As pessoas comprometidas inspiram confiança nos outros

· janeiro 29, 2018

As pessoas comprometidas inspiram nossa confiança. Constroem um caminho seguro para percorrer nossos passos. São luz na escuridão. As pessoas comprometidas nos fazem sentir mais tranquilos quando se trata de suportar a incerteza, uma vez que sabemos que irão agir como nos disseram.

Alguém que se compromete com algo não só o faz nos grandes planos ou nos grandes projetos, mas também nos pequenos gestos. Os pequenos gestos, na verdade, têm um valor muito maior do que pensamos. Imagine aquela pessoa que, toda vez que estabelece um dia para se encontrar com alguém, acaba cancelando o compromisso. Ela faz isso várias vezes, até quando o outro já está indo encontrá-la.

As pessoas comprometidas nos fazem sentir mais calmos e confiantes.

Pessoas fazendo as pazes

As pessoas comprometidas não recorrem às mentiras

Há pessoas que acabam nos gerando uma incerteza imprópria de um amigo. Cancelam compromissos, encontram centenas de desculpas para justificar sua falta de interesse… Pequenas mentiras que, somadas uma após a outra, geram um efeito devastador sobre a outra pessoa. O efeito da desconfiança. A falta de confiança acaba com os relacionamentos e nos enche de inseguranças. É adubo para o terreno da incerteza.

A incerteza é a assassina silenciosa que destrói qualquer terreno fértil em nossa vida. Uma pessoa ou não ser de nosso agrado é algo totalmente natural. Algo de que não deveríamos nos envergonhar. Além disso, o estranho seria se tudo nos interessasse da mesma maneira sempre.

“A melhor maneira de saber se você pode confiar em alguém é confiando.”
-Ernest Hemingway-

Nada nos obriga a nos comprometer com aquilo que não queremos

De alguma maneira, aqui a solução parece simples. Se algo não me interessa, me afasto disso pois não tenho nenhum interesse em me comprometer com isso. No entanto, há pessoas que têm tanta dedicação para agradar a todas que acabam por anular a si mesmas. Tudo por uma busca incansável da aprovação do outro.

Elas se perdem e encontram um grito abafado dentro delas que as avisará de que há algo de errado em suas vidas. Algo que não funciona de maneira autêntica. Talvez você pense naquela vez em que fez algo apenas para agradar outra pessoa. Não se sentiu confortável. Provavelmente se sentiu “vendido” por algo que não deveria ter feito.

No entanto, quando falamos de pessoas que nos importam, é importante refletir sobre o quão confiáveis estamos sendo para essas pessoas. Se queremos ser confiáveis ou se na verdade isso é algo que não nos importa muito.

Fadas amigas unidas

Dê valor a sua palavra se quiser ser uma pessoa confiável

Se você quer ser confiável, pode pensar naquelas vezes em que não queria fazer algo, mas arrumava uma desculpa para se livrar daquilo. Imagine outras ocasiões em que se comprometeu com algo e não cumpriu com o compromisso. Certamente surge uma sensação de vergonha. De arrependimento talvez.

Arrependimento, por quê? O mais saudável seria se arrepender de ter dado nossa palavra quando não temos toda a certeza de que poderíamos cumpri-la. Às vezes lançamos pequenos compromissos pela vida sem pensar friamente se seremos capazes de cumpri-los ou não. E o certo é que, quando algo nos importa realmente, adquirimos muitos desses compromissos com a melhor das nossas intenções.

Nesse sentido, devemos ser conscientes de como prejudicamos e danificamos os laços que nos unem aos outros. Confiança e segurança formam grande parte da base de que precisamos para ter bons relacionamentos com os outros. Se desconfio de alguém e me sinto inseguro ao seu lado, pouco está me contribuindo esta relação.

Fazer um balanço de seus compromissos é um bom começo

Se falto sistematicamente com a minha palavra… Se falto com os meus compromissos constantemente, estarei prejudicando a confiança que o outro depositou em mim. É claro que existem ocasiões em que teremos que faltar com os compromissos. 

As pessoas comprometidas também têm que adiar seus compromissos. Não são infalíveis; há imprevistos que surgem e precisam ser resolvidos. Mas falamos dessa falta de nossa palavra de forma sistemática e sem uma justificativa de ordem superior.

“A confiança serve nas conversas mais que a inteligência.”
-François de La Rochefoucauld-

Mulher cobrindo seu rosto com coração

Temos o direito de não podermos nos comprometer com tudo, de não querermos nos comprometer com aquilo que não queremos ou que não sabemos se seremos capazes de cumprir. Estamos no nosso direito de sermos autênticos e honestos com os outros e com nós mesmos. No entanto, é importante, por sua vez, valorizar a nossa palavra e tudo aquilo com o que decidimos livremente nos comprometer.

Desta forma, será mais fácil rever nossos relacionamentos e avaliar o porquê de muitos comportamentos. Uma vez que entendemos que nossa palavra, por “menor” que seja, tem um valor tanto para nós quanto para os outros, daremos a ela a importância que merece. Não a gastemos, portanto, com tanta facilidade.