Por que nos beijamos?

· junho 28, 2016

Sem dúvidas você já se perguntou uma infinidade de vezes qual é o significado de uma das demonstrações mais sinceras que compartilhamos com aqueles que amamos: os beijos. E provavelmente a primeira coisa que passe pela sua cabeça é simplesmente “porque queremos”. Mas afinal, por que nos beijamos?

O polêmico significado dos beijosessa ação tão universal e característica entre os seres humanas como demonstração de amor, tem sido objeto de diversos estudos científicos. Pesquisas afirmam que a resposta correta para essa incógnita é nos permitirmos identificar se a outra pessoa é geneticamente viável para nós.

Neste artigo compartilharemos informações sobre o ato de beijar, que provavelmente o levarão a ver os beijos não como uma simples expressão de carinho, mas se percebermos, como uma amostra de nossa evolução como seres humanos.

Os beijos são como pepitas de ouro ou de prata, escondidas na terra sem um grande valor, mas preciosas porque revelam que há uma mina por perto.

– George Villiers – 

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Em seu livro sobre o significado do beijo a nível científico “The Science of Kissing”, a cientista Sheril Krishenbaum afirma que “os cientistas não sabem ao certo para que nos beijamos”. Isso se deve ao fato de que ainda existem muitos “desafios na hora de interpretar o que um beijo significa” devido à escassez de pesquisas sobre este tema.

Portanto, podemos desfrutar de alguns dados e pistas oferecidos pela ciência. O professor Joe Hanson afirma no programa televisivo I’ts OK to be Smart que o beijo é um comportamento como consequência de nossa evolução.

Em sua afirmação, Hanson destaca que “conforme aprendemos a andar sobre dois pés, começamos a anunciar nossa fertilidade cara a cara” por meio do beijo. Isso se deve ao fato de que, diferentemente dos animais, os seres humanos têm os lábios para fora. Por isso o principal significado do ato de beijar que os cientistas, até o momento, puderam confirmar é que “com isso estamos dizendo ao outro que somos bons para procriar”.

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Quando a idade esfria o sangue e os prazeres são coisa do passado, a lembrança mais querida continua sendo o último, e nossa evocação mais doce, a do primeiro beijo.”

– Lord Byron –

Que tipo de informação os beijos transmitem?

Entendida a origem do beijo, chegando a este ponto estará se perguntando, que informação os beijos nos transmitem? Quando nos beijamos, fazemos um movimento com a boca muito parecido com os movimentos de quando nos alimentávamos do leite materno.

Porque isso acontece? O ato de tomar o peito de nossa mãe é uma das atividades que mais prazer origina em nosso cérebro. Por isso quando beijamos estamos gerando endorfinas, os hormônios do prazer.

Em novembro de 2014 um estudo realizado por cientistas de uma universidade na Noruega confirmou um dos melhores dados conseguidos até aquela data. Descobriu-se que em um beijo de 10 segundos transferimos 80 milhões de bactérias. Esta transferência permite reforçar nosso sistema imunológico, combatendo assim as doenças e melhorando nossa saúde interior.

Sabemos também que o ato de beijar aumenta os níveis de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, causando desta forma um aumento na oxitocina, substância conhecida como “o hormônio do amor”, já que sua produção fortalece a união entre o casal.

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Outro dado revelador do beijo nos convida a reconhecer a importância que ele exerce na proximidade entre as pessoas. O mero ato de nos aproximarmos daquele que será objeto de um ato tão carinhoso nos permite usar outro sentido: o olfato.

O sentido do olfato nos permite obter mais informação sobre o DNA da outra pessoa, podendo chegar a conclusão, com tudo o que compartilhamos antes, de que nos beijamos para conservar nossa espécie.

É certo que todas essas palavras implicam um significado pouco romântico. Mas, para aqueles que continuam ressaltando a importância do beijo como ato emocional, não nos despediremos sem compartilhar que o romantismo sempre estará presente em nossas vidas.

A alma que pode falar com os olhos também pode beijar com o olhar.”

– Gustavo Adolfo Bécquer –