Por que as emoções nos influenciam mais do que a razão?

Por que as emoções nos influenciam mais do que a razão?

Maio 23, 2016 em Emoções 1007 Compartilhados
Lidar com as emoções

Os seres humanos são uma mistura de percepções, emoções, sentimentos e pensamentos. Todos esses elementos formam uma unidade única que resulta em um modo de ser e agir na vida.

Nossa mente é extremamente poderosa e capaz de dirigir o nosso comportamento, tanto para o bem quanto para o mal. Através dela realizamos todos os processos de pensamentos racionais e sentimos toda a força das emoções.

Dessa forma, podemos dizer que somos razão e emoção. Duas forças diferentes que muitas vezes apontam para o mesmo caminho, mas outras vezes são contrárias e nos obrigam a tomar uma decisão. Temos a opção de seguir “nosso coração” ou fazer uma lista de “prós e contras”.

A maioria dos estudos sobre esse processo de decisão garante que geralmente a emoção ganha. Isso ocorre porque a razão ocupa um nível mais elevado na escala do desenvolvimento das experiências subjetivas. É preciso mais experiência, mais tempo, maior habilidade para construir razões do que para deixar as emoções fluírem.

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As emoções: etéreas como o ar e tão perigosas como o enxofre

“Emoção”, etimologicamente, significa “movimento ou impulso”: “o que me induz a agir”. As emoções são experiências subjetivas que nos levam à ação. Elas nascem basicamente das nossas percepções diante do mundo, antes mesmo de que possamos pensar a respeito. Se percebemos algo como benéfico, sentimos emoções positivas; se percebermos algo como negativo, elas são negativas.

Muitos comportamentos humanos dependem das emoções. Elas são fundamentais nas decisões que tomamos; geralmente são determinantes.

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O medo, por exemplo, é uma emoção muito poderosa, de acordo com o psicólogo Rob Yeung. Por isso, é muito utilizado pelos meios de comunicação e como estratégia política. Da mesma forma, a vergonha e o orgulho são manipuláveis nos seres humanos.

Explorando a origem das emoções…

Na teoria, as emoções não são determinantes, mas podem ser decisivas. Elas são intrínsecas a todos os seres humanos e influenciam os seus julgamentos e deliberações na vida. Não podemos negá-las, mas identificá-las e canalizá-las para o nosso próprio bem.

Existem muitos exemplos cotidianos que mostram como as emoções dominam grande parte do comportamento humano. Por exemplo, quando alguém acredita que deveria ser mais paciente, mas precisa aguardar em uma fila enorme ou esperar alguém que se atrasou muito, se desespera e esquece do seu propósito.

As emoções obedecem a causas desconhecidas. Nós não sabemos porque nos irritamos quando alguém nos serve um café frio, se a nossa mente nos diz que isso não é importante. Também não sabemos porque temos tanto medo de falar em público, por exemplo, se geralmente é uma situação que pode ser controlada.

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A origem e o desenvolvimento do poder das emoções são muito indefinidos. Elas fazem parte de uma área dentro de nós mesmos que ainda não conhecemos bem, e às vezes é incompreensível. No entanto, elas são as vozes dos nossos instintos de conservação, de preservação da espécie, de defesa, de ataque, etc.

Existe uma divisão entre emoção e razão?

Na verdade, não existe uma linha nítida que separa a razão da emoção. São dimensões que estão sempre atuando em conjunto no ser humano. As emoções dão origem a certos pensamentos, e os pensamentos por sua vez, dão origem a emoções.

Toda emoção é pensada com alguma razão envolvida nesse processo. Quando deixamos a razão de lado, as emoções são confusas e irregulares. Quando raciocinamos, temos uma experiência mais profunda e equilibrada.

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Aqueles que se dizem “muito racionais” não escapam dessa lógica. Essa recusa em permitir que as emoções façam parte da sua vida demonstra um medo profundo de “perder o controle”.

Da mesma forma, ações puramente emocionais, sem um pingo de razão, são absurdas. O ser humano não pode renunciar ao córtex cerebral, a menos que tenha sofrido alguma lesão ou iniba as funções cerebrais com algum produto químico.

Encontre o equilíbrio entre a razão e o coração

As emoções não são “cavalos selvagens em fuga” nos quais precisamos colocar rédeas. Nós somos seres humanos que contribuem com as suas experiências de vida para dar um significado ao mundo. As emoções não podem ser erradicadas, negadas ou desvalorizadas.

Muito pelo contrário, “ser humano” é ser capaz de sentir. Com base nas emoções se constrói o amor, o sacrifício, os grandes sonhos e as grandes realizações. No entanto, isto não quer dizer que devemos deixá-las “à solta” e agir sem raciocinar.

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Alcançamos um ponto de equilíbrio quando somos capazes de perceber o que sentimos, não com o propósito de nos defendermos desses sentimentos, mas com a intenção de canalizá-los positivamente. Isto quer dizer que, se eu sentir medo, a melhor opção é reconhecer, explorar e transformá-lo em uma força a meu favor. Se eu tenho medo de falar em público, vou projetar ajudas tecnológicas que me ajudem a enfrentá-lo.

As emoções nos influenciam mais do que a razão porque estão em uma área mais primitiva do nosso cérebro e, portanto, mais profunda. Elas são a base de tudo o que somos. A razão é como um cinzel com o qual polimos e pacificamos as nossas emoções, algo que nos ajuda a viver melhor.

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