A arte de prestar atenção no que é realmente importante

Para nos sentirmos bem e conectados com o nosso entorno, devemos aprender a focar a nossa atenção no que é realmente importante.
A arte de prestar atenção no que é realmente importante

Última atualização: 16 maio, 2021

Muitas das pessoas que buscam uma consulta psicológica se perguntam quando começaram a parar de apreciar as coisas de que antes gostavam, por que se tornaram meros espectadores do seu sofrimento ou instabilidade. Nossa resposta para essas perguntas é que, na vida, as circunstâncias em que nos concentramos ocupam a nossa atenção e nos fazem ver e crescer nessa direção. O importante é prestar atenção, se acalmar e aguçar a audição.

Escolher em que prestamos atenção é a base sobre a qual fortificamos a nossa pirâmide. Paradoxalmente, é também um dos grandes aspectos esquecidos, já que passamos metade da vida com o piloto automático acionado. Nosso ambiente exige muita atenção de nós, mas veremos pouco se não soubermos como focalizar a nossa atenção corretamente.

Não adianta passar o dia lembrando o que nos machuca, pois assim só desviamos a nossa atenção para uma ideia ou situação que não está presente. Não adianta focar a atenção no que pensamos que vai acontecer, porque mesmo que aconteça, não será como imaginamos. Então, não seria melhor prestar atenção no que nos diz respeito e diante do que podemos agir? Não seria mais saudável usar nossos recursos em algo presente e não desperdiçá-los em suposições ou ideias?

Sabe-se que o nosso cérebro é responsável por criar 50.000 pensamentos automáticos e repetitivos por dia, e fazer com que estes não ocupem a nossa atenção é fundamental para que não nos afetem. “O cérebro está sempre funcionando, mesmo que você esteja sentado sem fazer nada, e pode ser ensinado a agir em nosso benefício”, garantiu o físico teórico Jyri Kuusela, que trabalha para a Agência Espacial Européia (ESA) e promove a implantação do neurofeedback na Espanha.

Segundo Elsa Punset, guru da inteligência social: “Precisamos treinar o nosso cérebro para o positivo”. Se sabemos disso, por que não o fazemos? Para reprogramar o nosso cérebro, temos que começar a trabalhar a atenção, ou melhor, trabalhar a boa atenção.

“A capacidade de atenção do homem é muito limitada, por isso devemos trabalhá-la constantemente e estimulá-la”.
-Elsa Punset-

Mulher sorrindo de olhos fechados

Não olhe para trás com raiva ou para a frente com medo, mas ao redor com atenção

Fazer uma coisa de cada vez significa ser inteiro no que você faz, dando total atenção a isso. Esta ação conecta as nossas atenções para onde elas são realmente úteis e proveitosas para o nosso corpo e para a nossa mente.

O oposto é funcionar no piloto automático, sem saber o que estamos fazendo enquanto fazemos. Às vezes nos desconectamos do presente realizando atividades rotineiras enquanto vagamos por outro lugar e outro tempo.

Os benefícios de trabalhar a atenção no presente são numerosos, como mostram vários estudos. Treinar a mente para permanecer no momento presente sem mudar nada, com uma atitude de abertura e aceitação da realidade como ela é, provoca mudanças estruturais e funcionais significativas no cérebro em áreas associadas ao bem-estar e à felicidade.

A atenção espontânea é a única que existe até que a educação e os meios artificiais intervenham. Não há outra na maioria dos animais e crianças. Mas, forte ou fraca, sempre e em todas as partes tem estados afetivos como sua causa. Essa regra é absoluta, sem exceção.

Prestar atenção no que realmente importa

Eu li em algum lugar que se você quer que as pessoas prestem atenção no que você fala, não deve levantar a voz, mas baixá-la: é isso que realmente chama a atenção. Pode ser que, às vezes, não sejamos atraídos pelo que é melhor para nós, mas pelo que não conhecemos.

Uma das coisas que todos nós precisamos trabalhar é saber fixar nossas atenções no que é mais útil e/ou melhor para nós, e não divagar em lutas irreais, ou nos perder em nossos pensamentos enquanto deixamos a vida escapar.

Mulher com os olhos fechados

As portas da percepção estão abertas para todos. Em um mundo onde a educação é predominantemente verbal, as pessoas acham impossível dedicar uma atenção séria a qualquer coisa que não sejam palavras e noções.

Ao assumir o controle da nossa atenção, evitaremos problemas como ansiedade e depressão, que tomam conta da nossa mente quando nos prendemos ao passado, ao incerto e/ou ao externo.

Em um espaço vazio, não pode haver um conjunto. Se houver, o espaço não está vazio. A mente do espectador já está povoada. Um espaço vazio não conta história. Portanto, a imaginação, a atenção e o processo de pensamento de cada espectador são livres, não determinados.

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