Sou uma pessoa que sabe aonde ir 

Sou uma pessoa que sabe aonde ir e a que lugar não quero regressar

20, fevereiro 2016 em Psicologia 1234 Compartilhados
Casal que sabe aonde ir

Todos nós possuímos um lugar vazio no coração, um lugar secreto ao qual podemos regressar com a mente, porém, ao qual jamais regressaríamos em forma física. Existem lugares, cenários, pessoas, coisas que estão relacionadas ao nosso passado e constroem o que somos. É a experiência dos fatos vividos, dos amores perdidos, das frustrações, das desilusões e felicidades contidas que nunca mais voltarão.

Quantas vezes você já se sentiu perdido ao longo da sua existência? Na verdade, essa desorientação é algo que iremos viver ao longo de muito tempo, pois nada nesse mundo é seguro, e essa sensação de perda interior nos obriga também a seguir avançando e aprendendo.

A vida costuma nos colocar obstáculos, entretanto, os verdadeiros limites são postos por nós mesmos. Não os torne mais difíceis, se algo lhe faz mal, desgasta e destrói por dentro, derrube esse muro e seja objetivo em não regressar jamais.
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O que importa de verdade é saber aonde não se deve regressar. Algumas vezes a distância é a única resposta para a nossa infelicidade e cada passo que damos na direção contrária é um degrau acima para o nosso crescimento pessoal. Portanto, precisaremos de muita valentia…

Já sou essa pessoa que sabe aonde vai

Pessoas que não sabem aonde ir

Saber aonde ir não é ter um destino estabelecido. Estamos falando de propósitos, de projetos e, sobretudo, de autoconhecimento. Saber o que merecemos e o que não estamos dispostos a experimentar de novo, saber os limites para ajudar o nosso crescimento pessoal.

Ao longo das nossas vidas sempre deveria chegar um momento em que deixaríamos de sentir a necessidade de nos encontrarmos com o nosso eu, para que pudéssemos criar a nós mesmos. O desejo cria o pensamento, e o pensamento é uma arma de poder que irá guiar o nosso autêntico caminho.
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Se pararmos por alguns momentos e refletirmos sobre a questão de se sabemos ou não aonde vamos, a realidade é que não poderíamos dar uma resposta segura. Quem sabe o que nos espera amanhã? Sabemos o que temos aqui e agora, portanto, amanhã não é mais do que a água que escapa por entre as nossas mãos.

  • Uma pessoa sabe aonde vai quando se sente segura de si mesma e a experiência lhe ensinou a importância de ser valente e experiente. Tudo chega para quem sabe esperar.
  • Uma pessoa sabe aonde vai quando confia, quando possui a mente aberta e sabe lidar com a realidade.
  • Uma pessoa sabe aonde vai quando se oferece o que merece e se permite o que necessita.
  • Uma pessoa sabe aonde vai quando deixa de crer que a vida deve ser perfeita para ser maravilhosa.
  • Uma pessoa sabe aonde vai quando descobre o que é quando se da conta do que é capaz de fazer.

Essas descobertas não são feitas da noite para o dia. É um curso, uma caminho para percorrer ao longo de um intervalo chamado vida aonde sempre devemos ir em a única direção: para frente, deixando para trás esses lugares, espaços e pessoas, aos quais não devemos regressar.

Lugares sem retorno, amores para trás

Mulher de vermelho não sabe aonde ir

Se você não solta o passado, com que mão irá agarrar o futuro? Na verdade, em algumas ocasiões é necessário voltar a olhar para trás e colocar uma distância bastante ampla de quem nos causou danos, dessa experiência que nos fez mudar ou desse lugar que nos remete a um passado que já não nos identifica.

A autêntica valentia não está em deixar as pessoas que nos causaram danos; trata-se de aprender a deixar ir o pedaço de você que ficou nelas.
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No entanto, somos conscientes de que não é fácil dar esse passo e dizer a nós mesmos que não vamos regressar. O ato de deixar, de abandonar, de tomar distância de algo ou alguém, supõe, acima de tudo, romper um vínculo, seja familiar, afetivo ou de amizade. Seja como for, sempre haverá algum tipo de dor emocional.

  • Deixar algo ou alguém ir significa distanciar-nos não somente dessa pessoa, mas também da identidade que havíamos formado com esse ser em concreto.
  • O ato de partir implica, por sua vez, ter que entrar em contato novamente com nós mesmos para curar qualquer ferida, para nos reinventarmos e seguirmos crescendo.

Homem sentado em uma escada que não sabe aonde ir

  • Quando se rompe um vínculo e se cura uma ferida, ocorre não somente em um aprendizado, mas também uma mudança interior. Deixar algo é perder, entretanto, nessas ocasiões essa perda também pode ser vista como um ganho, como crescimento pessoal.
Enquanto não encontrar o que busca, seja feliz com o que tiver. A vida é um caminho apaixonante em que, muitas vezes, devemos deixar lugares aos quais não devemos retornar para trás.
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Imagem cortesia de Azisa Noor.

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