O rancor, um espinho no coração - A Mente é Maravilhosa

O rancor, um espinho no coração

abril 24, 2016 em Emoções 95 Compartilhados
O rancor, um espinho no coração

Sentir rancor envolve um sentimento de raiva significativo e constante que não se dissipa. Todos nós já vivemos isso em algum momento da vida. Muitas vezes esse sentimento pode se transformar em um desejo de vingança e tornar-se obsessivo. Neste caso, precisamos parar, refletir e, se necessário, procurar ajuda profissional.

Em alguns casos, o motivo desse conflito pode ser algo irrelevante; para muitos outros, no entanto, uma pequena afronta representa uma agressão de grande dimensão. Em ambos os casos, o gatilho que dispara o sentimento é o mesmo. As lembranças fazem disparar as mesmas emoções que sentimos no momento dos acontecimentos negativos. Cada vez que um gatilho externo nos relembra esses acontecimentos, sofremos muito.

Se a pessoa que sente rancor foi objeto de uma grande agressão, pode sofrer muito mais do que o próprio agressor, pois enquanto a primeira guarda uma mágoa profunda, o segundo pode sentir-se tranquilo e livre de toda culpa.

Diante do rancor e do ressentimento, cabeça fria e boa vontade

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Uma das maiores dificuldades do rancor tem a ver com a falta de expressividade. Muitas vezes a pessoa que nos feriu não percebeu que nos prejudicou e mesmo assim aumentamos a ferida com um rancor, obviamente, inútil.

Para acabar com o rancor é necessário saber perdoar e dialogar. Um perdão que seja produto do entendimento e da compreensão dos defeitos ou deficiências do outro. Perdoar sem consentir novas agressões. Quando você perdoa um ressentimento, está se libertando e abrindo espaço para emoções positivas.

Parar de pensar no que aconteceu e seguir em frente nos ajuda a curar nossos corações. Esta cura resulta da razão, do bom coração e da sabedoria que acumulamos ao longo da vida.

Tudo deve ser analisado detalhadamente: por que isso aconteceu, até que ponto sou responsável ou não por esse problema, qual a responsabilidade do outro nessa situação. Observe se existe alguma solução, mesmo que seja parcial, para melhorar um pouco a situação e tomar as decisões adequadas de forma sensata, objetiva e imparcial. Não é fácil, mas vale a pena.

Quando sentimos rancor, é importante desabafar, de acordo com o nossa personalidade e o tamanho da agressão. Não devemos simplesmente permanecer em silêncio, pois isto pode ocasionar depressão ou agressividade.

Não tome decisões de “cabeça quente”

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Quando os fatos são recentes e ainda estamos muito afetados pela situação é difícil ser objetivo, sensato e justo. É como apagar um incêndio com gasolina. Nesse caso, é melhor se acalmar antes de tomar qualquer decisão. A vida continua; “amanhã o sol nascerá novamente” e mais problemas aparecerão. A vida é um constante “cair e levantar”.

Não se prenda ao passado e nem fique questionando o porquê dos fatos. O que passou, passou e temos que seguir em frente. Assumir a posição de vítima não ajuda a solucionar o problema, refaça o que puder ou recomece do zero.

O desejo de soltar esse ressentimento será fundamental. Dependendo da forma como resolvermos essa situação, podemos crescer como pessoas, estagnar e até mesmo retroceder. Aprender ou não é uma decisão pessoal; é muito melhor aprender por vontade própria do que ser obrigado pelas circunstâncias.

Não fuja das situações, mas entenda e assuma

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É importante aprender com as experiências. Se agirmos corretamente, uma ofensa recebida, em vez de representar uma desgraça, com o tempo se tornará uma base sólida para enfrentar a vida: o esforço para superar o rancor é um grande investimento em nós mesmos.

No entanto, se depois de algumas tentativas a pessoa ainda insistir em magoá-lo, o melhor é se afastar. Talvez não sejamos a pessoa certa para mostrar-lhe que essa forma de agir não levará a lugar nenhum.

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Não adianta ficar discutindo com as pessoas, porque isso só aumenta o sofrimento. Onde existe muito ódio e rancor, o ambiente pode tornar-se problemático e até mesmo perigoso; pode desencadear uma escalada de agressividade com consequências negativas imprevisíveis.

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