 Maio, 2021

Morar junto com alguém costuma ser um passo adiante na maioria dos relacionamentos, mas não implica um compromisso tão importante quanto o mítico “até que a morte os separe”. No entanto, apostar na convivência é uma decisão séria o suficiente e que necessita de uma avaliação minuciosa antes de concluir o processo. O que se busca, em todo caso, é consolidar uma relação estável e enriquecedora.

Antes de morar junto com alguém, é necessário que o casal se conheça bem e chegue a alguns acordos mínimos. É importante que ambos tenham uma visão semelhante em torno de alguns aspectos que costumam causar problemas se não forem claros e definidos, antes de dar o passo de compartilhar o lar.

Também é essencial que os dois sejam honestos, primeiro consigo mesmo e depois com o outro, em relação a questões que são muito relevantes para um casal. A princípio, antes de tomar a decisão de morar junto, é necessário que haja concordância em três aspectos que apresentaremos a seguir em forma de perguntas.

“Cada um aceita o que vai descobrindo sobre si mesmo aos olhos dos outros, vai se formando na convivência, se confunde com o que os outros supõem e age de acordo com o que se espera daquele pressuposto inexistente.”
-Juan Carlos Onetti-

Casal conversando

1. A fidelidade, uma questão a resolver antes de morar junto com alguém

A primeira pergunta a ser respondida no início da convivência é: Vocês estão de acordo no que diz respeito a questões de fidelidadeMuitas vezes parte-se do princípio de que, ao começar a morar junto, você está eliminando qualquer possibilidade de relacionamentos com terceiros. No entanto, os termos nem sempre ficam tão claros.

Este é um dos problemas mais espinhosos em qualquer relacionamento, pois raramente é abordado explicitamente. Por isso, também é uma questão que deve ficar muito clara desde o início. Os membros do casal podem ter uma visão diferente do valor que dão à fidelidade ou da sua disposição para manter a monogamia.

Uma conversa sobre isso pode ser um pouco decepcionante. A menos que haja uma convicção que já foi testada, é melhor não fazer promessas que não sabemos se podemos cumprir. O melhor a fazer é ser sincero e estabelecer os limites do relacionamento, tanto no início quanto no momento em que eles mudam para nós.

2. Há convergência nos planos futuros?

Se vocês decidiram morar juntos, é porque compartilham pelo menos esse projeto em comum – e tudo o que isso implica. Quando um de vocês tem planos de fazer mudanças significativas na vida, talvez traçar um plano compartilhado por ambos antes de iniciar uma convivência diária seja interessante.

O que cada um espera e deseja alcançar deve coincidir em grande parte. Caso contrário, é possível que o próprio desenvolvimento dos projetos de vida individuais acabe criando um distanciamento entre os dois. Se um quiser comprar um apartamento, enquanto o outro sonha em dar a volta ao mundo, o mais provável é que o relacionamento acabe.

Aspectos como a vontade ou não de ter filhos, assim como o estilo de vida de cada um, são fundamentais para a convivência. O melhor é que vocês concordem nesses pontos, em vez de esperar que o outro mude depois que começarem a viver juntos. Muito provavelmente isso não vai acontecer.

Vocês são livres para tomar decisões?

3. Vocês são livres para tomar essa decisão?

Esse é mais um daqueles aspectos que parecem óbvios, mas muitas vezes não é. A decisão de morar junto com alguém deve ser totalmente livre. Às vezes há pressões nesse sentido, mas ela não recebe a importância que merece. Com o tempo, essas pressões podem cobrar um preço alto.

Às vezes, uma pessoa pensa que é hora de começar a morar junto só porque quase todas aquelas da sua idade já o fizeram. Outras vezes, há um silêncio familiar incômodo sempre que se fala em ser solteiro. Também há casos em que você não se sente confortável com a vida ou com a solidão e presume que a convivência trará uma felicidade que ainda não surgiu.

Pode ser uma boa ideia repensar a decisão de morar junto com alguém se algum desses fatores ou pressões estiverem em jogo. Nesse caso, pode ser necessário resolver esse problema primeiro e não se apressar em uma mudança que poderia levar a muitas decepções. Compartilhar a vida com seu parceiro deve ser uma decisão livre.

É claro que a decisão de morar junto é reversível e ninguém tem certezas ou garantias ao viver a dois. No entanto, a margem de erro e incerteza é reduzida ao partir de acordos básicos relacionados a questões relevantes.

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  • Palencia, A. R., Sánchez, J. J. H., Arreola, A. D. C., & del Castillo, C. C. Escala de costes y beneficios de vivir en pareja.