5 problemas em uma relação que indicam a necessidade de fazer terapia

02 Março, 2020
Você e seu(sua) companheiro(a) discutem muito? Sentem ciúmes? A intimidade não existe mais? Se você está passando por algum desses problemas de casal, talvez tenha chegado o momento de fazer terapia.
 

Quantas vezes os casais que discutem diariamente enxergam a necessidade de fazer terapia? Embora em uma relação existam problemas que podem ser resolvidos sem a necessidade de tomar essa decisão, em alguns casos essa é a única/melhor forma por meio da qual a relação pode sair fortalecida. Caso contrário, é possível que ela esteja condenada ao fracasso.

O artigo Primera entrevista en terapia de pareja: co-construcción de un encuentro situado (Primeira entrevista em terapia de casal: co-construção de um encontro situado) afirma o seguinte: “No casal que consulta, existe um extremo de tensão que não pôde foi resolvido, o conflito está formulado e o futuro impedido”. Com essa exposição tão clara, hoje vamos apresentar 5 problemas em uma relação que precisam de terapia para ser solucionados.

Situações que indicam a necessidade de fazer terapia

Homem consolando sua esposa

1. Os ciúmes que alteram a relação

Os ciúmes são um problema comum nos relacionamentos: longe de normalizar essa situação, é importante levá-la muito a sério. Existem crenças que podem nos fazer acreditar que os ciúmes são uma demonstração de amor. No entanto, eles denotam uma profunda insegurança ou são um claro indicativo de que a outra pessoa está cometendo uma infidelidade.

 

Como indica o artigo Inteligencia emocional, celos, tendencia al abuso y estrategias de resolución de conflicto en la pareja (Inteligência emocional, ciúmes, tendência ao abuso e estratégias de resolução de conflito no casal), os ciúmes podem levar a uma tendência ao abuso, produto da instabilidade afetiva que surge da insegurança e que pode provocar violência. Por esse motivo, é importante buscar um terapeuta.

2. As discussões frequentes esgotam

Já ouvi casais dizerem, em muitas ocasiões, que discutir é normal e que eles discutem todos os dias. Isso me surpreende, já que as discussões frequentes esgotam, consomem e, com o tempo, acabam minando a relação. O fim é especialmente provável quando as discussões ocorrem em um tom grosseiro.

Por esse motivo, os confrontos constantes podem ser a consequência ou a origem de falhas na comunicação com relação às responsabilidades dentro da convivência, ao respeito pelos espaços da outra pessoa, à educação das crianças…

3. Os projetos de longo prazo não coincidem

Quanto aos principais problemas em uma relação, é tão errado pensar que as pessoas não mudam quanto que vão mudar na direção que gostaríamos. Talvez um dos membros da relação queira se mudar para outro país para progredir em sua carreira profissional, mas o outro quer ficar. Talvez um esteja pronto para a maternidade/paternidade, mas o outro continua preferindo não ter filhos.

Quando os projetos de longo prazo começam a não coincidir, chega o momento de renegociar os acordos. No entanto, chegado esse momento, se a comunicação não for fluida, talvez seja o momento de procurar uma terapia.

 

Em matéria de distância, pode existir alguma solução se ambas as pessoas estiverem dispostas. No caso dos filhos, se for muito importante para um dos membros manter sua posição, talvez seja o momento de pôr um fim à relação.

“Vamos fazer isso, eu te deixo ser você, e você me deixa ser eu […]”.
-Quetzal Noah-

4. As relações sexuais são inexistentes

A intimidade é uma parte importante do relacionamento, é o que o diferencia das relações de amizade, por exemplo. A falta de intimidade pode estar na origem de muitos dos problemas da relação.

Nós nos referimos à intimidade como um espaço que vai além da sexualidade. Um lugar para a confiança, as confissões ou a projeção de desejos. Para a escuta e a resposta sincera. Um bolha de proteção e de motivação para que o casal, e aqueles que o formam de maneira individual, possam crescer.

Casal frustrado sexualmente

5. O desejo de mudar o outro

Isso pode gerar muita impotência. Podemos combinar perfeitamente com nosso(a) parceiro(a), salvo dois ou três aspectos… que tanto gostaríamos de mudar. Esse pensamento faz com que muitos casais tentem mudar o outro, seja de maneira consciente ou inconsciente.

 

Assim, seus desejos fazem com que esqueçam que não têm o direito de fazer isso, que estão cruzando uma linha muito perigosa. A mudança pode ser falada, sugerida, mas nunca forçada.

Quando há um desejo de mudar o outro, é importante fazer terapia. Falamos de um caminho para a separação, para a aceitação ou, em última instância, para a negociação aberta e sincera. Pode ser um ponto de inflexão que interrompa definitivamente a insatisfação ou leve ao fim do relacionamento.

Se você estiver vivendo algum desses problemas em uma relação, recomendamos procurar um bom terapeuta. Assim como ir ao psicólogo individualmente pode ser muito enriquecedor, fazer terapia de casal para melhorar a relação também pode nos ajudar.

 
  • Canto Ortiz, J. M., García Leiva, P., & Gómez Jacinto, L. (2009). Celos y emociones: Factores de la relación de pareja en la reacción ante la infidelidad. Athenea digital: revista de pensamiento e investigación social, (15), 039-55.
  • Garrido-Macías, Marta, Valor-Segura, Inmaculada, & Expósito, Francisca. (2017). ¿Dejaría a mi pareja? Influencia de la gravedad de la transgresión, la satisfacción y el compromiso en la toma de decisión. Psychosocial Intervention26(2), 111-116. https://dx.doi.org/10.1016/j.psi.2016.12.001
  • Villanueva Orozco, Gerardo Benjamín Tonatiuh, Rivera Aragón, Sofía, Díaz Loving, Rolando, & Reyes-Lagunes, Isabel. (2012). La comunicación en pareja: desarrollo y validación de escalas. Acta de investigación psicológica2(2), 728-748. Recuperado en 12 de noviembre de 2019, de http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2007-48322012000200010&lng=es&tlng=es.